quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A sutileza que me falta

A sutileza, na maioria das vezes é algo que não me pertence
A nobreza se um dia pousou por aqui, há muito se esvaiu
A delicadeza dos traços ou da pele, nada tem a ver com meus pensamentos
Insanidade é teu nome
Insana sou, insana fui
Mas hoje essa insanidade é menos pensada e menos vivida que tempos atrás
Minha insanidade muitas vezes tem nome
Minha insanidade tem muitas fases
Quantas fases ei de ter?
Quantas serei eu?
A sutileza que me falta me corrói o Ser
A brutalidade, que teima em aparecer nas horas menos propícias
Brutalidade que também muito me ajudou, me salvou
Neste misto de delicadeza e braveza, vivo em ondas
Ondas tempestivas
Ondas ressentidas
Ondas leves
Sutis
Hora sou mar
Hora sou rio
Água corrente
Parada
Um ciclo vicioso de ser e fazer
Não ser, não fazer
Os velhos padrões e hábitos, mais do que nunca, não me servem mais
Novos atos
Atos malucos
Que bem não me fazem
Onde está aquela minha clareza
Onde está meu foco?
A sutileza que me falta me corrói
Ela vem em momentos nada propícios
Ela vem quando menos preciso
Coragem ainda não me falta
Mas ação, como me falta ação!
E como me sobra também!
Essa inercia doída
Esses atos impensados
Quanto sentimento há dentro de mim!
Quanta sujeira que trago
Quanta limpeza tento fazer então
Tento o equilíbrio em vão
Tudo se movimenta, tudo transborda
Creio que essa possa ser uma ação
Para que o frívolo vá embora!
Essa sutileza que anda me faltando
Anda aos poucos me matando
Nunca fui assim
Nunca!
Depois de todo esse balanço, essa tempestade
Quantas terei em mim?

Gabriela Grecco
26/11/2015

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