quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Cientistas afirmam que há vida 'extraterrestre' dentro da Terra

Jornal do Brasil

CHICAGO - Chega de procurar vida extraterrestre fora da Terra. O nosso próprio planeta pode estar abrigando várias formas de vida alienígenas, completamente dissociadas dos seres vivos já conhecidos. A teoria é de cientistas da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, que expuseram suas ideias em uma apresentação durante a conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), em Chicago.

O físico Paul Davies apresentou na conferência que essas “vidas paralelas” podem estar escondidas em locais inóspitos, como desertos, lagos de sal, fontes hidrotermais e áreas com altas temperaturas e radiação solar.

Davies afirmou ainda que vários desses “seres estranhos” podem estar vivendo entre nós, em formas que ainda não são conhecidas pelos seres humanos, e portanto passam desapercebidas.

Os pesquisadores fizeram um apelo para que a comunidade científica lance uma “missão à Terra” para vasculhar ambientes tidos como hostis em busca de sinais de bioatividade.

– Não precisamos viajar a outros planetas para encontrar formas de vida estranhas. Elas podem estar bem aqui debaixo de nossos narizes – disse Davies.

– É perfeitamente razoável a ideia de uma biosfera paralela aqui na Terra. Mas nunca ninguém se importou em procurar por ela. Eu pergunto: 'Por quê?'. Não é caro, seria um custo bem menor do que se gasta procurando por extraterrestres.

Paralelismo

Davies foi um dos palestrantes de um simpósio que explorou a possibilidade de que a vida se desenvolveu na Terra mais de uma vez.

Segundo os cientistas, os descendentes desta “segunda gênese” podem ter sobrevivido até hoje, em uma “biosfera paralela” que está além da percepção humana porque seus habitantes têm uma bioquímica muito diferente da nossa.

– Todos os nossos microscópios estão desenvolvidos para estudar a vida que nós conhecemos, então não é uma surpresa que não tenhamos encontrados micróbios com uma bioquímica diferente – afirmou Davies. – Ainda não sabemos muito bem a aparência dessas formas de vida estranhas. É algo tão amplo como a própria imaginação, e é por isso que é tão difícil procurar por elas.

Molécula

Segundo o cientista, a base desses organismos poderia ser o DNA e o RNA, mas com um código genético distinto ou com diferentes aminoácidos. Ou ainda, essas criaturas poderiam apresentar diferenças mais acentuadas.

– Talvez um dos elementos usados pela vida, carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e fósforo, pode ter sido substituído por outros – explicou Davies. – Um dos exemplos é o arsênico, que é venenoso para o homem mas têm propriedades que dariam condições ideais ao desenvolvimento de micróbios.

Outro pesquisador, Steven Benner, da Universidade da Flórida, disse que antes de procurar por esses seres, é preciso provar que é possível criar novas moléculas capazes de sobreviver e evoluir.

Sua equipe desenvolveu um sistema químico sintético que precisa ser alimentado externamente, mas que é capaz de evoluir e se adaptar em uma geração seguinte.

– Nosso próximo passo será aplicar um processo de seleção natural – afirmou Benner.

00:17 - 18/02/2009

FONTE: http://jbonline.terra.com.br/nextra/2009/02/18/e180213767.asp

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Emoção indescritível

Sexta-feira 13, de 2009. Um dia aparentemente normal, exceto pela superstição, que não é à toa!
A noite, eu sabia, não seria como uma noite qualquer, afinal era a estréia de uma grande amiga. Hora de rever pessoas queridas, de enfim, ver no que resultou o trabalho do ano passado, de toda a dedicação empregada.
Chegamos cedo. Logo garantimos nossos ingressos, já que os lugares eram limitados, apenas 60.
Aos poucos o saguão do Santelisa foi ficando cheio. Os rostos conhecidos teimavam em aparecer e pelo menos naquela noite, novas faces faziam parte do cenário do local. Afinal, novos alunos faziam parte da ONG. Quem vai ao teatro e eventos culturais, sabe que são sempre as mesmas caras, independente do evento que tiver! Pois é, ainda dizem que a cultura é pra poucos! Uma peça como aquela e tantas outras que ali, no sesc, no municipal, no arena, etc, já vi, por 4, 8, 10 reais... ou até de graça!
Aquela noite, sim, seria especial! E foi! Porque além de saber que estava amparada por um ótimo local, a atuação da Bianca não deixaria nada a desejar.
Chegou a hora, entramos!
Logo de cara vimos porque haviam poucos lugares. Era uma proposta diferente do convencional, as cadeiras estavam no palco e este, por sua vez, tinha uma espécie de plástico onde seria a atuação da atriz, já que se usaria líquido por ali, por isso estava "forrado".
Sentamos nas cadeiras disposta à frente da área de atuação, na verdade na lateral, mas eram as cadeiras da frente.
Bianca estava logo à direita, sentada no piano, de costas para o público. Com um vestido branco, de noiva.
As pessoas se acomodaram rapidamente. O silêncio se fez quase por completo e os dois sinais foram tocados. Logo, o Matheus falava no microfone, da cabine de som, sobre a peça. Que saudade que me deu esse momento, de quando estreiamos em PEDREIRA DAS ALMAS: Com os corpos inertes, deitados no chão, ouvíamos as pessoas sentarem nas cadeiras (eram 150 lugares e quase todos completos), enquanto tentávamos nos concentrar, logo o mesmo era feito, falavam sobre a peça no microfone - Senhoras e sonhores, o Espaço Cultural Santelisa Vale e a ONG Ribeirão Em Cena, tem a honra de apresentar, o espetáculo PEDREIRA DAS ALMAS....
E agora, era diferente... VALSA Nº 6! Isso foi anunciado naquela sexta-feira. O melhor foi ouvir o nome BIANCA GONÇALVES, que há poucos meses atrás estava envolvida no mesmo projeto que eu, que aliás, fazia a filha de minha personagem.
Sim, meu coração se emocionou ao ver que em tão pouco tempo os frutos estavam sendo colhidos. E o melhor, por alguém que eu tanto gosto, que conviveu intensamente comigo no último ano e especialmente no mês de janeiro 2009.
Tocaram os três sinais. O silêncio se fez por completo. Ela começou a tocar uma música no piano (agora eu havia percebido o que ela fazia com meu teclado durante todo aquele tempo! rs). A música era linda e dava a atmosfera da peça, colocava tudo e todos na mesma vibração.
Após tocar um breve trecho, a Bianca se levantou e com aqueles olhos expressivos começou a dar o texto. Não somente seus olhos e sua boca falavam, mas todo seu corpo. Pude ver ali uma personagem, mas acima de tudo, sentia a felicidade daquela pequena ao começar uma etapa tão importante para ela naquele momento. E como a mãe que tem orgulho da filha, me emocionei, quase chorei! Meu corpo todo estremeceu.
Por um instante, lembrei-me de minha mãe, que disse ter chorado desde o momento que entrei no palco. Daí senti-me mãe . Eu não sei como é sentir-se mãe. Pude sentir um pouco disso em Pedreira, especialmente no momento em que Martiniano (meu filho) morria. O momento em que eu estava no palco, era mágico pra mim, pois me transformava em Urbana e por amar e compreender tanto essa personagem, eu realmente me sentia como ela.
Eu achava que era impossível ter essa sensação fora do palco, fora da atuação. Mas, no instante que vi a Bianca, encenando, seus olhos reluzentes, felizes, senti-me como que dentro da própria peça. Ela conseguiu despertar em mim a vontade de fazer parte ainda mais desse universo mágico, do teatro. Senti orgulho por ela conquistar, tudo aquilo que era tão importante pra mim e mais ainda para ela, que sempre foi muito dedicada. A gente se dedica de verdade naquilo que ama!
A peça foi maravilhosa. Vi a evolução da Bia, principalmente no quesito que ela tinha mais dificuldade, a dicção. O trabalho intenso realmente havia dado mais corpo e presença para ela.
Sei que sou suspeita para falar, pois além de amar esta arte e fazer parte dela, amo também essa pequena, que é tão importante para mim! Que levante alguém e diga o que sentiu, garanto que esse sentimento estava presente pelo menos em 90% das pessoas. Mesmo nas que não sabem o que significa tudo isso, essa magia percorria seus corpos e dava a precisão do que o teatro significa!
Não sei mais o que dizer. O nó na garganta me impede e faz com que meus pensamentos e minhas mãos trabalhem descompassados! Falta-me habilidade para colocar aqui tudo que se passa pela minha cabeça.
Eu finalizo dizendo, o quanto aquela sexta, o sábado e o domingo foram importantes para mim. Fiquei feliz e orgulhosa como a mãe fica de seu filho, quando vê que encontrou seu caminho. E também por fazer parte de algo tão grandioso, representado tão bem, por uma das melhores pessoas, pois esta pessoa ama de verdade o teatro!
Bia, espero que possamos caminhar juntas por um tempo ainda e que o teatro não saia nunca de nossas vidas!
Em especial, obrigada Gilson e todos que fazem parte desse maravilhoso projeto! Vocês trouxeram novamente à minha vida e a de tanta gente, a razão de viver! Parabéns Ribeirão Em Cena! Parabéns Júlio pela direção. E mais uma vez... PARABÉNS BIA!!!

Gabriela Grecco
FEV 2009

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Barebacking' cresce no Brasil e torna-se caso de saúde pública

MEU DEUS!!!!!
ONDE CHEGOU O SER HUMANO!!!
É CLARO, QUE UM SER QUE MATA A NATUREZA E OS ANIMAIS, POR PRAZER E POR PODER E AINDA DÁ A DESCULPA DE NECESSIDADE, DE CULTURA, SÓ PODERIA CHEGAR A ESTE PONTO!!! MATAR A PRÓPRIA ESPÉCIE, PROVOCAR DOR E SOFRIMENTO EM NOME DO PRAZER! E O PIOR, COM O CONSENTIMENTO UNS DOS OUTROS!
ISSO É HOMICÍDIO, ISSO É SUICÍDIO, ISSO É TRANSGRESSÃO À QUALQUER LEI NATURAL!!!
NESSAS HORAS EU ME LEMBRO DE JESUS! SERÁ QUE ALGUÉM SE LEMBRA QUE ELE PASSOU POR AQUI, SERÁ QUE ALGUÉM SABE QUE ELE EXISTIU???
NÃO É POSSÍVEL! ALGUÉM QUE SOFREU TANTO POR NÓS E CONTINUA SOFRENDO, NEM AO MENOS É LEMBRADO, POIS TUDO QUE ESTAMOS VENDO NO MUNDO É COMO SE NÃO SOUBESSEMOS DE NADA, DE NENHUM ENSINAMENTO, DAS LEIS DIVINAS....

A GENTE ACHAVA QUE JÁ ERA DEMAIS TER GUERRA, INJUSTIÇA, MORTE, CRUELDADE... MAS ISSO, SINCERAMENTE, NÃO É COMPREENDÍVEL!

COMO DIZIA UM GRANDE CIENTISTA, FILÓLOFO E VEGETARIANO (EU ACHO QUE ERA DA VINCI): QUANDO OS HOMENS ACABAREM COM TUDO À SUA VOLTA (NATUREZA, ANIMAIS), ELES SE DESTRUIRÃO!


ENFIM... NÃO CONSIGO FORMULAR MEUS PENSAMENTOS AGORA, ESTOU MUITO ABISMADA!


BOM, LEIAM TODO O ARTIGO E PASSEM AOS SEUS AMIGOS, EU PEÇO ENCARECIADAMENTE!

UMA ÓTIMA SEMANA!

BJSS
GABY!

PS: OBRIGADA DANI PELO E-MAIL INFORMATIVO!



Vagner Fernandes, Jornal do Brasil

RIO - "Procuram-se HIVs". Impresso em um caderno de classificados dos jornais das grandes metrópoles, o anúncio não passaria despercebido. Do ponto de vista conceitual, HIV é uma sigla que desperta interesse e hostilidade, fascínio e medo, compaixão e ódio.

Estigmatizada até então como o acrônimo da morte, ela vem ganhando novos contornos etimológicos devido a um grupo de homens que praticam sexo com homens (os HSH), absolutamente crentes na teoria de que o vírus da Aids, se contraído numa relação sexual, pode trazer benefícios para seu cotidiano, libertando-o, de uma vez por todas, do uso do preservativo, aumentando o prazer, proporcionado uma liberdade só experimentada no auge da revolução sexual, na década de 70.

A teoria foi posta em prática. E tem nome: "barebacking" (derivado da palavra barebackers, usada em rodeios para designar os caubóis que montam a cavalo sem sela ou a pêlo).

O termo ficou conhecido internacionalmente como uma gíria para o sexo sem camisinha, praticado de preferência em grupo, em festas fechadas, por homens sorodiscordantes (HIVs positivos e negativos).

"Coisa de macho", garantem os adeptos. O movimento cresce no Brasil, de forma assustadora, e tornou-se uma questão de saúde pública e motivo de preocupação social.

O Jornal do Brasil teve passe livre em dois desses encontros, batizados de bare party (festa bare).

É a primeira vez que um veículo de comunicação ingressa em reuniões nas quais o leitmotiv, ou fetiche, é praticar sexo com pessoas desconhecidas, que possam, acima de tudo, ser soropositivas. Às cegas, todos são guiados apenas pelo que sentem. E, para facilitar a comunicação, criaram um vocabulário próprio.

Festa da conversão

As orgias são chamadas de conversion parties ou roleta-russa. Entre os convidados, há os bug chasers (caçadores de vírus), o HIV negativo, que se lança ao sexo sem camisinha, e os gift givers (presenteadores), os soropositivos que se dispõem a contaminar um negativo.

São esses os responsáveis por entregar o gift (presente), o vírus.. Quem participa de encontros bare confirma: o prazer sem barreiras é o que importa. Quanto à Aids, eles não encaram mais a doença como mortal, porém crônica, com tratamento à base do coquetel.

A contaminação, portanto, elimina o medo e apresenta uma perspectiva futura da naturalidade do contato pleno.

Sou um barebacker assumido – dispara R. H.., 31 anos, geógrafo e cientista social, com pós-graduação nas duas áreas.

– Eu odeio camisinha. Acho uma m... É terrível interromper o sexo para colocá-la. Acaba com o meu prazer. No mais, o bare, para mim, é um fetiche. Eu gosto, apesar de ter contraído o vírus da Aids numa festa.. Mesmo assim, faria tudo de novo. Não me arrependo.

A declaração aterroriza, preocupa. E só mesmo ingressando no singular mundo dos barebackers para comprovar o que depoimentos, documentários, teses, livros e outros elementos que abordam o tema tentam desvendar ou explicar.

Na maioria das vezes, não conseguem. O que se testemunha numa festa bare está além da imaginação humana, supera os delírios e o surrealismo de Fellini em obras como Satyricon, ultrapassa a sordidez e o ceticismo pasoliniano em Saló ou 120 dias de Sodoma. Não há limites. De verdade.

A constatação pôde ser feita em encontros programados para homens de grupos sociais distintos. Na Ipanema da bossa nova, de gente chique "pulverizada" de Dior, Prada, Gucci, Kenzo, Gaultier e Armani, a reunião começa às 22h num casarão de uma das mais movimentadas e conhecidas ruas do bairro.

A mansão, de três andares, é fechada especialmente para a ocasião. O décor é sofisticado. No primeiro pavimento, paredes brancas contrastam com sofás vermelhos. TVs de plasma 42' exibem clipes de Madonna, Beyoncé, Cher, Christina Aguilera ou filmes com astros e estrelas de Hollywood.
As luminárias brancas rebatem a luz dicróica contra a parede, gerando clima de aconchego, e o bar, com bebidas importadas em sua maioria, está sempre livre. Ninguém fica sobre balcão. Não há tumulto. Claro, é uma festa para pessoas escolhidas a dedo, para poucos, no máximo 60 convidados, informados por e-mail.

Há regras, e elas são claras. É condição sine qua non ficar nu ou no, máximo, com uma toalha (cedida pela produção do evento) amarrada na cintura. Quem se recusa é convidado a se retirar.

Outra exigência: o sexo tem de ser praticado nos ambientes comuns de convivência. Ou seja, nada de se trancar em banheiro, em cozinha, em quarto. Ali, todos estão para ver e serem vistos.

E o ritual começa na entrada, quando os participantes tiram a roupa e guardam as peças em um armário, trancado com chave numerada. O funcionamento é semelhante ao de termas, masculinas ou femininas.

A medida, na verdade, serve para evitar a circulação com dinheiro e cartões de crédito. É precaução. Os que desejam consumir bebidas ou aperitivos, apenas transmitem ao barman o número assinalado na chave.

Os itens são lançados no computador e, no fim da festa, a conta é paga no caixa. O mecanismo lembra o adotado por boates e bares do eixo Rio–São Paulo, com suas tradicionais cartelas de consumação mínima. Só que numa festa bare, a bebida ajuda, os petiscos "fortalecem", mas não são peças-chave para o divertimento.

Circulando pelos outros andares, a prova: na sala de vídeo, um jovem de cerca de 20 anos se entrega ao prazer, cercado por três homens.

Nenhum deles usa preservativo. A cena é chocante. O rodízio de papéis, durante o ato sexual, é comum nessas festas. Faz parte do jogo. O quarteto não frustra as expectativas dos voyeurs reunidos na porta da sala.

Como "astros do sexo", diante de câmeras e de uma equipe de produção, atuam com vontade em uma performance longa, nada convencional, sem limites. Quem se propõe a ficar sob os holofotes sabe o risco que corre.

Mas é a sensação de perceber a adrenalina disparar e o coração bater aceleradamente devido ao unsafe sex (sexo inseguro) sem pudores e em público que os impulsiona.

Um deles podia ser gift giver e os outros bug chasers. Ou vice-versa. A probabilidade de o gift (o vírus) estar ali, entre eles, era grande. Ninguém se importava.

Quando terminou a primeira das muitas rodadas de sexo, o boy toy lover (brinquedo sexual) do trio foi jogar paciência em um dos quatro computadores, com internet liberada, instalados no segundo andar.
As pessoas perdem a noção do perigo em busca do prazer – explica Jorge Eurico Ribeiro, 40 anos, coordenador de Estudos Clínicos da Fiocruz.

– E o conceito de barebacking se perdeu. Originária da Califórnia, a proposta é a de festas em que um ou mais participantes, sabidamente positivos, são convocados por um produtor para praticar sexo com os convidados sem o uso de preservativos. Todos têm ciência de que, na reunião, há portadores de HIV. O fetiche consiste exatamente na possibilidade de contrair ou não o vírus. Só que, atualmente, há quem acredite que as festas bare são simplesmente um evento para o sexo sem camisinha com participantes negativos, o que é um grande equívoco.

Ribeiro analisa que os barebackers que não apresentam o raciocínio da conversão imaginam, de fato, que, uma vez soronegativos, se limitarem seus relacionamentos com pessoas igualmente soronegativas, estarão fora do risco. Definitivamente não estão.

Há o espaço de tempo de variável (conhecido como janela imunológica) em que um indivíduo já contaminado pelo HIV pode ter resultados de exames laboratoriais de soronegatividade, ou seja, resultados falso-negativos. Testes HIV não são tão matemáticos como se supõe.

No Brasil, o obscuro universo do barebacking é pouco discutido publicamente por especialistas em sexualidade humana. Ainda não há estudo com precisão estatística sobre o número de praticantes, independente de orientação sexual.

No entanto, os relatórios do Ministério da Saúde com dados de infectados pelo HIV, de 1980 a junho de 2008, dão a pista. Os casos acumulados de Aids no país nesse período foram 506.499. Desses, 333.485 (66%) são homens e 172.995 (34%), mulheres. Em 2007, registraram-se 33.689 novos portadores.

Homo, bi ou hetero, todos praticaram sexo sem camisinha. A irresponsabilidade tem preço. E alto. Dos cofres públicos do governo federal saem cerca de R$ 1 bilhão por ano para tratamento exclusivo de soropositivos. Um paciente consome de R$ 5.300 a R$ 26.700 por ano. Cerca de 20 mil pessoas infectadas iniciam tratamento com anti-retrovirais no país, anualmente.

– Sinceramente, não me preocupo com essa questão e nem me sinto culpado. Não estou nem aí em ser um ônus para o governo – enfatiza R.. H.

O Federal Health Research (centro de pesquisas de saúde), órgão governamental americano, divulgou recentemente a informação de que muitos homens com comportamento homossexual, bem como agentes de prevenção contra o HIV, confirmaram que a prática de sexo inseguro está se tornando cada vez mais comum.

Um estudo com 554 homens assumidamente homo ou bissexuais, residentes na Califórnia, apontou que 70% estavam familiarizados com o termo barebacking e que 14% já o haviam praticado, muitos em relacionamentos extraconjugais.

De acordo com a pesquisa, dos homens HIV positivos que participaram do estudo, 22% declararam ser barebackers e 10% dos negativos também tinham feito sexo inseguro nos últimos dois anos.

Não há informações sobre qual o número de pessoas em geral (homo, bi ou hetero) que pratica sexo inseguro nem sobre que motivos as levariam à auto-exposição.

Interesse dos jovens

Nas principais metrópoles, o fenômeno tem chamado a atenção de jovens. Comunidades sobre o tema se espalham por sites de relacionamento como o Orkut. No Rio e em São Paulo, a adesão ganha força.

Na indústria pornô, os filmes bare são os mais procurados. No YouTube, as postagens com cenas de sexo sem o uso de preservativos lideram o ranking das mais assistidas. Muitos dos que não praticam ou não têm coragem para fazê-lo buscam o prazer lançando mão de DVDs ou de vídeos na internet. O conceito de barebacking se dissemina.

Colocar-se frente à possibilidade de contágio do HIV por meio do barebacking traz motivações psicológicas que podem ir do sadismo ao masoquismo. A possibilidade de uma relação sexual mais livre, com maior contato íntimo e afetivo pode estar encobrindo uma caráter suicida – avalia Paulo Bonança, sexólogo e psicólogo, membro da Sociedade Brasileira de Estudos da Sexualidade Humana e da Associação Brasileira para o Estudo da Inadequação Sexual.

Risco assumido

HIV positivo, o administrador T.W., 45 anos, ratifica a análise de Bonança. Para ele, os adeptos do movimento sabem os riscos da superexposição e, alguns, ressalta, desejam o contágio conscientemente:

– Quem pratica sexo sem preservativo não pode ser considerado ingênuo. Tenho um amigo casado com soropositivo. Ele pediu ao parceiro que o contaminasse. Disse que era por solidariedade, mas acho que é masoquismo.

As observações de Bonança e T.W. foram comprovadas pelo JB em outra festa com a mesma proposta. Dessa vez, na Zona Oeste, a mais de 60 km da reunião em Ipanema.

O encontro, realizado mensalmente em um sítio, é batizado de Vale Tudo e está em sua 17ª edição. De sunga, de cueca ou nus, exigência para entrar, os participantes se divertem ao som de funk. Dos inocentes à la Perlla aos proibidões, compostos pela "galera da comunidade". Agora não há TVs de plasma, luz ambiente, bebidas ou petiscos sofisticados. Computador?

Nem pensar. É uma zona praticamente rural. O bar improvisado oferece cerveja em latão, sopa de ervilha, salsichão na brasa, batata frita na hora e campari. O sexo, claro, também é praticado sem timidez.

Na varanda do casarão, na sala, nos quartos, na piscina, na grama. O produtor avisa, na entrada, que os preservativos estão disponíveis.

Percebe-se o zelo pela prevenção. A maioria, no entanto, dispensa, sobretudo em se tratando de sexo oral.

As situações são muito parecidas com as da festa na Zona Sul. Geralmente, dois dão o sinal verde e, em poucos instantes, como num formigueiro, três, quatro, cinco ou dez estão reunidos em busca do prazer.

Há um ano e meio, Igor (codinome de J.C., 42 anos, professor dos ensinos fundamental e médio) produz em sociedade com Renato (A.F, 40 anos, militar), a Vale Tudo.

Garante que o encontro não incentiva o bare, é freqüentado só por maiores e que o uso de drogas é proibido. Esses são dois de cerca de 20 itens de uma espécie de manual enviado por e-mail aos convidados.

Ainda está registrado na mensagem:

- Sexo liberal entre todos. A formação de casais ou grupinhos é censurada. Estamos numa orgia e não num consultório matrimonial.

– Menor, cocaína, ecstasy, crack, maconha ou qualquer outra droga são vetados. Mas sempre há os que usam discretamente. Como posso controlar o que os convidados fazem? Se eu vir, peço que se retirem. Mas não vou colocar seguranças. Isso desconfiguraria a proposta da festa. São adultos. Cada um é responsável por seus atos – frisa Igor.

Mesmo sem ser em orgia, quem não usa proteção é 'barebacker'

A prática do sexo sem o uso de preservativo continua a conquistar novos adeptos. As campanhas milionárias do Ministério da Saúde sobre o tema não têm sido lá tão eficazes como deveriam.

E apesar do conceito de barebacking estar associado a orgias freqüentadas por homens que praticam sexo com homens, qualquer pessoa, independentemente de orientação sexual, que busca o prazer sem lançar mão de camisinha é um barebacker.

Também corre o risco de ser infectado, ainda que não seja um participante assíduo das conversion parties, as polêmicas e inconseqüentes festas de roleta-russa, nas quais os convidados brincam com a possibilidade de contrair o vírus HIV.

- Como expliquei, a conceituação de barebacking se transformou ao longo dos anos – ressalta Jorge Eurico Ribeiro, coordenador de Estudos Clínicos da Fiocruz.

Todos os que praticam sexo sem preservativo, seja homo, bissexual ou hetero, podem ser considerados, atualmente, um bare.

Risco permanente

Ribeiro destaca a necessidade de de todos os que se lançam ao sexo sem camisinhas refletir sobre o polêmico tema e as conseqüências da prática. Os familiarizados com o termo e o movimento partem para o simples "sou contra" ou "sou a favor", estabelecendo-se, assim, dois lados que se mostram inconciliáveis justamente pela falta de consenso sobre a inconseqüência com que muitos homens praticam o unsafe sex. A discussão vai além.

- É importante se informar, pensar e decidir o que se pretende com isso. Ter uma vida saudável passa longe do exercício do bare. A decisão, claro, é exclusivamente pessoal. Da mesma forma que escolheram a orientação sexual, podem assim decidir o que fazer com o próprio corpo - assinala

Números divulgados pelo Ministério da Saúde sedimentam a análise do pesquisador. Em 1996, no Brasil, o índice de heterossexuais com mais de 13 anos contaminados pelo HIV era da ordem de 22,4% do total de 16.938 infectados.

Até junho deste ano, esse percentual saltou para 45,7%. Entre os homo/bissexuais houve uma redução de 32,5% (em 1996) para 27,4% (junho de 2008).

Preço mais alto

Garoto de programa desde 2005, Gabriel Chaves, 22 anos, afirma ser heterossexual e ter namorada. Mas assume que, quando um cliente oferece um valor maior do que o cachê estabelecido para praticar sexo sem preservativo, não pensa duas vezes:

– Tem uns que dobram ou triplicam o valor. Eu não tenho como recusar. Com mulher também é assim. Há homens que pagam mais para transar com elas no pêlo. É um risco, mas eu, por exemplo, procuro conversar antes e, aos poucos, perceber a qualidade do cliente – conta.

Gabriel não foge à regra dos barebackers e poderá fazer parte da estatística no futuro. Embora se autodenomine heterossexual, integra o grupo HSH (Homens que praticam sexo com Homens).

Há 12 anos, o percentual de HSHs infectados era de 24%. Uma década depois, em 2006, eles já somavam 41% do total de soropositivos naquele ano.

Aumento dos índices

Em 2004, a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas Sexuais do Ministério da Saúde apontou que o índice estimado de HSHs no Brasil, entre 15 a 49 anos, era da ordem de 3,2 % da população, ou cerca de 1,5 milhão de pessoas.

A partir dessa base populacional, a pesquisa calculou a taxa de incidência da Aids nesse grupo. Foram constatados 226,5 casos para cada 100 mil pessoas. Esse índice é 11 vezes maior do que o da taxa da população geral (de heteros), que é de 19,5 casos por grupo de 100 mil.

O crescimento no número de casos, sobretudo entre os homens, está relacionado ao fato de que toda uma geração, que jamais havia tido contato direto com a Aids, atingiu uma faixa etária sexualmente ativa. Bombardeados por campanhas em favor do uso do preservativo, acabaram desenvolvendo uma certa "imunidade" a elas, crendo que a doença não é um "bicho tão feito quanto pintam".

Quando remédio é desculpa para ficar doente

Difundida principalmente nos Estados Unidos (Califórnia, em primeiro lugar) e na Europa, a prática do barebacking é polêmica.

Os adeptos do bare alegam que, em função dos avanços atuais relacionados ao tratamento anti-HIV e à facilidade de acesso a ele, caso sejam contaminados não perderão em qualidade de vida.

- Temos os anti-retrovirais, medicamentos que inibem a reprodução do vírus e potencializam o sistema imunológico. Isso impede o surgimento de enfermidades oportunistas (Aids) - ressaltam.

Eles ainda defendem como ponto positivo para não abrir mão da prática o fato de a ansiedade e a angústia frente ao possível contágio pelo HIV desaparecerem, assim que se descobrem soropositivos. Isso é sinônimo de libertação, pois que o uso do preservativo passa a ser descartado.

O barebacker está à procura da relação sexual mais livre, com maior contato íntimo e afetivo. As conseqüências, no entanto, relacionadas à prática nem sempre se traduzem de forma positiva, como supõem seus praticantes. Anti-retrovirais não são os únicos responsáveis pela qualidade de vida de um HIV.

Quando expostos, de forma freqüente, a relações de alto risco, os soropositivos podem sofrer o que se chama de "recontágio", uma nova contaminação, acarretando aumento da carga viral e desencadeamento de queda de imunidade e sintomas.

Além disso, têm grande chance de contrair outras DSTs, tais com sífilis. Isso, certamente, dificultará o tratamento.

"Montar a pêlo", a tradução literal para barebacking, seria uma lenda urbana se não houvesse comprovação real da prática.

A terrível tendência de comportamento existe. Há, de fato, homens, na maioria homossexuais, que querem ser infectados pelo HIV e outros que têm o prazer de ajudá-los a tornar esse desejo realidade.

Psicólogos, antropólogos e sociólogos teorizam sobre distúrbios de comportamento ou disfunção social. Para o resto do mundo, não passam de estúpidos ou patéticos.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Andrógina, evolução?!

Um termo e comportamento que eu acho bem interessante é o do Andrógina. Como de uns tempos pra cá tenho ouvido falar muito nisso, resolvi pesquisar e postar aqui.
Eu, particularmente, creio que o futuro da humanidade seja esse, já que sabemos que o espírito não tem sexo e chegará o dia em que nossas experiências, encarnações, como homem ou como mulher, não serão mais necessárias (isso é o que eu penso, através de tudo que já li). Muitas pessoas não acreditam em vida fora da Terra (vejam só! somente nós existimos no universo?!!!)! Por isso eu tomo muito por base o corpo, comportamento e evolução dos E.T.s, que são seres muito mais evoluídos que nós. E se pensarmos bem, estamos caminhando pra algo semelhante. Olha a diferença do macaco, para nós hoje!
Fora as questões sociais né? Que podem indicar sinais dessa evolução androgina: Mulheres conquistando espaço que antes era só dos homens e eles, por outro lado, fazendo o que só as mulheres faziam; as roupas estão cada dia mais parecidas; a sexualidade está tomando outros rumos; as pessoas estão dando cada vez mais valor ao amor (independente da sua "forma"); inseminações artificiais....
Além do que, dizem que os andróginas tem um Q.I. bem alto e são ótimos artistas (arte: expressão divina). Outro indício de evolução.
Pensem bem sobre isso! Serve até para gente julgar menos tudo que está acontecendo no mundo e compreender mais! Esses esteriótipos e regras estabelecidas não sei por quem. Que a gente mesmo sem saber, espalha o mesmo pensamento primitivo por aí!

Enfim... loucuras à parte, vamos às informações.

Vejam o que a Wikipédia diz:

Androginia refere-se a dois conceitos: a mistura de características femininas e masculinas em um único ser, ou uma forma de descrever algo que não é nem masculino nem feminino.

Conceito de androginia humana

O andrógino é aquele(a) que tem características físicas e, em aditivo, as comportamentais de ambos os sexos. Assim sendo, torna-se difícil definir a que gênero pertence uma pessoa andrógina apenas por sua aparência.

Andróginos que prezam por sua androginia mormente utilizam de adereços femininos, no caso de homens, ou masculinos, no caso de mulheres, para ressaltar a dualidade. Dado isso, tende-se a pressupor que os andróginos sejam invariavelmente homossexuais ou bissexuais, o que não é verdade, uma vez que a androginia ou é um caráter do comportamento e da aparência individual de uma pessoa ou mesmo sua condição sexual psicológica, nada tendo a ver com a orientação sexual (ou identificação sexual), ou seja a atração erótica por determinado parceiro. Desse modo, pessoas andróginas podem se identificar como homossexuais, heterossexuais, bissexuais ou assexuais.


Conceito na psicologia

Na psicologia, androginia é uma disforia de gênero rara que é responsável por uma condição psíquica em que o indivíduo se identifica como não sendo nem homem nem mulher, mas como uma pessoa de sexo mentalmente híbrido, o que se reflete em seu comportamento. Dentro da psicologia, Sandra Bem desenvolveu um teste no qual considera-se a masculinidade e feminidade num plano bidimencional. Nessa modelagem, pessoas com traços significativos para a masculinidade e feminibilidade obtidos, por exemplo, através do Inventário de Papéis Sexuais de Bem poderiam ser consideradas como andróginas. A OMS (Organização Mundial da Saúde) calcula que haja em torno de seiscentos mil verdadeiros andróginos no mundo atualmente[carece de fontes?]. Os Andróginos possuem por natureza aptidão artística e criatividade o que podemos verificar principalmente no meio musical. Além disso os portadores desse caráter psíquico/comportamental expressam valores de Q.I. elevados e uma percepção mais ampla dos relacionamentos humanos uma vez que analisam seu meio de convívio de vários pontos de vista diferentes[carece de fontes?]. Estudos revelaram[carece de fontes?] que os portadores de androginia são em sua grande maioria ansiosos e excêntricos. A androginia não é uma doença e consequentemente também não possui uma cura. O CID (Classificação Internacional de Doenças) não possui classificação específica para tal disforia.

Na mitologia

Andrógino é, também, segundo o livro "O Banquete", de Platão, uma criatura mítica proto-humana. No livro, o comediógrafo Aristófanes descreve como haveria surgido os diferentes sexos. Havia antes três seres: Andros, Gynos e Androgynos, sendo Andros entidade masculina composta de oito membros e duas cabeças, ambas masculinas, Gynos entidade feminina mas com características semelhantes, e Androgynos composto por metade masculina, metade feminina. Eles não estavam agradando os deuses, que os resolveu separar em dois, para que se tornassem menos poderosos. Seccionado Andros, originaram-se dois homens, que apesar de terem seus corpos agora separados, tinham suas almas ligadas, por isso ainda eram atraídos um por o outro. O mesmo ocorre com os outros dois. Andros deu origem aos homens homossexuais, Gynos às lésbicas e Androgynos aos heterossexuais. Segundo Aristófanes, seriam então dividos aos terços os heterossexuais e homossexuais.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Dietas e o Aquecimento Global, segundo as organizações alemãs Foodwatch e IÖW (Instituto de Pesquisa Econômico-ecológica)

Bom, como alguns sabem, sou vegetariana (ovolacto). Eu falo que foi uma das melhores escolhas que fiz na minha vida. Por vários motivos, dentre eles a consciência limpa (desde que criança sempre tomei decisões diferentes das demais) e a saúde ter melhorado pelo menos 70%! Esses são apenas dois motivos, pois há mtooosss para se tornar vegetariana!
Vou postar aqui sempre informações, para que as pessoas conheçam mais sobre e saibam as INCRÍVEIS consequências de uma alimentação à base de carnes.

Vamos começar com um dos principais motivos que fizeram com que mudasse completamente minha vida! As consequências ambientais!

Ótima semana à todos!


Emissões de gases do efeito estufa por pessoa por ano, a partir das diferentes dietas. Apresentadas com a equivalência em quilômetros percorridos por um carro (BMW 118d).

Veganismo:
281 km = dieta vegana orgânica;
629 km = dieta vegana sem orgânicos.

Ovolactovegetarianismo:
1978 km = dieta ovolactovegetariana orgânica;
2427 km = dieta ovolactovegetariana sem orgânicos.

Onivorismo:
4377 km = dieta onívora orgânica;
4758 km = dieta onívora sem orgânicos. (FOODWATCH, 2008, p.10)

FOODWATCH; IÖW - INSTITUTS FÜR ÖKOLOGISCHE WIRTSCHAFTSFORSCHUNG (INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICO-ECOLÓGICA). 2008.

Klimaratter Bio? Berlim.
Disponível em: http://www.foodwatch.de/foodwatch/content/e36/e68/e13683/e17357/e17367/foodwatch-Report_Klimaretter-Bio_20080825_ger.pdf

Gráfico em inglês



RETIRADO DO SITE: http://vista-se.com.br/site/dietas-e-o-aquecimento-global-segundo-as-organizacoes-alemas-foodwatch-e-iow-instituto-de-pesquisa-economico-ecologica/

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Corte da rotina os seis hábitos que fazem você comer demais

Nutricionista ajuda você evitar as situações que mais ameaçam a dieta



Emagrecer é difícil. Permanecer magro é mais complicado ainda, principalmente nas primeiras fases da mudança, quando você ainda está se adaptando à nova condição. Precisa ter muita fora de vontade para manter uma alimentação correta, afirma a nutricionista do MinhaVida, Karina Gallerani.

Com a pressa que toma conta da rotina, os problemas só aumentam. Falta tempo para cozinhar e o jeito é comer fora, o número de refeições diminui e o consumo excessivo de alimentos em uma refeição noturna é comum, graças aos compromissos de trabalho ou escolares.

Comer demais é um erro que se dissolve no nosso dia-a-dia , afirma Karina. Para evitá-lo, o melhor jeito é se prevenir das situações que nos forçam a exagerar na dose . Para ajudar você a mudar de atitude, a nutricionista mapeou as principais ocasiões que ameaçam o seu regime. Fique de olho!

Pular refeições
Quem fica sem comer achando que isso emagrece vai sofrer quando se pesar da próxima vez. Isso porque a fome acumula e você exagera na dose. Além disso, uma dieta pobre prejudica a produtividade no trabalho e desencadeia sérios problemas à saúde. Deixar de ter um bom café da manhã, por exemplo, é um erro comum que acaba levando a pessoa a não ter energia durante o dia e favorece o consumo de lanches calóricos que fazem engordar. Uma alimentação balanceada requer refeições a cada 4 horas, garantindo maior saciedade e possibilitando melhor controle metabólico e nutricional.

Assistir à televisão enquanto se alimenta
Assistir à televisão por longos períodos é um forte fator para a obesidade. Seu coração, pressão sanguínea e metabolismo diminuem. Isso favorece o acúmulo de gordura, até porque os alimentos que acompanham esse hábito não são nada saudáveis. Comer assistindo televisão, lendo uma revista, falando ao telefone, entre outras atividades, distrai e facilita os excessos alimentares. O ideal é sentar-se à mesa, num ambiente tranqüilo. Alimente-se devagar, descansando os talheres sobre a mesa entre uma porção e outra. Faça um teste e perceba que você necessita de uma porção muito menor para se sentir saciado.

Consumir muitos carboidratos simples
Eles são deliciosos. Mas, digeridos mais rapidamente, e elevam os níveis de açúcar no sangue. Balas, doces, chocolates pães e bolos de farinha branca levam o pâncreas a bombear quantidades ainda maiores de insulina para ajudar a restabelecer os níveis normais de açúcar no sangue. Quando isso acontece, o estômago e o cérebro enviam sinais de fome, reiniciando o ciclo. Se, mais uma vez, você satisfizer o apetite com carboidratos simples, você vai desejar ainda mais doce. Mas ao invés de sentir-se cheio e satisfeito, você se sentirá constantemente faminto. Isto significa que uma dieta que contém muito carboidrato simples pode levá-lo a um ciclo vicioso onde se come mais e mais.

Pagar para comer à vontade
Outro erro muito comum é se alimentar em excesso ao realizar as refeições em restaurantes que possuem um preço fixo para comer à vontade. Não é preciso limpar o prato só porque pagou por ele, o ideal é parar de comer quando estiver satisfeito.

Comer muito rápido
Esse é um hábito cada vez mais comum, principalmente em cidades grandes. Comer rapidamente faz com que você coma muito antes de perceber que já está satisfeito. O cérebro leva um tempo para começar a enviar sinais de satisfação. Mastigar mal os alimentos prejudica a digestão e é fator de risco para uma síndrome metabólica, uma combinação de sintomas como pressão alta, obesidade, colesterol alto, e resistência à insulina.

Beliscar
Durante as atividades do dia-a-dia, este hábito aumenta as chances de ficar acima do peso. A vontade de beliscar toda hora vem quando não nos alimentamos corretamente durante as refeições estipuladas ou quando os alimentos que compõem essas refeições são de baixo valor nutricional. Sabendo distinguir a fome da vontade de comer e marcando horários fixos para as refeições,sem intervalos muito grandes entre elas, a vontade de beliscar passa e você come menos. Evite deixar doces, bolos, chocolates e petiscos nos armários de casa.


Retirado do site: http://msn.minhavida.com.br/materias/alimentacao/Corte+da+rotina+os+seis+habitos+que+fazem+voce+comer+demais.mv

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Crianças com pigmentação estranha na pele afirmam ser de outro planeta


Numa tarde de agosto de 1887, perto da aldeia de Banjos, na Espanha, camponeses trabalhavam em um campo quando viram sair de uma caverna duas crianças, um menino e uma menina, cujas roupas eram feitas de um tecido que eles não conheciam e cuja pele tinha o mesmo tom verde das folhas das árvores. Esse seria um bom começo de aventura de ficção científica, mas o acontecimento realmente ocorreu. As crianças se comunicavam em linguagem inteiramente desconhecida. Especialistas vindos de Barcelona tentaram em vão identificar esse palavreado e analisar o tecido das suas roupas. Entre eles, um sacerdote, versado nas línguas estrangeiras, também não chegou a identificar a língua falada pelas crianças.
As duas crianças foram levadas ao juiz de paz local, Ricardo de Calno. Ele tentou tirar a cor verde da pele das crianças, mas não se tratava de nenhuma pintura, e sim da verdadeira pigmentação da sua pele. Observou-se que as crianças apresentavam, em seu rosto, alguns traços negros, mas os olhos, de forma mais asiática, eram amendoados. Durante cinco dias foram-lhes oferecidos os mais diversos alimentos, que eles recusaram sem exceção. Finalmente, trouxeram-lhes feijões recentemente colhidos que eles concordaram em comer. O menino, muito debilitado, morreu. Ao contrário, a menina sobreviveu. A cor verde de sua pele desapareceu gradativamente, cedendo lugar a um tom normal para um ser da raça branca. Ela aprendeu um pouco de espanhol e trabalhou como empregada doméstica na casa do juiz.

Quando a interrogaram, suas declarações não fizeram mais do que aumentar o mistério. Ela descreveu a região de onde vinha: um país sem sol, onde reinava um crepúsculo permanente. Esse país era separado, por um grande rio, de outro país luminoso, iluminado pelo Sol. Houve, bruscamente, um turbilhão acompanhado de terrível ruído, que arrebatara as duas crianças e as depositara na caverna. A menina viveu ainda cinco anos, e depois morreu. O problema ficou sem solução. No fim do século XIX, foram propostas explicações que se aproximavam da mitologia da época: as crianças teriam vindo do planeta Marte que então se acreditava habitado e fora a fraca iluminação solar desse planeta que lhes teria dado essa pigmentação verde. É conhecida a existência de crianças azuis: trata-se de uma doença que já se tomou clássica. Parece que existem também crianças verdes, cuja cor é devida a uma outra moléstia, mais rara que a doença azul, e de origem endócrina. Seria tranqüilizador pensar que alguém, por motivos desconhecidos, e talvez por superstição, havia abandonado as duas crianças verdes na caverna. A dificuldade é que nenhuma descrição de desaparecimento foi registrada, na época, nos hospitais. É inútil insistir em teorias mais modernas que incluem a quarta dimensão, ou a existência de ondas paralelas. A hipótese de um mundo subterrâneo não é a priori, mas carece inteiramente de comprovação. Nada permite acreditar que existem, em consideráveis profundidades, cavernas habitadas. Essa suposição é periodicamente levantada, mas parece anulada pelo que se conhece da estrutura da crosta terrestre.

É possível que nesse domínio se revelem coisas surpreendentes e que as numerosas tradições e lendas relativas a mundos subterrâneos (entre as quais a tradição escandinava da terra escondida, é particularmente pormenorizada) correspondam a uma realidade. Mas, no estado atual das coisas, isso parece bastante improvável. Restam muitas outras presunções: a presença dessas crianças verdes seria o resultado de uma experiência destinada a provocar reações entre os seres humanos? Se fosse esse o caso, as reações provocadas foram praticamente nulas. Quando se trata de fatos realmente desconcertantes, as pessoas não se mostram muito curiosas, e, o relato da história das crianças verdes não se encontra a não ser em registros obscuros feitos por colecionadores de coisas estranhas.

http://www.ufo.com.br/index.php?arquivo=notComp.php&id=3936

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A LAVADA DO SBT POR UMA MENINA

Amigos, desculpem a ausência!
Não direi que é por falta de tempo, pois no final deste texto vcs entenderão! Rs... digamos que é falta de método! Rsrsrsrs...
Apreciem esta maravihosa carta de uma garota ao SBT, que está rolando pela net. Eu estava procurando algo muito bom para postar aqui e encontrei!
Propaguem!!!!

Estou mto feliz! Se puder, qqer dia conto tudo!
Posso dizer que estou colhendo bons frutos neste momento!

Ótimo final de semana à todos!
Gde Bjo!

Gaby



LEIA ESSA CARTA DE UMA MENINA DE 16 ANOS QUE MANDOU PARA O SBT.


Aos responsáveis pelo programa Domingo Legal: Não posso deixar de demonstrar
o meu profundo descontentamento perante a Programação exibida aos domingos.
A tentativa de libertar o marido da cantora Simony é vergonhosa.
Engraçado como a mídia se mobiliza para libertar um assaltante de bancos,
mas ninguém vem aqui em casa para nos comprar um carro novo, já que o nosso
foi roubado depois de ter sido comprado com muito suor e trabalho. Engraçado
que o filho da Simony não pode crescer longe do pai, que já tem 2 crianças
largadas no mundo, mas a filha do amigo do meu pai pode ficar órfã aos 2
anos de idade, pois o pai dela foi assassinado ontem (num assalto)...
Ninguém do SBT foi a casa dela perguntar se ela precisa de alguma coisa.
O meu pai chegou a levar um tiro num assalto e já perdeu tanto dinheiro em
outros assaltos que nem se lembra quanto, mas infelizmente ninguém se propôs
a repor o o dinheiro roubado para tirá-lo do sufoco ou sequer apareceu
alguém para visitá-lo no hospital Isso não dá ibope..
A revista Veja publicou uma matéria que deixou assustado qualquer cidadão de
bem (menos o Sr. Gugu que anda com seguranças armados até os dentes e não
depende de uma polícia despreparada que vive com um salário de miséria). De
cada 100 criminosos, apenas 24 são presos, só
5 vão a julgamento e apenas 1 cumpre apena até o fim APENAS 1% DOS BANDIDOS
FICAM PRESOS E VC AINDA QUER SOLTAR O QUE ESTÁ PRESO?
Isso é realmente lamentável...
O coitadinho só roubou um banco, merece ficar livre Por que o Sr.
Augusto Liberato não mostra o fim daquele mendigo que ele ajudou com casa,
dinheiro e trabalho...
Depois de todo aquele estardalhaço que o Domingo Legal fez para ajudá-lo,
não vi nenhuma mensão ao fato dele ter sido preso assaltando um posto de
gasolina após perder tudo o que o Gugu deu...
E o fim daquele pequeno Polegar, o Rafael....
Pobrezinho...
Certamente, não sou a favor do programa penitenciário no Brasil Sou a favor
dos presidiários estudarem e trabalharem para a sociedade em troca de
redução da pena caso não tenham cometido crime hediondo, mas ser solto antes
do tempo só porque a Simony engravidou é demais pra minha cabeça...
Políticos não ficam presos e agora também artistas e parentes têm imunidade?
Só no Brasil mesmo pra acontecer esse tipo de coisas Concordo que a
violência exacerbada que a está batendo à nossa porta é fruto do descaso do
governo e da sociedade para com as crianças de alguns anos atrás que foram
deixadas sem escola, creche crianças abandonadas à própria sorte, mas soltar
os bandidos por essa justificativa não resolve.
Por que o SBT não faz uma campanha para os políticos investirem mais em
educação e creche ao invés de soltar presidiários parentes de celebridades?
Ou mesmo colocar uma programação mais decente, que proporcione cultura, ao
invés de mulher pelada? É um caso a se pensar...
Vou parando por aqui, pois tenho um enterro para ir (já mencionei o amigo do
meu pai que foi morto ontem).
Deixo aqui a minha revolta perante uma televisão podre, que vende a
ignorância, e proporciona festivais de absurdos como se a vida fosse uma
simples brincadeira.
Domingo Legal já está bloqueado aqui em casa e farei o possível para
convencer as pessoas com um mínimo de inteligência a não mais assistirem a
essa porcaria. E se a Simony ama tanto o marido dela que espere ele cumprir
a pena e pagar o que deve para a sociedade ou será que o amor dela não é
suficientemente grande para agüentar as adversidades?

Priscila, 16 anos, São Paulo - SP.

A atitude dos internautas que concordam com esse texto deve ser a mais
simples possível: Repassar a todos os amigos de sua lista.

Falta de tempo é desculpa daqueles que perdem tempo por falta de métodos.

Albert Einstein

sábado, 3 de janeiro de 2009

Gordinhas Fogosas!

Um estudo realizado pela Universidade do Hawaii, mostra que as fofinhas têm uma libido maior que as magras. E tem mais, elas levam essa tendência à prática, ou seja, têm mais atividade sexual do que as magrelas.

A Escola de Medicina da Universidade do Hawaii realizou este estudo entrevistando mais de 7 mil mulheres estadounidenses entre 15 e 44 anos e concluiu que uma maior percentagem de gordinhas fazem mais sexo do que as normais.

A pesquisa não contemplou diferenças significativas entre as mulheres de diferentes raças, proveniência ou idade, mas sim focou-se na disparidade do peso.

O responsável pelo estudo afirmou que "os resultados foram inesperados. Realmente não sabemos explicar o porquê".

É... Essa pesquisa veio para surpreender e tirar o pensamento de que as gordinhas estão sempre na seca, por conta de nosso sistema ter criado esteriótipos ridículos de beleza.

Informação retirada do site: http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=4286

Tudo depende só de mim

Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.

Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.

Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.

Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.

Tudo depende só de mim.

Charles Chaplin