quinta-feira, 26 de março de 2009

Bissexualidade em mulheres não é só modinha

A bissexualidade entre as mulheres não é apenas uma fase transitória, segundo um estudo da Universidade de Utah, que acompanhou 79 mulheres não heterossexuais durante dez anos. A pesquisa, dirigida por Lisa Diamond, da Universidade de Utah, e publicada pela revista Developmental Psychology, da Associação de Psicologia dos Estados Unidos, descobriu que as mulheres bissexuais continuam sentindo-se atraídas por ambos os sexos ao longo do tempo.
Diamond é autora do livro Sexual Fluidity que descreve a prática de muitas mulheres que têm relações heterossexuais e homossexuais de forma simultânea ou alternada.Segundo ela, duas em cada três mulheres entrevistadas em seu estudo tinham mudado sua preferência sexual pelo menos uma vez." Muito disto tem a ver com o fato de que até as mulheres com orientação lésbica freqüentemente se sentem atraídas por homens", explicou Diamond." Algumas mulheres dizem: 'não se pode chamar de lésbica alguém que sai com um homem'', apesar de essa ser a melhor descrição da situação'. E por isso deixam de ser catalogadas totalmente", acrescentou.Uma das mulheres entrevistadas por Diamond, Sheila, primeiro se identificou como bissexual, dois anos depois disse que se sentia atraída por mulheres, mais tarde ficou noiva de um homem, e mais adiante decidiu que queria ficar com mulheres." Nossas conclusões demonstram que a diferença entre lesbianismo e bissexualidade é mais um assunto de grau que de substância", indicou a autora do estudo.A pesquisa das orientações sexuais teve "avanços significativos nos últimos 20 anos, mas uma área continua muito mal investigada, a bissexualidade", disse Diamond.Em parte, o problema é a definição de bissexualidade, já que muitos pesquisadores e leigos vêem essa opção como um padrão de resposta erótica a ambos os sexos." Mas até este conceito amplo deixa muitas perguntas sem resposta", ressaltou Diamond."Qualquer instância passageira de atração por uma pessoa do mesmo sexo conta, ou os bissexuais devem experimentar atrações regulares, fortes e sustentadas por pessoas dos dois sexos?", questiona.

fonte:EFE

RETIRADO DO BLOG: http://wwwpardalvalente.blogspot.com/2008/01/bissexualidade-em-mulheres-no.html

terça-feira, 10 de março de 2009

Ainda me impressiono

Eu ainda fico impressionada com a prepotência das pessoas. Se julgam superiores porque fazem isso ou aquilo e o escambau! Enquanto a idade e o conhecimento deveriam significar sabedoria, eles acabam, erroneamente, se tornado sinônimos de superioridade. Porque, infelizmente, não foram realmente "digeridos" como deveriam! Aquele velha história da pessoa que sabe mais ou a mais velha dizer para a que sabe menos ou para a mais nova: Eu já sei disso, já sei daquilo, já vivi isso e vc não, não preciso da sua ajuda. E não se permite aprender coisas novas. Pois é, há uma grande diferença entre VIVÊNCIA E EXPERIÊNCIA . Por isso se explica a pessoa viver sempre a mesma situação e sofrer e/ou agir sempre do mesmo jeito! Porque de nada adiantou passar por aquilo, não tirou nenhuma experiência da situação (E ainda me falta tornar essas vivências em experiências para eu deixar de me impressionar!) . E além disso, usar esse seu pseudo-conhecimento ou experiência, de desculpa para não estar aberta às novas EXPERIÊNCIAS. Se achar sabidona de tudo!!!
Exemplo disso tive esses dias, que uma pessoa, que se acha a salvadora da pátria, escreveu asneiras sobre mim, porque simplesmente banquei a idiota e divulguei aqui um texto (que essa pessoa repassou para outras) que me foi repassado por uma amiga e eu perguntando se poderia divulgar no blog, essa amiga disse que sim. Pois bem, divulguei e coloquei todos os créditos que me foram dados, inclusive o mesmo título! Que foi o que deu o rolo, por ser o título também de um grupo, pelo que entendi. Mas a culpa de tudo o que aconteceu não foi dessa amiga, foi da outra pessoa, que por fazer atividades diferentes das demais, se julga superior e acha que pode sair falando por ai, usando o nome das pessoas! Eu já enviei um e-mail a essa alucinada, que não me respondeu, esclarecendo tudo. Ela poderia ter falado comigo antes de sair falando meu nome por aí. Mas não, preferiu bancar a moralista e falar por ai tudo que bem entendesse. Que tirou conclusões em poucos minutos.
Então, justamente na mesma semana eu vi um especialista falando sobre crimes da internet e esse seria um crime de difamação, que dá cadeia! Se não me engano até dois anos!
É claro que não farei isso, espero que a pessoa tenha retirado o que disse no seu e-mail extremamente ofensivo, onde me comparava à bandidos e pessoas que agem de má fé!
Isso porque minha intensão foi só divulgar um belíssimo texto, extremamente explicativo e importante, para os amigos internautas.
Para quem não sabe, isso se chama fascinação, O LIVRO DOS MÉDIUNS explica bem! Uma pessoa fascinada faz as coisas sem pensar, enxerga as suas "realidades"! É um caso de obsessão. Espero que essa pessoa e uma outra, que agora pouco vi uma mensagem no orkut, possam ler, pois se acham no direito de julgar quem bem entender! Suas filosofias são as únicas verdadeiras no mundo ao seu ver!
Na verdade, todos nós temos que ler, porque todos em algum momento da vida, ou em todos eles, somos fascinados! Nos prendemos tão fielmente à ideais, que tiramos nossas próprias conclusões de tudo e vivemos com esse fantasma, que atrapalha tanto nossas vidas! E machuca tantos ao nosso redor! E como machuca! Eu sei bem disso, por já ter vivido as duas situações...
Falar todo mundo pode falar o que bem entender, mas a realidade de um é extremamente distinta da realidade do outro, e hoje há punições em nossas leis humanas para isso. Nas leis Divinas sempre houveram e elas não falham como as nossas!
Como Krishnamurti diz: "
O indivíduo é a entidade local, o habitante de qualquer país, pertencente a determinada cultura, uma dada sociedade, uma certa religião. O ente humano não é uma entidade local. Ele está em toda parte. Se o indivíduo só atua num certo canto, isolado do vasto campo da vida, sua ação está totalmente desligada do todo. Portanto, é necessário ter em mente que estamos falando do todo e não da parte, porque no maior está contido o menor, mas o menor não contém o maior. O indivíduo é aquela insignificante entidade condicionada, aflita, frustrada, satisfeita com seus pequeninos deuses e tradições; já o ente humano está interessado no bem-estar geral, no sofrimento geral e na total confusão em que se acha o mundo."
Nós temos que nos perguntar sempre o que somos! Acho que a maioria das pessoas está mais para indivíduo do que para ente humano! Se não o mundo não estaria desse jeito.
Bom, não preciso dizer mais nada... depois desse trecho do Krishnamurti aquele velho ditado se faz presente:
PARA UM BOM ENTENDEDOR, MEIA PALAVRA BASTA!

Ótima Semana

Gabriela

sexta-feira, 6 de março de 2009

Seja um idiota - Arnaldo Jabor

A idiotice é vital para a felicidade.
Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz!
A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado?
Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota!
Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele. Milhares de momentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça? hahahahahahahahaha!…
Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema? É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.
Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas… a realidade já é dura; piora se for densa. Dura, densa, e bem ruim. Brincar é legal. Entendeu? Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva. Pule corda! Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte. Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único “não” realmente aceitável. Teste a teoria. Uma semaninha, para começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras.
Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir… Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!
Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho
gostoso agora? “A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios”.
“Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche”.

Arnaldo Jabor

quinta-feira, 5 de março de 2009

Abandonada pela mãe, menina é criada por cachorros

Não tem nem o que discutir sobre os sentimentos dos animais!

Pense bem antes de comer carne!
São 95 vidas valiosas que vc mata por ano!
Não há distinção entre os animais! Por que alguns são de estimação e outros para comer?

Pense nisso!

Ótima lição de vida, vinda de doces cãozinhos!

Boa semana
Bjss
Gaby

PS: Notícia recebida pelo amigo Júlio do

ACVEG

Atitude & Consciência. Veg




Uma menina de 3 anos foi encontrada por funcionários de serviço de assistência social da cidade de Ufa (Rússia) sendo criada por cães. Madina, que estava nua, foi abandonada em casa pela mãe alcoólatra, de 23 anos.

Madina só conhece duas palavras: 'sim' e 'não'. Ela apenas engatinha, imitando os cachorros, e, quando pessoas se aproximam dela, a menina rosna como um cão.

Segundo a investigação, Anna, a mãe negligente, comia à mesa enquanto Madina disputava comida no chão com os cachorros. A mulher constantemente desaparecia para beber na rua.

"A menina é angelical, mas foi privada de amor e carinho, exceto dos cachorros", contou uma assistente social que está cuidando do caso.

"Os cachorros se tornaram os melhores amigos dela e a esquentavam nos dias mais frios", acrescentou.
Ao ser presa, Anna disse que cuidava bem da filha. O pai desapareceu logo após o nascimento.



Matéria Retirada do site O Globo: http://oglobo.globo.com//blogs/moreira/post.asp?cod_post=165102

quarta-feira, 4 de março de 2009

TOMAR MAIS CUIDADO

OLÁ PESSOAS....

BOM, PEÇO DESCULPAS POR RETIRAR ALGUNS TEXTOS DO MEU BLOG.
EU, INFELIZMENTE, TIVE ALGUMAS CRÍTICAS PESADAS E QUE NUNCA ACHEI QUE RECEBERIA, POR TER DIVULGADO UM TEXTO AQUI. EU COLOQUEI TODAS AS FONTES POSSÍVEIS DO TEXTO, ORIGEM, ETC, MAS A PESSOA MUITO "ESPERTA" ACHOU QUE DIVULGUEI COMO SENDO MEU. SÓ PORQUE ESTAVA NO MEU BLOG. PENA, ELA DEVE TER SIDO MUITO PREGUIÇOSA E NÃO LEU TODO O POST E VISTO ISSO!

DE QUALQUER FORMA, VCS MEUS AMIGOS QUERIDOS, SABEM QUE EU NÃO AGI DE MÁ FÉ, ME CONHECEM BEM E ISSO PRA MIM BASTA. AS OPINIÕES DE OUTRAS PESSOAS NÃO VÃO ATINGIR O ÓTIMO ESTADO DE ESPÍRITO QUE ESTOU HOJE.

EQUÍVOCOS À PARTE, EU ESPERO TER MAIS CUIDADO E QUE AS PESSOAS TAMBÉM TENHAM AO TIRAREM SUAS CONCLUSÕES.

À PARTIR DE AGORA VOU TENTAR ME FOCAR NOS MEUS TEXTOS E DE AMIGOS PRÓXIMOS, PARA NÃO SOFRER NOVAMENTE ISSO.

ÓTIMA SEMANA À TODOS.

BJSS
GABY

Homossexualidade e Espiritismo

BOM, AQUI UM ÓTIMO TEXTO DE KARDEC E O COMENTÁRIO DE UM ESPÍRITA.
É MTO INTERESSANTE, PQ LEMBRA MTO O LANCE DAS PARÁBOLAS DE CRISTO, SÓ ENTENDE QUEM COMPREENDE! ENTENDERAM? RS
KARDEC FALA CERTAS COISAS NESSE TEXTO, QUE É PRECISO MTA ATENÇÃO E SABEDORIA PARA ENTENDER O VERDADEIRO SENTIDO.
EU, PARTICULARMENTE (TO FALANDO MTO ESSA PALAVRA, RS), JÁ LI MTOOO SOBRE O ASSUNTO, COMO TANTOS OUTROS VARIADOS. EU TENHO ESSA PÉSSIMA MANIA DE QUERER TER UMA OPINIÃO FORMADA SOBRE TUDO, MAS LEIO VÁRIOS AUTORES E TIRO MINHAS CONCLUSÕES DEPOIS DE MTO REFLETIR.
ESTOU CITANDO ISSO, PORQUE JÁ ACHEI MTAS AFIRMAÇÕES PRECONCEITUOSAS, EM LIVROS E TEXTOS ESPÍRITAS (NÃO DEVEMOS JULGAR A DOUTRINA PELA VISÃO LIMITADA QUE AS PESSOAS TEM), QUE MAIS PARECIAM UMA ORDEM DO QUE ENSINAMENTOS BENÉFICOS. CRISTO ÀS VEZES ERA DURO, MAS VEMOS CLARAMENTE QUE SUAS PALAVRAS SÓ EXALAM AMOR E COMPAIXÃO, DIFERENTE DE ÓDIO E CONDENAÇÃO.
HJ ESTOU NUMA ÓTIMA NOITE, VÍ O CONCERTO DO MAESTRO JOÃO CARLOS MARTINS NO PEDRO II. MAS ISSO É ASSUNTO PRA OUTRO DIA! RS. CITEI O MAESTRO, PORQUE PRA MIM, É UMA PESSOA QUE EXALA AMOR!!!

ENFIM, DEIXA EU PARAR POR AQUI.
ESPERO QUE LEIAM O ÓTIMO TEXTO ABAIXO.

Revista Espírita de 1866 - n° 1.

"Aos homens e às mulheres são, pois, dados deveres especiais,
igualmente importantes na ordem das coisas; são dois elementos que
se completam um pelo outro.

O Espírito encarnado sofrendo a influência do organismo, seu caráter
se modifica segundo as circusntâncias e se dobra às necessidades e
aos cuidados que lhe impõem esse mesmo organismo. Essa influência
não se apaga imediatamente depois da destruição do envoltório
material, do mesmo modo que não se perdem instantaneamente os gostos
e os hábitos terrestres; depois, pode ocorrer que o Espírito
percorra uma série de existências num mesmo sexo, o que faz que,
durante muito tempo, ele possa conservar, no estado de Espírito, o
caráter de homem ou de mulher do qual a marca permaneceu nele. Não é
senão o que ocorre a um certo grau de adiantamento e desmateriazaçã o
que a influência da matéria se apaga completamente, e com ela o
caráter dos sexos. Aqueles que se apresentam a nós ((em vidência
espiritual)) como homens ou como mulheres, é para lembrar a
existência na qual nós os conhecemos.

Se essa influência repercute da vida corpórea à vida espiritual,
ocorre o mesmo quando o Espírito passa da vida espiritual à vida
corpórea. Numa nova encarnação, ele trará o caráter e as inclinações
que tinha como Espírito; se for avançado, fará um homem avançado; se
for atrasado, fará um homem atrasado. Mudando de sexo, poderá, pois,
sob essa impressão e em sua nova encarnação, conservar os gostos, as
tendências e o caráter inerente ao sexo que acaba de deixar. Assim
se explicam certas anomalias aparentes que se notam no caráter de
certos homens e de certas mulheres.

Não existe, pois, diferença entre o homem e a mulher senão no
organismo material que se aniquila na morte do corpo, mas quanto ao
Espírito, à alma, ao ser essencial, imperecível, ela não existe uma
vez que não há duas espécies de alma; assim o quis Deus, em sua
justiça, para todas as suas criaturas; dando a todas um mesmo
princípio, fundou a verdadeira igualdade; a desigualdade não existe
senão temporariamente no grau de adiantamento; mas todas têm o
direito ao mesmo destino, ao qual cada um chega pelo seu trabalho,
porque Deus nisso não favoreceu ninguém às expensas dos outros."

Comentário

Que ser extraordinário este missionário Allan Kardec. No seu tempo,
sem comparações com o nosso, a homossexualidade era tida como algo
extremamente nefasto e uma doença.

Kardec, quanto ao mais, não se ateve às convenções, à falsa moral. E
faz um enfoque da homossexualidade em parâmetros de busca da
verdade, da essência.

Alguns analistas apressados poderiam argumentar que Kardec referiu-
se à homossexualidade como "anomalias aparentes", como se isso
tivesse o significado de uma anomalia à mostra. Somente a falta de
atenção, para não dizer má fé poderia estabelecer tal leitura.

Fica claro, cristalino, que Kardec referia-se a algo que aparentava
anomalia, mas que não era.

Fosse sua a interpretação de anomalia à mostra, é óbvio que tal
posicionamento seria seguido de comentário que chamasse os
homossexuais à razão, à assistência espiritual.

Não foi isso que Kardec fez. Muito ao contrário, ligou suas
afirmações aos ensinos dos espíritos, em "O Livro dos Espíritos",
onde se desenvolve o raciocínio que ele apresenta para falar da
igualdade de direitos do homem e da mulher, lembrando que o espírito
em si não tem sexo.

E continuando em seu raciocínio baseado no ensino dos espíritos
superiores, Kardec pontua que a troca de sexo visa o amelhar de
novas vivências na rota evolutiva, esclarecendo que tal
necessariamente não ocorre abruptamente. Segundo Kardec, de acordo
com o texto acima, é apenas quando o espírito tem seguidas
reencarnações em um sexo e ocorre a troca é que viria a manutenção
do estado psíquico anterior comum a este ou aquele sexo.

E o Codificador termina sua exposição falando da justiça de Deus,
que a ninguém privilegia, desfazendo também o espírito machista
milenar que levou à classificação social e até legal da mulher como
um ser inferior ao homem. Kardec desfez os enganos cometidos até
pelo apóstolo Paulo, que em sua Epístola aos Corinthios ordena
que "no templo as mulheres permaneçam caladas, e em tendo alguma
dúvida perguntem aos maridos em casa". O mesmo apóstolo Paulo que
também condenava a homossexualidade - em nome dos rigores desumanos
do Velho Testamento.

Há espíritas que ainda citam o Velho Testamento para condenar a
homossexualidade. É quando mais uma vez ignoram o bom senso de
Kardec, que até em relação ao Novo Testamento fez questão de
destacar a parte moral, esclarecendo que outras questões reportam a
costumes da época. O que Kardec destacou, especialmente, do Novo
Testamento foi o que ele chamou de "A verdadeira Moral, a Lei do
Amor".

Exatamente a Lei do Amor que tantos dirigentes, expositores,
articulistas e escritores espíritas estão trocando pela lei da falsa
moral - para compor com tradições e idéias ultrapassadas e desumanas
em relação à homossexualidade.


Foi tão resumida a exposição de Kardec sobre a homossexualidade, mas
extremamente esclarecedora. E ainda mais: avançadíssima para a sua
época, quando não havia nenhuma referência positiva no meio médico e
psicológico.

Na atualidade, desde a década de 90, Medicina e Psicologia já
retiraram da homossexualidade os rótulos de doença ou desvio. E até
a expressão homossexualismo foi abandonada.

Hoje, como é posssível saber, nem sempre o homemm ou a mulher
homossexual de agora estará passando por uma primeira mudança de
sexo. A esses casos (mesmo ignorando os conhecimentos de ordem
espiritual) a Psicologia chama de transsexualidade.

Quanto à população homossexual especificamente falando, ela é
constituída de seres exclusivamente passivos, exclusivamente ativos
e ainda os de vivência indefinida, casos que sem dúvida se reportam
igualmente às existências anteriores. No entanto, para seu tempo,
Allan Kardec já foi surpreendentemente além dos limites esperados.
É
que o amor não tem mesmo limitações. E Kardec foi um mensageiro da
Lei do Amor.

Paz e Luz
Edson Nunes

FONTE:http://lists.espiritismo.net/pipermail/espiritismonet-usuarios-l/2007-October/000375.html

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

FISIOLOGIA DA ALMA - RAMATIS

Decidi postar aqui trechos do belo livro de Ramatis (autor espiritual), fisiologia da alma.
Espero que todos leiam e compreendam o que um vício pode acarretar pra si e para todo o planeta! E mais além... para o Universo!
Ao invés de julgar, estude, pois vc mostra o quão ignorante é, quando ataca as pessoas que simplesmente fizeram escolhas certas para suas vidas.

Acho que vem muito a calhar esse texto com este período de CARNAVAL (festa da carne).

Ótima semana à todos!

Gaby


1. A Alimentação Carnívora e o Vegetarianismo

PERGUNTA: — Em vista das opiniões variadas e por vezes contraditórias, tanto entre as correntes religiosas e profanas como até entre a classe médica, quanto ao uso cia carne dos animais como alimento, gostaríamos que nos désseis amplos esclarecimentos a respeito, de modo a chegarmos a uiva conclusão clara e lógica sobre se o regime alimentar carnívoro prejudica ou não o nosso organismo ou influi de qualquer modo para que seja prejudicada a evolução do nosso espírito. Preliminarmente, devemos dizer que no Oriente — como o afirmam muitas das pessoas antivegetarianas — a abstenção do uso da carne como alimento parece prender-se apenas a unia tradição religiosa, que os ocidentais consideram como uma absurdidade, dada a diferença de costumes entre os dois povos. Que nos dizeis a respeito?

RAMATÍS:— A preferência pela alimentação vegetariana, no Oriente, fundamenta-se na perfeita convicção de que, à medida que a alma progride, é necessário, também, que o vestuário de carne se lhe harmonize ao progresso espiritual já alcançado. Mesmo nos remos inferiores, a nutrição varia conforme a delicadeza e sensibilidade das espécies. Enquanto o verme disforme se alimenta no subsolo, a poética figura alada do beija-flor sustenta-se com o néctar das flores. Os iniciados hindus sabem que os despojos sangrentos da alimentação carnívora fazem recrudescer o atavismo psíquico das paixões animais, e que os princípios superiores da alma devem sobrepujar sempre as injunções da matéria. Raras criaturas conseguem libertar-se da opressão vigorosa das tendências hereditárias do animal, que se fazem sentir através da sua carne.

PERGUNTA:— Mas a alimentação carnívora, principalmente no Ocidente, já é um hábito profundamente estratificado no psiquismo humano. cremos que estamos tão condicionados organicamente à ingestão de carne, que sentir-nos-íamos debilitados ante a sua mais reduzida dieta!

RAMATÍS:— Já tendes provas irrecusáveis de que podeis viver e gozar de ótima saúde sem recorrerdes à alimentação carnívora. Para provar o vosso equívoco, bastaria considerar a existência, em vosso mundo, de animais corpulentos e robustos, de um vigor extraordinário e que, entretanto, são rigorosamente vegetarianos, tais como o elefante, o boi, o camelo, o cavalo e muitos outros. Quanto ao condicionamento biológico, pelo hábito de comerdes carne, deveis compreender que o orgulho, a vaidade, a hipocrisia ou a crueldade, também são estigmas que se forjaram através dos séculos, mas tereis que eliminá-los definitivamente do vosso psiquismo. O hábito de fumar e o uso imoderado do álcool também se estratificam na vossa memória etérica; no entanto, nem por isso os justificais como necessidades imprescindíveis das vossas almas invigilantes.
Reconhecemos que, através dos milênios já vividos, para a formação de vossas consciências individuais, fostes estigmatizados com o vitalismo etérico da nutrição carnívora; mas importa reconhecerdes que já ultrapassais os prazos espirituais demarcados para a continuidade suportável dessa alimentação mórbida e cruel. Na técnica evolutiva sideral, o estado psicofísico do homem atual exige urgente aprimoramento no gênero de alimentação; esta deve corresponder, também, às próprias transformações progressistas que já se sucederam na esfera da ciência, da filosofia, da arte, da moral e da religião.O vosso sistema de nutrição é um desvio psíquico, uma perversão do gosto e do olfato; aproximai-vos consideravelmente do bruto, nessa atitude de sugar tutanos de ossos e de ingerirdes vísceras na feição de saborosas iguanas. Estamos certos de que o Comando Sideral está empregando todos os seus esforços a fim de que o terrícola se afaste, pouco a pouco, da repugnante preferência zoofágica.

PERGUNTA:— Devemos considerar-nos em débito perante Deus, devido à nossa alimentação carnívora, quando apenas atendemos aos sagrados imperativos naturais da própria vida?

RAMATÍS:— Embora os antropófagos também atendam aos “sagrados imperativos naturais da vida”, nem por isso endossais os seus cruentos festins de carne humana, assim como também não vos regozijais com as suas imundices à guisa de alimentação ou com as suas beberagens repugnantes e produtos da mastigação do milho cru! Do mesmo modo como essa nutrição canibalesca vos causa espanto e horror, também a vossa mórbida alimentação de vísceras e vitualhas sangrentas, ao molho picante, causa terrível impressão de asco às humanidades dos mundos superiores. Essas coletividades se arrepiam em face das descrições dos vossos matadouros, charqueadas, açougues e frigoríficos enodoados com o sangue dos animais e a visão patética de seus cadáveres esquartejados. Entretanto, a antropofagia dos selvagens ainda é bastante inocente, em face do seu apoucado entendimento espiritual; eles devoram o seu prisioneiro de guerra, na cândida ilusão de herdar-lhe as qualidades intrépidas e o seu vigor sanguinário. Mas os civilizados, para atenderem às mesas lautas e fervilhantes de órgãos animais, especializam-se nos caldos epicurísticos e nos requintes culinários, fazendo da necessidade do sustento uma arte enfermiça de prazer. O silvícola oferece o tacape ao seu prisioneiro, para que ele se defenda antes de ser moído por pancadas; depois, rompe-lhe as entranhas e o devora, famélico, exclusivamente sob o imperativo natural de saciar a fome; a vítima é ingerida às pressas, cruamente, mas isso se faz distante de qualquer cálculo de prazer mórbido. O civilizado, no entanto, exige os retalhos cadavéricos do animal na forma de suculentos cozidos ou assados a fogo lento; alega a necessidade de proteína, mas atraiçoa-se pelo requinte do vinagre, da cebola e da pimenta, desculpa-se com o condicionamento biológico dos séculos em que se viciou na nutrição carnívora, mas sustenta a lúgubre indústria das vísceras e das glândulas animais enlatadas; paraninfa a arte dos cardápios da necrofagia pitoresca e promove condecorações para os “mestres-cucas” da culinária animal!Os frigoríficos modernos que exaltam a vossa “civilização”, construídos sob os últimos requisitos científicos e eletrônicos concebidos pela inteligência humana, multiplicam os seus aparelhamentos mais eficientes e precisos, com o fito da matança habilmente organizada. Notáveis especialistas e afamados nutrólogos estudam o modo de produzir em massa o “melhor” presunto ou a mais “deliciosa” salsicharia à base de sangue coagulado!
Os capatazes, endurecidos na lide, dão o toque amistoso e fazem o convite traiçoeiro para o animal ingressar na fila da morte; magarefes exímios e curtidos no serviço fúnebre conservam a sua fama pela rapidez com que esfolam o animal ainda quente, nas convulsões da agonia; veterinários competentes examinam minuciosamente a constituição orgânica da vítima e colocam o competente “sadio”, para que o “ilustre civilizado” não sofra as conseqüências patogênicas do assado ou do cozido das vísceras animais!Turistas, aprendizes e estudantes, quando visitam os colossos modernos que são edificados para a indústria da morte, onde os novos “sansões” guilhotinam em massa o servidor amigo, pasmam-se com os extraordinários recursos da ciência moderna; aqui, os guindastes, sob genial operação mecânica, erguem-se manchados de rubro e despejam sinistras porções de vísceras e rebotalhos palpitantes; ali, aperfeiçoados cutelos, movidos por eficaz aparelhamento elétrico, matam com implacável exatidão matemática, acolá, fervedores, prensas, esfoladeiras, batedeiras e trituradeiras executam a lúgubre sinfonia capaz de arrepiar os velhos caciques, que só devoravam para matar a fome! Em artísticos canais e regos, construídos com os azulejos da exigência fiscal, jorra continuamente o sangue rútilo e generoso do animal sacrificado para a glutonice humana!
Mas o êxito da produção frigorífica ainda melhor se comprova sob genial disposição: elevadores espaçosos erguem-se, implacáveis, sobrecarregados de suínos, e os depositam docemente sobre o limiar de bojudos canos de alumínio, inclinados, na feição de “montanha-russa.” Rapidamente, os suínos são empurrados, em fila, pelo interior dos canos polidos e deslizam velozmente, em grotescas e divertidas oscilações, para mergulharem, vivos, de súbito, nos tanques de água fervente, a fim de se ajustarem à técnica e à sabedoria científica modernas, que assim favorecem a produção do “melhor” presunto da moda!Quantos suínos precisarão ainda desliza pela tétrica montanha-russa, criação do mórbido gênio humano, para que possais saborear o vosso “delicioso” presunto no lanche do dia!

PERGUNTA: — Esses métodos eficientes e de rapidíssima execução na matança que se processa nos matadouros e frigoríficos modernos, evitam os prolongados sofrimentos que eram comuns no tipo de corte antigo. Não é verdade?

RAMATÍS: — Pensamos que o senso estético da Divindade há se sempre preferir a cabana pobre, que abriga o animal amigo, ao matadouro rico que mata sob avançado cientificismo da indústria fúnebre. As regiões celestiais são paragens ornadas de luzes, flores e cores, onde se casam os pensamentos generosos e os sentimentos amoráveis de suas humanidades cristificadas. Essas regiões também serão alcançados, um dia, mesmo por aqueles que constroem os tétricos frigoríficos e os matadouros de equipo avançado, mas que não se livrarão de retornar à Terra, para cumprir em si mesmos o resgate das torpezas e das perturbações infligidos ao ciclo evolutivo dos animais. Os métodos eficientes da matança científica, mesmo que diminuam o sofrimento do animal, não eximem o homem da responsabilidade de haver destruído prematuramente os conjuntos vivos que também evoluem, como são os animais criados pelo Senhor da Vida! Só Deus tem o direito de extingui-los, salvo quando eles oferecem perigo para a vida humana, que é um mecanismo mais evoluído, na ordem da Criação.

PERGUNTA: — Surpreendem-nos as vossas asserções algo vivas; muita gente não compreende, ainda, que essa grave impropriedade da alimentação carnívora causa-nos tão terríveis conseqüências! Será mesmo assim?

RAMATÍS: — O anjo, já liberto dos ciclos reencarnatórios, é sempre um tipo de suprema delicadeza espiritual. A sua tessitura diáfana e formosa, e seu cântico inefável aos corações humanos não são produtos dos fluidos agressivos e enfermiços dos “patê de foie-gras” (pasta de fígado hipertrofiado), da famigerada “dobradinha ao molho pardo” ou do repasto albumínico do toucinho defumado!
A substância astral, inferior, que exsuda da carne do animal, penetra na aura dos seres humanos e lhes adensa a transparência natural, impedindo os altos vôos do espírito. Nunca havereis de solucionar problema tão importante com a doce ilusão de ignorar a realidade do equívoco da nutrição carnívora e, quiçá, tarde demais para a desejada solução.
Expomo-vos aquilo que deve ser meditado e avaliado com urgência, porque os tempos são chegados e não há subversão no mecanismo sideral. E mister que compreendais, com toda brevidade, que o veículo perispiritual é poderoso ímã que atrai e agrega as emanações deletérias do mundo inferior, quando persistis nas faixas vibratórias das paixões animais. E preciso que busqueis sempre o que se afina aos estados mais elevados do espírito, não vos esquecendo de que a nutrição moral também se harmoniza à estesia do paladar físico. Em verdade, enquanto os lúgubres veículos manchados de sangue percorrerem as vossas ruas citadinas, para despejar o seu conteúdo sangrento nos gélidos açougues e atender às filas irritadas à procura de carne, muitas reencarnações serão ainda precisas para que a vossa humanidade se livre do deslize psíquico, que sempre há de exigir a terapia das úlceras, cirroses hepáticas, nefrites, artritismo, enfartes, diabetes, tênias, amebas ou uremias!

PERGUNTA: — Por que motivo considerais que o homem se inferioriza ao selvagem, na alimentação carnívora, se ele usa de processos eficientes, que visam evitar o sofrimento do animal no corte? Não concordais em que o homem também atende à sua necessidade de viver e se subordina a um imperativo nutritivo que lhe requer uma organização industrial?

RAMATÍS: — O selvagem, embora feroz e instintivo, serve-se da carne pela necessidade exclusiva de nutrição e sem transformá-la em motivos para banquetes e libações de natureza requintada; entre os civilizados, entretanto, revivem esses mesmos apetites do selvagem mas, paradoxalmente, de modo mais exigente, servindo de pretexto para noitadas de prazer, sob as luzes fulgurantes dos luxuosos hotéis e restaurantes modernos. Criaturas ruidosas, álacres, e que apregoam a posse de genial intelecto, devoram, em mesas festivas, os cadáveres dos animais, regados pelos temperos excitantes, enquanto a orquestra famosa executa melodias que se casam aos odores da carne carbonizada ou do cozido fumegante! Mas sabei que as poéticas e sugestivas denominações dos pratos, expostas nos cardápios afidalgados, não livram o homem das conseqüências e da responsabilidade de devorar as vísceras do irmão inferior!
Apesar dos floreios culinários e do cardápio de iguanas “sui generis”, que tentam atenuar o aspecto repugnante das vitualhas sangrentas, os homens carnívoros não conseguem esconder a realidade do apetite desregrado humano! Aqui, a designação de “dobradinha à moda da casa” apenas disfarça o repulsivo ensopado de estômago de boi; ali, os sugestivos “miúdos à milanesa” são apenas retalhos de vesículas e fígado, traindo o sabor amargo da bílis animal; acolá, os “apetitosos rins no espeto” não conseguem sublimar a sua natureza de órgãos excretores da albumina e da uréia, que ainda se estagnam sob o cutelo mortífero. Embora se queira louvar o esforço do mestre culinário, o “mocotó à européia” não passa de viscoso mingau de óleo lubrificante de boi abatido; os “frios à americana” não vão além de vitualha sangrenta, e a “feijoada completa” é apenas um nauseante charco de detritos cozidos na imundície do chouriço denegrido, dos pés, películas e retalhos arrepiantes do porco, que ainda se misturam à uréia da banha gordurosa!
E evidente que se deve desculpar o bugre ignorante, que ainda se subjuga à nutrição carnívora e perverte o seu paladar, porque a sua alma atrasada ignora a soma de raciocínios admiráveis que ao civilizado já é dado movimentar na esfera científica, artística, religiosa e moral. Enquanto os banquetes pantagruélicos dos Césares romanos marcam a decadência de uma civilização, a figura de Gandhi, sustentado a leite de cabra, é sempre um estímulo para a composição de um mundo melhor.

PERGUNTA: — Deveríamos, porventura, violentar o nosso organismo físico, que é condicionado milenarmente à alimentação de carne? certos de que a natureza não dá saltos e não pode adaptar-se subitamente ao vegetarianismo, consideramos que seria perigosa qualquer modificação radical nesse sentido. O nosso processo de nutrição carnívora já é um automatismo biológico milenário. que há de exigir alguns séculos para uma adaptação tão insólita. Quais as vossas considerações a esse respeito?

RAMATÍS: — Não sugerimos a violência orgânica para aqueles que ainda não suportariam essa modificação drástica; para esses, aconselhamos gradativamente adaptações do regime da carne de suíno para o de boi, do de boi para o de ave e do de ave para o de peixe e mariscos. Após disciplinado exercício em que a imaginação se higieniza e a vontade elimina o desejo ardente de ingerir os despojos sangrentos, temos certeza de que o organismo estará apto para se ajustar a um novo método nutritivo de louvor espiritual. Mas é claro que tudo isso pede por começar e, se desde já não efetuardes o esforço inicial que alhures tereis de enfrentar, é óbvio que hão de persistir tanto esse tão alegado condicionamento biológico como a natural dificuldade para uma adaptação mais rápida. Mas é inútil procurardes subterfúgios para justificar a vossa alimentação primitiva e que já é inadequada à nova índole espiritual; é tempo de vos asseardes, a fim de que possais adotar novo padrão alimentício. Inegavelmente, o êxito não será alcançado do modo por que fazeis a substituição do combustível de vossos veículos; antes de tudo, a vossa alma terá que participar vigorosamente de um exercício, para que primeiramente elimine da mente o desejo de comer carne.Muitas almas decididas, que já comandam o seu corpo físico e o submetem à vontade da consciência espiritual, têm violentado esse automatismo biológico da nutrição de carne, do mesmo modo por que alguns seres extinguem o vício de fumar, sob um só impulso de vontade. Também estais condicionados ao vício da intriga, da raiva, da cólera, do ciúme, da crueldade, da mentira e da luxúria; no entanto, muitos se libertam repentinamente dessas mazelas, sob hercúleos esforços evangélicos.E reconhecendo a debilidade da alma humana para as libertações súbitas, e preparando-vos psiquicamente para repudiardes a carne, que temos procurado influenciar o mecanismo do vosso apetite, dando-vos conselhos cruamente e de modo ostensivo, de modo a que mais facilmente vos liberteis dos exóticos desejos de assados e cozidos, que, na realidade, não passam de rebotalhos e cadáveres que vos devem inspirar náuseas e aversão digestivas.
Daí as nossas preocupações sistemáticas, em favor do vosso bem espiritual, para que ante a visão, por exemplo, de dobradinhas “saborosas” que recendem ao molho odorante, reconheçais, na verdade, as tétricas cartilagens que protegem a região broncopulmonar do boi, em cujo local se processam as mais repugnantes trocas de matéria corrompida!

PERGUNTA:— Porventura os cuidadosos exames a que são submetidos os animais, antes do corte, não afastam a possibilidade de contaminarem o homem com qualquer enfermidade provável?

RAMATÍS: — Essa profilaxia de última hora não identifica os resíduos da enfermidade que possa ter predominado no animal destinado ao corte e que, evidentemente, não deixou vestígios iden-tificáveis à vossa instrumentação de laboratório. Apesar dos extremos cuidados de higiene e das medidas de prevenção nos matadouros, ainda desconheceis que a maioria dos quadros patogênicos do vosso mundo se origina na constituição mórbida do porco! O animal não raciocina, nem pode explicar-vos a contento as suas reais sensações dolorosas conseqüentes de suas condições patogênicas. O veterinário criterioso enfrenta exaustivas dificuldades para atestar a enfermidade do animal, enquanto que o ser humano pode relatar, com riqueza até de detalhes, as suas perturbações, o que então auxilia o diagnóstico médico. Assim mesmo, quantas vezes a medicina não descobre a natureza exata dos vossos males, surpreendendo-se com a eclosão de enfermidade diferente e que se distanciava das cogitações familiares! As vezes, um simples exame de urina, requerido para fins de somenos importância, revela a diabete que o médico desconhecia no seu paciente; um hemograma solicitado sem graves preocupações pode atestar a leucemia fatal! As enfermidades próprias da região abdominal, embora explicadas com riqueza de detalhes pelos enfermos, muitas vezes deixam o clínico vacilante quanto a situa uma colite, uma úlcera gastroduodenal ou um surto de ameba histolítica! Uma vez que no ser humano é tão difícil visualizar com absoluta precisão a origem dos seus males, requerendo-se múltiplos exames de laboratório para o diagnóstico final, muito mais difícil será conhecer-se o morbo que, no animal, não se pode focaliza na sintomatologia comum. Quantas vezes o suíno é abatido no momento exato em que se iniciou um surto patogênico, cuja virulência ainda não pôde ser assinalada pelo veterinário mais competente, salvo o caso de rigorosa autópsia e meticuloso exame de laboratório! Para isso evitar, a matança de porcos exigiria, pelo menos, um veterinário para cada animal a ser sacrificado.
Os miasmas, bacilos, germes e coletividades microbianas famélicas, que se procriam no caldo de cultura dos chiqueiros, penetram na vossa delicada organização humana, através das vísceras do porco, e debilitam-vos as energias vitais. Torna-se difícil para o médico situar essa incursão patogênica, inclusive a sua incubação e o período de desenvolvimento; por isso, mais tarde, há de considerar a enfermidade como oriunda de outras fontes patológicas.

PERGUNTA:— Julgais, porventura, que a alimentação carnívora possa trazer prejuízos físicos, de vez que a criatura já está condicionada, há milênios, a essa forma nutritiva? Qual a culpa do homem em ser carnívoro, se desde a sua infância espiritual ele foi assim condicionado, de modo a poder sobreviver no mundo físico?

RAMATÍS:— Repetimo-vos: nem todas as coisas que serviram para sustentar o homem, nos primórdios da sua vida no plano físico, podem ser convenientes, no futuro, quando surgem então novas condições morais ou psicológicas e a criatura humana pode cultuar concepções mais avançadas. Antigamente, os ladrões tinham as suas mãos amputadas, e arrancava-se a língua aos perjuros. Desde que vos apegais tanto ao tradicionalismo do passado, por que aos maledicentes modernos não aplicais essas disposições punitivas, brutais e impiedosas? Os antigos trogloditas comiam sem escrúpulo os retalhos de carne impregnados dos detritos do chão; no entanto, atualmente, usais pratos, talheres, e lavais o alimento. Certamente, alegareis a existência, agora, de um senso estético mais progressista, e que também tendes mais entendimento das questões de higiene humana; mas não concordais, no entanto, em que esse senso estético avançado está a pedir, também, a eliminação da carne de vossas mesas doentias!
Quando o homem ainda se estribava na ingestão de vísceras de animais, a fim de sobreviver ao meio rude e agressivo da matéria, a sua alma também era compatível com a rudeza do ambiente inóspito mas, atualmente, o espírito humano já alcançou noções morais tão elevadas, que também lhe compete harmonizar-se a uma nutrição mais estética. Não se justifica que, após a sua verticalização da forma hirsuta da idade da pedra, o homem prossiga nutrindo-se tão sanguinariamente como a hiena, o lobo, a raposa ou as aves de rapina! Além de brutal e detestável para aqueles que desejam se libertar dos planos inferiores, a carne é contínuo foco de infecção à tessitura magnética e delicada do corpo etéreo-astral do homem.

PERGUNTA: — Que dizeis dos novos recursos preventivos, nos matadouros modernos, em que se aplicam antibióticos para se evitar a deterioração prematura da carne? Essa providência não termina extinguindo indo qualquer perigo na sua ingestão?

RAMATÍS: — Trata-se apenas de mais um requinte doentio do vosso mundo, e que revela o deplorável estado de espírito em que se encontra a criatura humana. O homem não se conforma com os efeitos daninhos que provêm de sua alimentação pervertida e procura, a todo custo, fugir à sua tremenda responsabilidade espiritual. Mas não conseguirá ludibriar a lei expiatória; em breve, novas condições enfermiças se farão visíveis entre os insaciáveis carnívoros protegidos pela “profilaxia” dos antibióticos. Além do efeito deletério da carne, que se intoxica cada vez mais com a própria emanação astral e mental do homem desregrado, encontrar-vos-eis às voltas com o preciosismo técnico de novas enfermidades situadas no campo das alergias inespecíficas, como produtos naturais das reações antibióticas nos próprios animais preparados para o corte!Espanta-nos a contradição humana, que principalmente, produz a enfermidade no animal que pretende devorar e em seguida aplica-lhe a profilaxia do antibiótico!

PERGUNTA: — Podeis dar-nos um exemplo dessa contradição?

RAMATÍS: — Pois não? A vossa medicina considera que o homem gordo, obeso, hipertenso, é um candidato à angina e à comoção cerebral; classifica-o como um tipo hiperalbuminóide e portador de perigosa disfunção cárdio-hépato-renal. A terapêutica mais aconselhada é um rigoroso regime de eliminação hidrossalina e dieta redutora de peso; ministra-se ao homem alimentação livre de gorduras e predominantemente vegetal, e o médico alude ao perigo da nefrite, ao grave distúrbio no metabolismo das gorduras e à indefectível esteatose hepática. Cremos que, se os velhos pajés antropófagos conhecessem algo de medicina moderna e pudessem compreender a natureza mórbida do obeso e sua provável disfunção orgânica, de modo algum permitiriam que suas tribos devorassem os prisioneiros excessivamente gordos! Compreenderiam que isso lhes poderia causar enfermidades inglórias, em vez de saúde, vigor e coragem que buscavam na devora do prisioneiro em regime de ceva!
Mas o homem do século XX, embora reconheça a enfermidade das gorduras, devora os suínos obesos, hipertrofiados na engorda albumínica, para conseguir a prodigalidade da banha e do toucinho: primeiro os enferma em imundo chiqueiro, onde as larvas, os bacilos e microrganismos, próprios dos charcos, fermentam as substâncias que alimentam os oxiúros, as lombrigas, as tênias, as amebas colis ou histolíticas. O infeliz animal, submetido à nutrição putrefata das lavagens e dos detritos, renova-se em suas próprias dejeções e exsuda a pior cota de odor nauseante, tomando-se o transformador vivo de imundícies, para acumular a detestável gordura que deve servir às mesas fúnebres. Exausto, obeso, letárgico e suarento, o porco tomba ao solo com as banhas fartas e fica submerso na lama nauseante; é massa viva de uréia gelatinosa, que só pode ser erguida pelos cordames, para a hora do sacrifício no matadouro. Que adianta, pois, o convencional beneplácito de “sadio”, que cumpre ao veterinário, na autorização para o corte do animal, quando a própria ciência humana já permitiu o máximo de condições patogênicas!De modo algum essa tétrica “profilaxia” antibiótica livrar-vos-á da seqüência costumeira a que sois submetidos implacavelmente; continuareis a ser devorados, do mesmo modo, pela cirrose, a colite, a úlcera, a tênia, o enfarte, a nefrite ou o artritismo; cobrir-vos-eis, também, de eczemas, urticárias, pênfigo, chagas ou crostas sebáceas; continuareis, indubitavelmente, sob o guante da icterícia, da gota, da enxaqueca e das infecções desconhecidas; cada vez mais enriquecereis os quadros da patogenia médica, que vos classificarão como “casos brilhantes” na esfera principal das síndromes alérgicas.

PERGUNTA: — Uma vez que os animais e as aves são inconscientes e de fácil proliferação, a sua morte, para nossa alimentação, deve ser considerada crime tão severo, quando se trata de costume que já nasceu com o homem? Cremos que Deus foi quem estabeleceu a vida assim como ela é, e o homem não deve ser culpado por apenas seguir as suas diretrizes tradicionais, cumpria a Deus, na sua Augusta Inteligência, conduziras suas criaturas para outra forma de nutrição independente da carne: não é verdade?

RAMATÍS: — A culpa começa exatamente onde também começa a consciência quando já pode distinguir o justo do injusto e o certo do errado. Deus não condena suas criaturas, nem as pune por seguirem diretrizes tradicionais e que lhes parecem mais certas; não existe, na realidade, nenhuma instituição divina destinada a punir o homem, pois é a sua própria consciência que o acusa, quando desperta e percebe os seus equívocos ante a Lei da Harmonia e da Beleza Cósmica. Já vos dissemos que, quando o selvagem devora o seu irmão, para matar a fome e herdar-lhe as qualidades guerreiras, trata-se de um espírito sem culpa e sem malícia perante a Suprema Lei do Alto. A sua consciência não é capaz de extrair ilações morais ou verificar qual o caráter superior ou inferior da alimentação vegetal ou carnívora. Mas o homem que sabe implorar piedade e clamar por Deus, em suas dores; que distingue a desgraça da ventura; que aprecia o conforto da família e se comove diante da ternura alheia; que derrama lágrimas compungidas diante da tragédia do próximo ou de novelas melodramáticas; que possui sensibilidade psíquica para anotar a beleza da cor, da luz e da alegria; que se horroriza com a guerra e censura o crime, teme a morte, a dor e a desgraça; que distingue o criminoso do santo, o ignorante do sábio, o velho do moço, a saúde da enfermidade, o veneno do bálsamo, a igreja do prostíbulo, o bem do mal, esse homem também há de compreender o equívoco da matança dos pássaros e da multiplicação incessante dos matadouros, charquea-das, frigoríficos e açougues sangrentos. E será um delinqüente perante a Lei de Deus se, depois dessa consciência desperta, ainda persistir no erro que já é condenado no subjetivismo da alma e que desmente um Ideal Superior!
Se o selvagem devora o naco de carne sangrenta do inimigo, o faz atendendo à fome e à idéia de que Tupã quer os seus guerreiros plenos de energias e de heroísmos; mas o civilizado que mata, retalha, coze e usa a sua esclarecida inteligência para melhorar o molho e acertar a pimenta e a cebola sobre as vísceras do irmão menor, vive em contradição com a prescrição da Lei Suprema. De modo algum pode ele alega a ignorância dessa lei, quando a galinha é torcida em seu pescoço e o boi traumatizado no choque da nuca; quando o porco e o carneiro tombam com a garganta dilacerada; quando a malvadez humana ferve os crustáceos vivos, embebeda o peru para “amaciar a carne” ou então satura o suíno de sal para melhorar o chouriço feito de sangue coagulado.Quantas vezes, enquanto o cabrito doméstico lambe as mãos do seu senhor, a quem se afinizara inocentemente, recebe o infeliz animal a facada traiçoeira nas entranhas, apenas porque é véspera do Natal de Jesus! A vaca se lamenta e lambe o local onde matam o seu bezerro; o cordeiro chora na ocasião de morrer!Só não matais o rato, o cão, o cavalo ou o papagaio, para as vossas mesas festivas, porque a carne desses seres não se acomoda ao vosso paladar afidalgado; em conseqüência, não é a ventura do animal o que vos importa, mas apenas a ingestão prazenteira que ele vos pode oferecer nas mesas lúgubres.

PERGUNTA: — Como poderíamos vencer esse condicionamento biológico e mesmo psíquico, em que a nossa constituição orgânica é hereditariamente predisposta à alimentação carnívora? A ciência médica afirma que, à simples idéia de nos alimentarmos, o sistema endócrino já produz sucos e hormônios de simpatia digestiva à carne, e dessa sincronia perfeita entre o pensamento e o metabolismo fisiológico, achamos que fica demonstrada a fatal necessidade de nutrição carnívora. Em compensação, muitos vegetarianos hão revelado alergia a frutas ou hortaliças!Não é isso bastante para justificar a afirmativa de que onosso organismo precisa evidentemente de carne, a fim de poder-se desenvolver sadia e vigorosamente?

RAMATÍS: - O cigarro também não foi criado para ser fumado fanaticamente pelo homem; este é que imita a estultice dos bugres descobertos por Colombo e termina transformando-se num escravo da aspiração de ervas incineradas. A simples lembrança do cigarro, o vosso sistema endócrino, num perfeito trabalho psicofísico, de prevenção, também produz antitoxinas que devem neutralizar o veneno da nicotina e proteger-vos da introdução da fumaça fétida nos pulmões delicados. A submissão ao desejo de ingerir a carne é igual à submissão do fumante inveterado para com o seu comando emotivo, pois ele é mais vítima de sua debilidade mental do que mesmo de uma invencível atuação fisiológica. O viciado no fumo esquece-se de si mesmo e, por isso, aumenta progressivamente o uso do cigarro, acicatado continuamente pelo desejo insatisfeito, criando, então, uma segunda natureza, que se torna implacável e exigente carrasco.Comumente fumais sem notar todos os movimentos preliminares que vos comandam automaticamente, desde a abertura da carteira até a colocação do cigarro nos lábios descuidados; completamente inconscientes dessa realidade viciosa, já não fumais, mas sois fumados pelo cigarro, guiados pelo instinto indisciplinado. No vício da carne ocorre o mesmo fenômeno; viveis distanciados da realidade de que sois escravos do habito de comer carne. Se o sistema endócrino produz sucos e hormônios à simples idéia de ingerirdes carne, nem por isso se comprova que fostes especificamente criados para a nutrição carnívora. E apenas um velho hábito, que atendeu às primeiras manifestações da vida grosseira do homem das cavernas trogloditas e que, pelo vosso descuido, ainda vos comanda o mecanismo fisiológico, submetendo-o à sua direção.
As providências preventivas, no metabolismo humano, devem ser tomadas em qualquer circunstância; o hindu que se habituou à ingestão de frutos sazonados e vegetais sadios, também fabrica os seus hormônios e sucos digestivos à simples idéia da alimentação com que está acostumado. A diferença está em que ele carece de hormônios destinados à nutrição puramente vegetal, enquanto que vós tendes que produzi-los para a cobertura digestiva dos despojos da nutrição carnívora.Alegais que muitas pessoas se tornam enfermiças, ao se devotarem à alimentação vegetariana; em verdade, comprovais, assim, que sois tão estratificados pelo mau hábito de alimentação carnívora, que o vosso metabolismo fisiológico já não consegue assimilar a contento os frutos sadios e os vegetais nutritivos, manifestando-se em vós os pitorescos fenômenos de alergia. No entanto, desde que disciplinásseis a vontade e vigiásseis mentalmente o desejo mórbido, despertando da inconsciência imaginativa da nutrição zoofágica, logo sentir-vos-ieis mais libertos do indefectível condicionamento biológico carnívoro.



Continua em : http://www.scribd.com/doc/7034534/Ramatis-Fisiologia-Da-Alma



... Os banquetes carnívoros e as churrascadas constituem um espetáculo comprometedor à luz do espiritismo. Os espíritos que assistiram a Kardec o declaram, indiretamente, nas respostas às perguntas 713 e 714, do tema “Gozo dos Bens Terrenos”, nos seguintes termos: “A natureza traçou limites aos gozos, para vos indicar onecessário; mas, pelos vossos excessos, chegais à saciedade evos punis a vós mesmos”. À indagação feita sobre que se deve pensar do homem que procura nos excessos de todo gênero o requinte dos gozos, o espírito deu a seguinte resposta, sob n° 714: “Pobre criatura! Mais digna é de lástima do que de inveja, pois bem perto está da morte”. Perto da morte física, ou da morte moral? — perguntou Kardec ao espírito comunicante. E este respondeu: — “De ambas!”

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Cientistas afirmam que há vida 'extraterrestre' dentro da Terra

Jornal do Brasil

CHICAGO - Chega de procurar vida extraterrestre fora da Terra. O nosso próprio planeta pode estar abrigando várias formas de vida alienígenas, completamente dissociadas dos seres vivos já conhecidos. A teoria é de cientistas da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, que expuseram suas ideias em uma apresentação durante a conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), em Chicago.

O físico Paul Davies apresentou na conferência que essas “vidas paralelas” podem estar escondidas em locais inóspitos, como desertos, lagos de sal, fontes hidrotermais e áreas com altas temperaturas e radiação solar.

Davies afirmou ainda que vários desses “seres estranhos” podem estar vivendo entre nós, em formas que ainda não são conhecidas pelos seres humanos, e portanto passam desapercebidas.

Os pesquisadores fizeram um apelo para que a comunidade científica lance uma “missão à Terra” para vasculhar ambientes tidos como hostis em busca de sinais de bioatividade.

– Não precisamos viajar a outros planetas para encontrar formas de vida estranhas. Elas podem estar bem aqui debaixo de nossos narizes – disse Davies.

– É perfeitamente razoável a ideia de uma biosfera paralela aqui na Terra. Mas nunca ninguém se importou em procurar por ela. Eu pergunto: 'Por quê?'. Não é caro, seria um custo bem menor do que se gasta procurando por extraterrestres.

Paralelismo

Davies foi um dos palestrantes de um simpósio que explorou a possibilidade de que a vida se desenvolveu na Terra mais de uma vez.

Segundo os cientistas, os descendentes desta “segunda gênese” podem ter sobrevivido até hoje, em uma “biosfera paralela” que está além da percepção humana porque seus habitantes têm uma bioquímica muito diferente da nossa.

– Todos os nossos microscópios estão desenvolvidos para estudar a vida que nós conhecemos, então não é uma surpresa que não tenhamos encontrados micróbios com uma bioquímica diferente – afirmou Davies. – Ainda não sabemos muito bem a aparência dessas formas de vida estranhas. É algo tão amplo como a própria imaginação, e é por isso que é tão difícil procurar por elas.

Molécula

Segundo o cientista, a base desses organismos poderia ser o DNA e o RNA, mas com um código genético distinto ou com diferentes aminoácidos. Ou ainda, essas criaturas poderiam apresentar diferenças mais acentuadas.

– Talvez um dos elementos usados pela vida, carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e fósforo, pode ter sido substituído por outros – explicou Davies. – Um dos exemplos é o arsênico, que é venenoso para o homem mas têm propriedades que dariam condições ideais ao desenvolvimento de micróbios.

Outro pesquisador, Steven Benner, da Universidade da Flórida, disse que antes de procurar por esses seres, é preciso provar que é possível criar novas moléculas capazes de sobreviver e evoluir.

Sua equipe desenvolveu um sistema químico sintético que precisa ser alimentado externamente, mas que é capaz de evoluir e se adaptar em uma geração seguinte.

– Nosso próximo passo será aplicar um processo de seleção natural – afirmou Benner.

00:17 - 18/02/2009

FONTE: http://jbonline.terra.com.br/nextra/2009/02/18/e180213767.asp

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Emoção indescritível

Sexta-feira 13, de 2009. Um dia aparentemente normal, exceto pela superstição, que não é à toa!
A noite, eu sabia, não seria como uma noite qualquer, afinal era a estréia de uma grande amiga. Hora de rever pessoas queridas, de enfim, ver no que resultou o trabalho do ano passado, de toda a dedicação empregada.
Chegamos cedo. Logo garantimos nossos ingressos, já que os lugares eram limitados, apenas 60.
Aos poucos o saguão do Santelisa foi ficando cheio. Os rostos conhecidos teimavam em aparecer e pelo menos naquela noite, novas faces faziam parte do cenário do local. Afinal, novos alunos faziam parte da ONG. Quem vai ao teatro e eventos culturais, sabe que são sempre as mesmas caras, independente do evento que tiver! Pois é, ainda dizem que a cultura é pra poucos! Uma peça como aquela e tantas outras que ali, no sesc, no municipal, no arena, etc, já vi, por 4, 8, 10 reais... ou até de graça!
Aquela noite, sim, seria especial! E foi! Porque além de saber que estava amparada por um ótimo local, a atuação da Bianca não deixaria nada a desejar.
Chegou a hora, entramos!
Logo de cara vimos porque haviam poucos lugares. Era uma proposta diferente do convencional, as cadeiras estavam no palco e este, por sua vez, tinha uma espécie de plástico onde seria a atuação da atriz, já que se usaria líquido por ali, por isso estava "forrado".
Sentamos nas cadeiras disposta à frente da área de atuação, na verdade na lateral, mas eram as cadeiras da frente.
Bianca estava logo à direita, sentada no piano, de costas para o público. Com um vestido branco, de noiva.
As pessoas se acomodaram rapidamente. O silêncio se fez quase por completo e os dois sinais foram tocados. Logo, o Matheus falava no microfone, da cabine de som, sobre a peça. Que saudade que me deu esse momento, de quando estreiamos em PEDREIRA DAS ALMAS: Com os corpos inertes, deitados no chão, ouvíamos as pessoas sentarem nas cadeiras (eram 150 lugares e quase todos completos), enquanto tentávamos nos concentrar, logo o mesmo era feito, falavam sobre a peça no microfone - Senhoras e sonhores, o Espaço Cultural Santelisa Vale e a ONG Ribeirão Em Cena, tem a honra de apresentar, o espetáculo PEDREIRA DAS ALMAS....
E agora, era diferente... VALSA Nº 6! Isso foi anunciado naquela sexta-feira. O melhor foi ouvir o nome BIANCA GONÇALVES, que há poucos meses atrás estava envolvida no mesmo projeto que eu, que aliás, fazia a filha de minha personagem.
Sim, meu coração se emocionou ao ver que em tão pouco tempo os frutos estavam sendo colhidos. E o melhor, por alguém que eu tanto gosto, que conviveu intensamente comigo no último ano e especialmente no mês de janeiro 2009.
Tocaram os três sinais. O silêncio se fez por completo. Ela começou a tocar uma música no piano (agora eu havia percebido o que ela fazia com meu teclado durante todo aquele tempo! rs). A música era linda e dava a atmosfera da peça, colocava tudo e todos na mesma vibração.
Após tocar um breve trecho, a Bianca se levantou e com aqueles olhos expressivos começou a dar o texto. Não somente seus olhos e sua boca falavam, mas todo seu corpo. Pude ver ali uma personagem, mas acima de tudo, sentia a felicidade daquela pequena ao começar uma etapa tão importante para ela naquele momento. E como a mãe que tem orgulho da filha, me emocionei, quase chorei! Meu corpo todo estremeceu.
Por um instante, lembrei-me de minha mãe, que disse ter chorado desde o momento que entrei no palco. Daí senti-me mãe . Eu não sei como é sentir-se mãe. Pude sentir um pouco disso em Pedreira, especialmente no momento em que Martiniano (meu filho) morria. O momento em que eu estava no palco, era mágico pra mim, pois me transformava em Urbana e por amar e compreender tanto essa personagem, eu realmente me sentia como ela.
Eu achava que era impossível ter essa sensação fora do palco, fora da atuação. Mas, no instante que vi a Bianca, encenando, seus olhos reluzentes, felizes, senti-me como que dentro da própria peça. Ela conseguiu despertar em mim a vontade de fazer parte ainda mais desse universo mágico, do teatro. Senti orgulho por ela conquistar, tudo aquilo que era tão importante pra mim e mais ainda para ela, que sempre foi muito dedicada. A gente se dedica de verdade naquilo que ama!
A peça foi maravilhosa. Vi a evolução da Bia, principalmente no quesito que ela tinha mais dificuldade, a dicção. O trabalho intenso realmente havia dado mais corpo e presença para ela.
Sei que sou suspeita para falar, pois além de amar esta arte e fazer parte dela, amo também essa pequena, que é tão importante para mim! Que levante alguém e diga o que sentiu, garanto que esse sentimento estava presente pelo menos em 90% das pessoas. Mesmo nas que não sabem o que significa tudo isso, essa magia percorria seus corpos e dava a precisão do que o teatro significa!
Não sei mais o que dizer. O nó na garganta me impede e faz com que meus pensamentos e minhas mãos trabalhem descompassados! Falta-me habilidade para colocar aqui tudo que se passa pela minha cabeça.
Eu finalizo dizendo, o quanto aquela sexta, o sábado e o domingo foram importantes para mim. Fiquei feliz e orgulhosa como a mãe fica de seu filho, quando vê que encontrou seu caminho. E também por fazer parte de algo tão grandioso, representado tão bem, por uma das melhores pessoas, pois esta pessoa ama de verdade o teatro!
Bia, espero que possamos caminhar juntas por um tempo ainda e que o teatro não saia nunca de nossas vidas!
Em especial, obrigada Gilson e todos que fazem parte desse maravilhoso projeto! Vocês trouxeram novamente à minha vida e a de tanta gente, a razão de viver! Parabéns Ribeirão Em Cena! Parabéns Júlio pela direção. E mais uma vez... PARABÉNS BIA!!!

Gabriela Grecco
FEV 2009

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Barebacking' cresce no Brasil e torna-se caso de saúde pública

MEU DEUS!!!!!
ONDE CHEGOU O SER HUMANO!!!
É CLARO, QUE UM SER QUE MATA A NATUREZA E OS ANIMAIS, POR PRAZER E POR PODER E AINDA DÁ A DESCULPA DE NECESSIDADE, DE CULTURA, SÓ PODERIA CHEGAR A ESTE PONTO!!! MATAR A PRÓPRIA ESPÉCIE, PROVOCAR DOR E SOFRIMENTO EM NOME DO PRAZER! E O PIOR, COM O CONSENTIMENTO UNS DOS OUTROS!
ISSO É HOMICÍDIO, ISSO É SUICÍDIO, ISSO É TRANSGRESSÃO À QUALQUER LEI NATURAL!!!
NESSAS HORAS EU ME LEMBRO DE JESUS! SERÁ QUE ALGUÉM SE LEMBRA QUE ELE PASSOU POR AQUI, SERÁ QUE ALGUÉM SABE QUE ELE EXISTIU???
NÃO É POSSÍVEL! ALGUÉM QUE SOFREU TANTO POR NÓS E CONTINUA SOFRENDO, NEM AO MENOS É LEMBRADO, POIS TUDO QUE ESTAMOS VENDO NO MUNDO É COMO SE NÃO SOUBESSEMOS DE NADA, DE NENHUM ENSINAMENTO, DAS LEIS DIVINAS....

A GENTE ACHAVA QUE JÁ ERA DEMAIS TER GUERRA, INJUSTIÇA, MORTE, CRUELDADE... MAS ISSO, SINCERAMENTE, NÃO É COMPREENDÍVEL!

COMO DIZIA UM GRANDE CIENTISTA, FILÓLOFO E VEGETARIANO (EU ACHO QUE ERA DA VINCI): QUANDO OS HOMENS ACABAREM COM TUDO À SUA VOLTA (NATUREZA, ANIMAIS), ELES SE DESTRUIRÃO!


ENFIM... NÃO CONSIGO FORMULAR MEUS PENSAMENTOS AGORA, ESTOU MUITO ABISMADA!


BOM, LEIAM TODO O ARTIGO E PASSEM AOS SEUS AMIGOS, EU PEÇO ENCARECIADAMENTE!

UMA ÓTIMA SEMANA!

BJSS
GABY!

PS: OBRIGADA DANI PELO E-MAIL INFORMATIVO!



Vagner Fernandes, Jornal do Brasil

RIO - "Procuram-se HIVs". Impresso em um caderno de classificados dos jornais das grandes metrópoles, o anúncio não passaria despercebido. Do ponto de vista conceitual, HIV é uma sigla que desperta interesse e hostilidade, fascínio e medo, compaixão e ódio.

Estigmatizada até então como o acrônimo da morte, ela vem ganhando novos contornos etimológicos devido a um grupo de homens que praticam sexo com homens (os HSH), absolutamente crentes na teoria de que o vírus da Aids, se contraído numa relação sexual, pode trazer benefícios para seu cotidiano, libertando-o, de uma vez por todas, do uso do preservativo, aumentando o prazer, proporcionado uma liberdade só experimentada no auge da revolução sexual, na década de 70.

A teoria foi posta em prática. E tem nome: "barebacking" (derivado da palavra barebackers, usada em rodeios para designar os caubóis que montam a cavalo sem sela ou a pêlo).

O termo ficou conhecido internacionalmente como uma gíria para o sexo sem camisinha, praticado de preferência em grupo, em festas fechadas, por homens sorodiscordantes (HIVs positivos e negativos).

"Coisa de macho", garantem os adeptos. O movimento cresce no Brasil, de forma assustadora, e tornou-se uma questão de saúde pública e motivo de preocupação social.

O Jornal do Brasil teve passe livre em dois desses encontros, batizados de bare party (festa bare).

É a primeira vez que um veículo de comunicação ingressa em reuniões nas quais o leitmotiv, ou fetiche, é praticar sexo com pessoas desconhecidas, que possam, acima de tudo, ser soropositivas. Às cegas, todos são guiados apenas pelo que sentem. E, para facilitar a comunicação, criaram um vocabulário próprio.

Festa da conversão

As orgias são chamadas de conversion parties ou roleta-russa. Entre os convidados, há os bug chasers (caçadores de vírus), o HIV negativo, que se lança ao sexo sem camisinha, e os gift givers (presenteadores), os soropositivos que se dispõem a contaminar um negativo.

São esses os responsáveis por entregar o gift (presente), o vírus.. Quem participa de encontros bare confirma: o prazer sem barreiras é o que importa. Quanto à Aids, eles não encaram mais a doença como mortal, porém crônica, com tratamento à base do coquetel.

A contaminação, portanto, elimina o medo e apresenta uma perspectiva futura da naturalidade do contato pleno.

Sou um barebacker assumido – dispara R. H.., 31 anos, geógrafo e cientista social, com pós-graduação nas duas áreas.

– Eu odeio camisinha. Acho uma m... É terrível interromper o sexo para colocá-la. Acaba com o meu prazer. No mais, o bare, para mim, é um fetiche. Eu gosto, apesar de ter contraído o vírus da Aids numa festa.. Mesmo assim, faria tudo de novo. Não me arrependo.

A declaração aterroriza, preocupa. E só mesmo ingressando no singular mundo dos barebackers para comprovar o que depoimentos, documentários, teses, livros e outros elementos que abordam o tema tentam desvendar ou explicar.

Na maioria das vezes, não conseguem. O que se testemunha numa festa bare está além da imaginação humana, supera os delírios e o surrealismo de Fellini em obras como Satyricon, ultrapassa a sordidez e o ceticismo pasoliniano em Saló ou 120 dias de Sodoma. Não há limites. De verdade.

A constatação pôde ser feita em encontros programados para homens de grupos sociais distintos. Na Ipanema da bossa nova, de gente chique "pulverizada" de Dior, Prada, Gucci, Kenzo, Gaultier e Armani, a reunião começa às 22h num casarão de uma das mais movimentadas e conhecidas ruas do bairro.

A mansão, de três andares, é fechada especialmente para a ocasião. O décor é sofisticado. No primeiro pavimento, paredes brancas contrastam com sofás vermelhos. TVs de plasma 42' exibem clipes de Madonna, Beyoncé, Cher, Christina Aguilera ou filmes com astros e estrelas de Hollywood.
As luminárias brancas rebatem a luz dicróica contra a parede, gerando clima de aconchego, e o bar, com bebidas importadas em sua maioria, está sempre livre. Ninguém fica sobre balcão. Não há tumulto. Claro, é uma festa para pessoas escolhidas a dedo, para poucos, no máximo 60 convidados, informados por e-mail.

Há regras, e elas são claras. É condição sine qua non ficar nu ou no, máximo, com uma toalha (cedida pela produção do evento) amarrada na cintura. Quem se recusa é convidado a se retirar.

Outra exigência: o sexo tem de ser praticado nos ambientes comuns de convivência. Ou seja, nada de se trancar em banheiro, em cozinha, em quarto. Ali, todos estão para ver e serem vistos.

E o ritual começa na entrada, quando os participantes tiram a roupa e guardam as peças em um armário, trancado com chave numerada. O funcionamento é semelhante ao de termas, masculinas ou femininas.

A medida, na verdade, serve para evitar a circulação com dinheiro e cartões de crédito. É precaução. Os que desejam consumir bebidas ou aperitivos, apenas transmitem ao barman o número assinalado na chave.

Os itens são lançados no computador e, no fim da festa, a conta é paga no caixa. O mecanismo lembra o adotado por boates e bares do eixo Rio–São Paulo, com suas tradicionais cartelas de consumação mínima. Só que numa festa bare, a bebida ajuda, os petiscos "fortalecem", mas não são peças-chave para o divertimento.

Circulando pelos outros andares, a prova: na sala de vídeo, um jovem de cerca de 20 anos se entrega ao prazer, cercado por três homens.

Nenhum deles usa preservativo. A cena é chocante. O rodízio de papéis, durante o ato sexual, é comum nessas festas. Faz parte do jogo. O quarteto não frustra as expectativas dos voyeurs reunidos na porta da sala.

Como "astros do sexo", diante de câmeras e de uma equipe de produção, atuam com vontade em uma performance longa, nada convencional, sem limites. Quem se propõe a ficar sob os holofotes sabe o risco que corre.

Mas é a sensação de perceber a adrenalina disparar e o coração bater aceleradamente devido ao unsafe sex (sexo inseguro) sem pudores e em público que os impulsiona.

Um deles podia ser gift giver e os outros bug chasers. Ou vice-versa. A probabilidade de o gift (o vírus) estar ali, entre eles, era grande. Ninguém se importava.

Quando terminou a primeira das muitas rodadas de sexo, o boy toy lover (brinquedo sexual) do trio foi jogar paciência em um dos quatro computadores, com internet liberada, instalados no segundo andar.
As pessoas perdem a noção do perigo em busca do prazer – explica Jorge Eurico Ribeiro, 40 anos, coordenador de Estudos Clínicos da Fiocruz.

– E o conceito de barebacking se perdeu. Originária da Califórnia, a proposta é a de festas em que um ou mais participantes, sabidamente positivos, são convocados por um produtor para praticar sexo com os convidados sem o uso de preservativos. Todos têm ciência de que, na reunião, há portadores de HIV. O fetiche consiste exatamente na possibilidade de contrair ou não o vírus. Só que, atualmente, há quem acredite que as festas bare são simplesmente um evento para o sexo sem camisinha com participantes negativos, o que é um grande equívoco.

Ribeiro analisa que os barebackers que não apresentam o raciocínio da conversão imaginam, de fato, que, uma vez soronegativos, se limitarem seus relacionamentos com pessoas igualmente soronegativas, estarão fora do risco. Definitivamente não estão.

Há o espaço de tempo de variável (conhecido como janela imunológica) em que um indivíduo já contaminado pelo HIV pode ter resultados de exames laboratoriais de soronegatividade, ou seja, resultados falso-negativos. Testes HIV não são tão matemáticos como se supõe.

No Brasil, o obscuro universo do barebacking é pouco discutido publicamente por especialistas em sexualidade humana. Ainda não há estudo com precisão estatística sobre o número de praticantes, independente de orientação sexual.

No entanto, os relatórios do Ministério da Saúde com dados de infectados pelo HIV, de 1980 a junho de 2008, dão a pista. Os casos acumulados de Aids no país nesse período foram 506.499. Desses, 333.485 (66%) são homens e 172.995 (34%), mulheres. Em 2007, registraram-se 33.689 novos portadores.

Homo, bi ou hetero, todos praticaram sexo sem camisinha. A irresponsabilidade tem preço. E alto. Dos cofres públicos do governo federal saem cerca de R$ 1 bilhão por ano para tratamento exclusivo de soropositivos. Um paciente consome de R$ 5.300 a R$ 26.700 por ano. Cerca de 20 mil pessoas infectadas iniciam tratamento com anti-retrovirais no país, anualmente.

– Sinceramente, não me preocupo com essa questão e nem me sinto culpado. Não estou nem aí em ser um ônus para o governo – enfatiza R.. H.

O Federal Health Research (centro de pesquisas de saúde), órgão governamental americano, divulgou recentemente a informação de que muitos homens com comportamento homossexual, bem como agentes de prevenção contra o HIV, confirmaram que a prática de sexo inseguro está se tornando cada vez mais comum.

Um estudo com 554 homens assumidamente homo ou bissexuais, residentes na Califórnia, apontou que 70% estavam familiarizados com o termo barebacking e que 14% já o haviam praticado, muitos em relacionamentos extraconjugais.

De acordo com a pesquisa, dos homens HIV positivos que participaram do estudo, 22% declararam ser barebackers e 10% dos negativos também tinham feito sexo inseguro nos últimos dois anos.

Não há informações sobre qual o número de pessoas em geral (homo, bi ou hetero) que pratica sexo inseguro nem sobre que motivos as levariam à auto-exposição.

Interesse dos jovens

Nas principais metrópoles, o fenômeno tem chamado a atenção de jovens. Comunidades sobre o tema se espalham por sites de relacionamento como o Orkut. No Rio e em São Paulo, a adesão ganha força.

Na indústria pornô, os filmes bare são os mais procurados. No YouTube, as postagens com cenas de sexo sem o uso de preservativos lideram o ranking das mais assistidas. Muitos dos que não praticam ou não têm coragem para fazê-lo buscam o prazer lançando mão de DVDs ou de vídeos na internet. O conceito de barebacking se dissemina.

Colocar-se frente à possibilidade de contágio do HIV por meio do barebacking traz motivações psicológicas que podem ir do sadismo ao masoquismo. A possibilidade de uma relação sexual mais livre, com maior contato íntimo e afetivo pode estar encobrindo uma caráter suicida – avalia Paulo Bonança, sexólogo e psicólogo, membro da Sociedade Brasileira de Estudos da Sexualidade Humana e da Associação Brasileira para o Estudo da Inadequação Sexual.

Risco assumido

HIV positivo, o administrador T.W., 45 anos, ratifica a análise de Bonança. Para ele, os adeptos do movimento sabem os riscos da superexposição e, alguns, ressalta, desejam o contágio conscientemente:

– Quem pratica sexo sem preservativo não pode ser considerado ingênuo. Tenho um amigo casado com soropositivo. Ele pediu ao parceiro que o contaminasse. Disse que era por solidariedade, mas acho que é masoquismo.

As observações de Bonança e T.W. foram comprovadas pelo JB em outra festa com a mesma proposta. Dessa vez, na Zona Oeste, a mais de 60 km da reunião em Ipanema.

O encontro, realizado mensalmente em um sítio, é batizado de Vale Tudo e está em sua 17ª edição. De sunga, de cueca ou nus, exigência para entrar, os participantes se divertem ao som de funk. Dos inocentes à la Perlla aos proibidões, compostos pela "galera da comunidade". Agora não há TVs de plasma, luz ambiente, bebidas ou petiscos sofisticados. Computador?

Nem pensar. É uma zona praticamente rural. O bar improvisado oferece cerveja em latão, sopa de ervilha, salsichão na brasa, batata frita na hora e campari. O sexo, claro, também é praticado sem timidez.

Na varanda do casarão, na sala, nos quartos, na piscina, na grama. O produtor avisa, na entrada, que os preservativos estão disponíveis.

Percebe-se o zelo pela prevenção. A maioria, no entanto, dispensa, sobretudo em se tratando de sexo oral.

As situações são muito parecidas com as da festa na Zona Sul. Geralmente, dois dão o sinal verde e, em poucos instantes, como num formigueiro, três, quatro, cinco ou dez estão reunidos em busca do prazer.

Há um ano e meio, Igor (codinome de J.C., 42 anos, professor dos ensinos fundamental e médio) produz em sociedade com Renato (A.F, 40 anos, militar), a Vale Tudo.

Garante que o encontro não incentiva o bare, é freqüentado só por maiores e que o uso de drogas é proibido. Esses são dois de cerca de 20 itens de uma espécie de manual enviado por e-mail aos convidados.

Ainda está registrado na mensagem:

- Sexo liberal entre todos. A formação de casais ou grupinhos é censurada. Estamos numa orgia e não num consultório matrimonial.

– Menor, cocaína, ecstasy, crack, maconha ou qualquer outra droga são vetados. Mas sempre há os que usam discretamente. Como posso controlar o que os convidados fazem? Se eu vir, peço que se retirem. Mas não vou colocar seguranças. Isso desconfiguraria a proposta da festa. São adultos. Cada um é responsável por seus atos – frisa Igor.

Mesmo sem ser em orgia, quem não usa proteção é 'barebacker'

A prática do sexo sem o uso de preservativo continua a conquistar novos adeptos. As campanhas milionárias do Ministério da Saúde sobre o tema não têm sido lá tão eficazes como deveriam.

E apesar do conceito de barebacking estar associado a orgias freqüentadas por homens que praticam sexo com homens, qualquer pessoa, independentemente de orientação sexual, que busca o prazer sem lançar mão de camisinha é um barebacker.

Também corre o risco de ser infectado, ainda que não seja um participante assíduo das conversion parties, as polêmicas e inconseqüentes festas de roleta-russa, nas quais os convidados brincam com a possibilidade de contrair o vírus HIV.

- Como expliquei, a conceituação de barebacking se transformou ao longo dos anos – ressalta Jorge Eurico Ribeiro, coordenador de Estudos Clínicos da Fiocruz.

Todos os que praticam sexo sem preservativo, seja homo, bissexual ou hetero, podem ser considerados, atualmente, um bare.

Risco permanente

Ribeiro destaca a necessidade de de todos os que se lançam ao sexo sem camisinhas refletir sobre o polêmico tema e as conseqüências da prática. Os familiarizados com o termo e o movimento partem para o simples "sou contra" ou "sou a favor", estabelecendo-se, assim, dois lados que se mostram inconciliáveis justamente pela falta de consenso sobre a inconseqüência com que muitos homens praticam o unsafe sex. A discussão vai além.

- É importante se informar, pensar e decidir o que se pretende com isso. Ter uma vida saudável passa longe do exercício do bare. A decisão, claro, é exclusivamente pessoal. Da mesma forma que escolheram a orientação sexual, podem assim decidir o que fazer com o próprio corpo - assinala

Números divulgados pelo Ministério da Saúde sedimentam a análise do pesquisador. Em 1996, no Brasil, o índice de heterossexuais com mais de 13 anos contaminados pelo HIV era da ordem de 22,4% do total de 16.938 infectados.

Até junho deste ano, esse percentual saltou para 45,7%. Entre os homo/bissexuais houve uma redução de 32,5% (em 1996) para 27,4% (junho de 2008).

Preço mais alto

Garoto de programa desde 2005, Gabriel Chaves, 22 anos, afirma ser heterossexual e ter namorada. Mas assume que, quando um cliente oferece um valor maior do que o cachê estabelecido para praticar sexo sem preservativo, não pensa duas vezes:

– Tem uns que dobram ou triplicam o valor. Eu não tenho como recusar. Com mulher também é assim. Há homens que pagam mais para transar com elas no pêlo. É um risco, mas eu, por exemplo, procuro conversar antes e, aos poucos, perceber a qualidade do cliente – conta.

Gabriel não foge à regra dos barebackers e poderá fazer parte da estatística no futuro. Embora se autodenomine heterossexual, integra o grupo HSH (Homens que praticam sexo com Homens).

Há 12 anos, o percentual de HSHs infectados era de 24%. Uma década depois, em 2006, eles já somavam 41% do total de soropositivos naquele ano.

Aumento dos índices

Em 2004, a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas Sexuais do Ministério da Saúde apontou que o índice estimado de HSHs no Brasil, entre 15 a 49 anos, era da ordem de 3,2 % da população, ou cerca de 1,5 milhão de pessoas.

A partir dessa base populacional, a pesquisa calculou a taxa de incidência da Aids nesse grupo. Foram constatados 226,5 casos para cada 100 mil pessoas. Esse índice é 11 vezes maior do que o da taxa da população geral (de heteros), que é de 19,5 casos por grupo de 100 mil.

O crescimento no número de casos, sobretudo entre os homens, está relacionado ao fato de que toda uma geração, que jamais havia tido contato direto com a Aids, atingiu uma faixa etária sexualmente ativa. Bombardeados por campanhas em favor do uso do preservativo, acabaram desenvolvendo uma certa "imunidade" a elas, crendo que a doença não é um "bicho tão feito quanto pintam".

Quando remédio é desculpa para ficar doente

Difundida principalmente nos Estados Unidos (Califórnia, em primeiro lugar) e na Europa, a prática do barebacking é polêmica.

Os adeptos do bare alegam que, em função dos avanços atuais relacionados ao tratamento anti-HIV e à facilidade de acesso a ele, caso sejam contaminados não perderão em qualidade de vida.

- Temos os anti-retrovirais, medicamentos que inibem a reprodução do vírus e potencializam o sistema imunológico. Isso impede o surgimento de enfermidades oportunistas (Aids) - ressaltam.

Eles ainda defendem como ponto positivo para não abrir mão da prática o fato de a ansiedade e a angústia frente ao possível contágio pelo HIV desaparecerem, assim que se descobrem soropositivos. Isso é sinônimo de libertação, pois que o uso do preservativo passa a ser descartado.

O barebacker está à procura da relação sexual mais livre, com maior contato íntimo e afetivo. As conseqüências, no entanto, relacionadas à prática nem sempre se traduzem de forma positiva, como supõem seus praticantes. Anti-retrovirais não são os únicos responsáveis pela qualidade de vida de um HIV.

Quando expostos, de forma freqüente, a relações de alto risco, os soropositivos podem sofrer o que se chama de "recontágio", uma nova contaminação, acarretando aumento da carga viral e desencadeamento de queda de imunidade e sintomas.

Além disso, têm grande chance de contrair outras DSTs, tais com sífilis. Isso, certamente, dificultará o tratamento.

"Montar a pêlo", a tradução literal para barebacking, seria uma lenda urbana se não houvesse comprovação real da prática.

A terrível tendência de comportamento existe. Há, de fato, homens, na maioria homossexuais, que querem ser infectados pelo HIV e outros que têm o prazer de ajudá-los a tornar esse desejo realidade.

Psicólogos, antropólogos e sociólogos teorizam sobre distúrbios de comportamento ou disfunção social. Para o resto do mundo, não passam de estúpidos ou patéticos.