sábado, 29 de setembro de 2012

Bom Final de Semana, Feliz! =D


"Um amigo meu uma vez me disse, que se as pessoas te tratam como um vilão, como um ogro ou como um mané, não importa, importa o que você pensa de si. Porque cada um é que atrapalha o próprio caminho." - Shrek III



ECO

Numa piração ensandecida
Minha boca se torna Eco
Eco que abriga as palavras mais encantadoras
Palavras pulsantes
Ecos Alucinantes
Minutos que passam sem serem notados
Horas e horas a sentir o doce sabor de amar
Mas o Eco que para muitos é vazio
Para mim alimenta
Preenche todo o meu Ser
Energia que percorre os espaços vazios
Corre freneticamente em todos os pontos
Dá vida
Vigor
Sabor
O êxtase que extasia tudo divinamente em mim!
Divinamente em tudo!
O Eco Divino que preenche a tudo que toca
Eco deliciosamente sentido
Eco que é pra poucos
Eco que é para os escolhidos
Eco para aqueles que sabem realmente o que é Amar
Eco sentido na Alma
Eco Salutar
Simplesmente
ECO!

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

PINGOS [DECIFRA-ME ENTÃO]

Gostaria de colocar agora os pingos nos "Is"
Muita gente me define como instável ou indecifrável
Mas entre razão e emoção ou emoção e emoção ou razão e mais razão ainda, fica difícil permear!
Será nesta fileira ou na de lá?
Decisões e escolhas mais fortes que eu
Por que elas então?
Algo me fez com que as escolhessem
Não. Não me vire a cara. Não finja que não me vê. Não faça como todos que não sabem o que veem [ou que não veem]
Uma imagem passada completamente distinta daquilo que quero dizer
Por quê?!
Muitos agem assim.
Também canso de assim ver.
Mas uma hora me canso por demais... como em outras vezes...
Os pingos foram postos à minha maneira
Nem tudo foi dito.
Decifra-me então.


Gabriela Grecco


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Infância, saudosismo!

Hoje quando descia a rua da minha mãe pilotando minha moto, uma moça com uma garotinha no colo estava parada no meio da rua, esperava o carro que estava na minha frente passar para atravessar. Eu reduzi pra que passassem e ela atravessou na minha frente com a garotinha. Fui surpreendida quando atravessou "correndo devagar", saltando e brincando e sorrindo, junto da menininha; as duas assim, felizes. Deveria ser sua mãe talvez.
Isso na hora me fez lembrar de quando eu era criança e do quanto minha mãe me surpreendia assim. O quanto ela brincava. Pra alguém que "gosta pouco" de ser surpreendida né, imagina se eu não gostava?! Na hora me trouxe uma coisa muito boa, de saudosismo gostoso, talvez com uma pontinha de tristeza, de que essas coisas passam e não voltam mais, esses tipos de sentimentos. Agora me deu uma pontada ruim, bem ruim. Por saber o estado da minha mãe, por tudo que está passando, o quanto está triste e se sentindo sozinha. O quanto estamos nos sentindo mal, tantas vezes.
Ultimamente tenho me sentido melhor. Mas minha mãe não está muito bem. Isso me machuca muito. Eu queria escrever esse texto pra falar o quanto essas coisas de infância se vão e o quanto é bom sentir tudo isso. Mas talvez por ter de levá-la ao médico amanhã, em um dos seus retornos, eu esteja me sentindo assim.
Aquela sensação pura, de tudo tão simples. Sei lá. Eu acho que os tempos mudaram demais também. A gente fazia tudo a pé, era tudo mais tranquilo. Lembro quando ia caminhando de casa pra escolinha com ela e a gente ia brincando, se divertindo, fazendo carinho. Sendo feliz. Isso é tão difícil hoje em dia. É preciso ser tão sofisticado nos dias de hoje pra NÃO ser feliz!

Gostaria de sentir essa pureza novamente. Será que sendo mãe sentirei isso? Talvez. Quero um dia também...

Fico no saudosismo por enquanto. Espero que no sentimento bom do que tudo isso provoca.

Boa noite!

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

domingo, 23 de setembro de 2012

De quem é a instabilidade?

Há um bom tempo quero escrever este texto. Suas questões estavam sendo trabalhadas na minha mente e no meu Ser e ainda estão. Às vezes não falamos sobre certos assuntos ou não escrevemos, porque vão exigir de nós mais do que um conhecimento técnico e intelectual, muitas vezes mexem com questões particulares e que doi ao serem tocadas.
Houve um ano em que escrevi muitos textos aqui no baú. Ano passado fiz mais poemas.... preciso parar de fugir do texto aqui e começar, rsrsrs
Bom. Desde muito nova eu dava estudos na mocidade espírita, o que me possibilitou uma visão mais ampla das coisas, porém isso sempre foi uma característica minha, eu já tinha essa sensibilidade. Mas, dentro da própria mocidade, depois como dirigente, eu me deparei muito com questões de sexualidade e estudei à luz do espiritismo sobre isso (e mesmo assim encontrando muitos obras preconceituosas de autores que não sabiam interpretar o que a equipe espiritual realmente queria dizer!). Gostava muito de estudar sobre, e ainda gosto, porque vejo que não é um bicho de sete cabeças e nem algo abominável como a maioria diz, mas o que mais me interessa, principalmente naquela época, era a respeito das orientações sexuais e ao longo da minha vida, eu realmente me deparei na mocidade, com muitos casos de pessoas com questões sexuais a seres resolvidas, no qual a maioria dizia ser transtorno, problema ou desvio (mas eu não via dessa forma, tinha uma outra visão).
Quando eu pensei em escrever esse texto, não imaginava que fosse começar com essa introdução, porque a minha intensão é falar sobre a tal da instabilidade que muitos dizem que os gays e bissexuais (detesto classificar) tem em seus relacionamentos. Acabei norteando por esse lado talvez pra mostrar o que eu já vi, que me interesso e estudo o assunto há tempos, apesar de não ser formada em nada.
Estava eu na rua um dia, esperando alguém (não me lembro quem, rsrsrs) comprar esfihas, e vi um casal hétero super bonitinho abraçado na calçada, fazendo o que mais lhe cabia no momento: ficar juntinhos, pele com pele, rosto no rosto, energia com energia, olhar com olhar, carícia com carícia, coração no coração. Só isso. Sem maldade, com afeto, aquela coisa gostosa, que todo mundo gosta de fazer quando dá vontade: ficar agarradinhos, colocar pra fora todo o seu amor, não REPRIMI-LO.

SIM. Não REPRIMIR. Imagina só, se você que está lendo o texto é hétero ou bissexual (mas que nunca tenha passado pelo fato de ter de reprimir ou esconder o seu amor), não poder nem ao menos dar a mão; olhar mais profundamente pra quem ama; falar olhando no olho; mexer nos cabelos (tipo passar a mão de leve, saca? Isso é tão bom!); ficar rostinho colado; abraçar! beijar nem cogite!; chamar de amor!; Nada disso, nada, nunca!!! Imagina isso no seu relacionamento, pra sempre em todos os lugares (ou quase todos)! Você só vai poder fazer isso em lugares ditos gays (em algumas cidades, como São Paulo, dentro de alguns shoppings, alguns bares), na casa das famílias se elas aceitarem e mesmo assim só abraçar , pegar na mão (e olhe lá) e chamar de amor ( nem sei) e na casa de vocês [se morarem juntos ou sozinhos(as)]!

SIM. GAYS (no sentido amplo da palavra) PARA VIVEREM UM RELACIONAMENTO, PARA VIVEREM SUAS CARÍCIAS, PARA SEREM O QUE REALMENTE SÃO, TEM DE SE ESCONDER, MUITAS VEZES ACABAM INDO VIVER JUNTOS.

Com as lésbicas rola uma piadinha infame, de que no segundo encontro elas já estão levando o caminhão de mudança, rs. A gente brinca, mas a questão é muito mais grave do que se possa imaginar. Como viver em uma sociedade onde não se pode ser verdadeiro e completo? Acaba que em dois meses de namoro, muitos casais estão vivendo juntos, porque só assim podem ser quem são, podem viver seu amor, mas não é o momento de assumir uma responsabilidade dessas.
A maioria dos homo ou bissexuais, pra piorar, não tem o apoio da família. Sem apoio da sociedade, sem apoio da família, sofrendo preconceito todos os dias, com todos os problemas que todas as pessoas já vivem diariamente (contas, questões no trabalho, doenças, trânsito, relacionamentos), como ter uma vida estável e saudável? Como se manter em um relacionamento duradouro se tem de se sabotar todos os momentos, se ele não pode ser vivido em todas suas possibilidades, integralmente, como todas as pessoas ditas "normais"?
Tem coisa pior de quando se está apaixonada e se quer estar todo o momento com a pessoa, abraçada, de mãos dadas, olho no olho, fazer coisas "bobas" como andar no shopping, na rua, no parque, ir ao cinema e não poder?!!!!
Tem coisa pior do que não pode estar com ela no almoço de família de domingo?!!!
Tem coisa pior que não estar nas festas da família?!!!!
Tem coisa pior que não poder mostrar ao mundo o seu amor?!!!
Tem coisa pior que não poder ser você?!!!!
Tem coisa pior que ficar se sabotando todos os momentos?!!!
Tem coisa pior que olhares, comentários, atitudes maldosas, ser tratada como uma criminosa, colocada no mesmo patamar de pessoas de coração ruim, por fazer algo que é tão sublime: AMAR?!!!

TEM COISA PIOR QUE ESSA HIPOCRISIA QUE MASCARA E NÃO DEIXA VIVER TODO ESSE AMOR?!

TEM?!

Diga... como ser Estável assim?! Como manter relacionamentos? Como viver feliz?! Como? Como não chorar todos os dias? Como não querer um mundo diferente. Como não perder as esperanças?
Algumas pessoas dirão: Ah, mas se há amor, sobreviverá a tudo! Pessoas, que não passaram por isso, reprimir ou não ser aceito (seja gay ou hétero) com toda certeza! Talvez não poder exprimir seu amor verdadeiramente e reprimi-lo até mesmo quando se está com o outro, é uma das piores coisas que pode acontecer a alguém. Isso com certeza cria muitas questões internas.


Agora diga você que nunca teve problemas em poder VIVER O SEU AMOR. Como seria viver assim? Será que você estaria com o mesma pessoa até hoje? Será que você teria vivido tantas alegrias? Será que teria tido tantas felicidades? Será?

Se já é difícil sendo aceito, como seria não sendo?


QUANTAS FELICIDADES ESTÃO SENDO SUBTRAÍDAS DE MULHERES QUE AMAM MULHERES E DE HOMENS QUE AMAM HOMENS OU DOS QUE AMAM OS DOIS, POR SIMPLESMENTE NÃO PODEREM SER SINCEROS COM O SEU AMOR?! SEREM LIVRES ONDE TEORICAMENTE TODOS SÃO LIVRES: NAS RUAS!

Se com tantos direitos, casais héteros se desfazem aos montes, é porque algo está acontecendo. Um VIVA aos homo e bissexuais que sobrevivem, porque não é fácil. Só quem vive na pele discriminação desse nível sabe como é!

Pensem bem antes de falar de instabilidade. Pensem bem antes de falar qualquer coisa a respeito de qualquer um, você não sabe o que aquela pessoa passou e passa pela vida!



Quantas alegrias e felicidades nós já perdemos?

(Quão responsável cada um é por isso)

Quantas ainda vamos perder?



Acredito, que haverá o tempo, em que não teremos mais as classificações banais como homo, hétero e bissexualidade, mas apenas a sexualidade; e ela será tratada de forma tão natural, como o respirar de cada dia. Nesse tempo, nós seremos livres para sermos o que somos, sinceros e leais com o nosso presente momento, independente das circunstâncias. Seremos verdadeiramente corajosos para viver bem!




Gabriela Grecco



sábado, 22 de setembro de 2012

MULHERES VERMELHAS TEMPORADA EM RIBEIRÃO


HOJE TEM!!!

Em Cartaz:
Dias 22, 28 e 29 de Setembro às 21h
Dia 23 de Setembro às 20h

Teatro Ribeirão em Cena - Rua Lafaiete, 1084 - Centro
Ingressos: R$20,00 inteira / R$10,00 meia
Reservas: 32366930 || 36107770

Apareçam!



CARÁTER

O CARÁTER ESTÁ MUITO ALÉM DO QUE SE POSSA VER, DO SE POSSA IMAGINAR, NÃO ESTÁ NA CASCA!!!








BOA NOITE!!!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

[VÍDEO] Jean Wyllys responde a Silas Malafaia (SERES e seres!)

Preciso dizer alguma coisa sobre esse Ser realmente Humano?!
Ou seja, em busca de progresso, aprimoramento e generosidade?!

Assistam!
Reflitam!
Sejam a Modificação!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Travada

Travada eu quero atravessar o que não me é permitido
Travada eu quero continuar o deleite, o suspiro
Travada, travada em mim, em uma parte ao meu redor
Tensionada
Tensão boa
Daquelas que pedimos mais pra sentir
Travada perco a noção do que sou
De onde estou
Pra onde vou
Mas tenho tanta noção do meu Eu!
Travada não meço as consequências de mim
Travada nessa tensão maravilhosa-mirabolante
Tensão grandiosa
Tensão exuberante!
Travada em mim
Travada em algo maravilhoso ao meu redor
Travada no que há de melhor de se ser
Travada e simplesmente fora de mim
E comigo ao mesmo tempo
Travada no que não é palpável, porém tão físico
Travada no Divinamente Humano
No Humanamente Divino
Travada... [  ]
...Relaxadamente Fora e Dentro de mim, Completa, Feliz!


Gabriela Grecco