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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

MULHERES DA HISTÓRIA [SÉRIE] - NANCY WAKE

Morre heroína australiana da Segunda Guerra Mundial

Nancy Wake ajudou aliados e judeus a escapar do regime nazista.

Australiana morreu em Londres aos 98 anos.

Da EFE
Nancy Wake, em foto de 2004, após receber uma de suas condecorações. (Foto: Adam Butler / AP) 
Nancy Wake, em foto de 2004, após receber uma
de suas condecorações. (Foto: Adam Butler / AP)


A australiana Nancy Wake, a mulher mais condecorada pelos aliados durante a 2ª Guerra Mundial, morreu no domingo (7) em Londres aos 98 anos, informou a imprensa local.
Nascida em 1912 em Wellington, na Nova Zelândia, e criada em Sydney, Austrália, se mudou para a França em 1932 e pouco depois, após a invasão do país em 1940, se uniu às forças de resistência para ajudar aos aliados e a centenas de judeus a escapar do regime nazista.
Wake fugiu para o Reino Unido depois que foi incluída na lista de pessoas mais procuradas pela Gestapo, que a chamava de 'rata branca' por sua habilidade em fugir.
Ali recebeu treinamento como espiã nas forças especiais britânicas antes de retornar para a França para trabalhar com a Resistência nos preparativos do Dia D, o desembarque aliado na Normandia em junho de 1944.
Ao terminar a guerra descobriu que seu marido, o empresário francês Henri Fiocca, foi torturado e executado em 1943.
Casou-se anos depois da guerra com o piloto australiano John Forward, com quem se mudou para a Austrália. Em 2001, decidiu retornar ao Reino Unido.
A primeira-ministra australiana, Julia Gillard, disse que 'Nancy Wake foi uma mulher de valor excepcional', enquanto a ministra neo-zelandesa de Assuntos dos Veteranos, Judith Collins, assinalou que 'o mundo perdeu uma mulher valente'.

Condecorações
Wake, de origem neozelandesa, foi condecorada pela França com o maior reconhecimento militar, a 'Legião de Honra', por sua atividade na Resistência Francesa, além de receber três medalhas da 'Cruz de Guerra' e a 'Medalla da Resistencia'.
Também recebeu a 'Medalla George' do Reino Unido, a 'Medalha da Liberdade' dos Estados Unidos e, em 2006, a 'Insígnia RSA', da Nova Zelândia.
Em 2004 foi agraciada com a 'Companhia da Ordem da Austrália' apesar das reservas no Exército que assinalaram que Wake não tinha servido nunca nas forças armadas australianas e que anos antes disse aos comandantes militares da Austrália que introduzissem as medalhas 'onde os macacos guardam as nozes'.
De acordo com seu desejo, Wake será cremada e suas cinzas espalhadas na localidade de Montlucon, no centro da França.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/08/morre-heroina-australiana-da-segunda-guerra-mundial.html

domingo, 11 de abril de 2010

MULHERES DA HISTÓRIA [SÉRIE] - FERNANDA MONTENEGRO


Atriz, Arlete Pinheiro Esteves (nome de batismo) nasceu em 16 de outubro de 1929, no Rio de Janeiro. Aos 15 anos passou no teste de uma rádio, no qual foi selecionada e trabalhou durante 10 anos como atriz, locutora e redatora. Nesta época adotou seu nome artístico. No teatro profissional estreou em 1950 com a peça AS ALEGRES CANÇÕES DA MONTANHA de Lucien Luchaire. Fernanda foi precursora da televisão brasileira nas encenações de clássicos do teatro transmitidos ao vivo pela TV TUPI.
No teatro, Fernanda Montenegro ganhou o prêmio de atriz revelação da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, em 1952, por seu trabalho nas peças Está lá fora um inspetor, de J.B. Priestley, e Loucuras do Imperador, de Paulo Magalhães. Ainda na década de 1950, fez parte da Companhia Maria Della Costa e do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC).
Pelo filme CENTRAL DO BRASIL, recebeu o Urso de Prata de melhor atriz do FESTIVAL DE BERLIM de 1998 e o GLOBO DE OURO de 1999. Pelo mesmo filme foi a primeira atriz latino-americana a receber uma indicação ao Oscar de 1999 na categoria de melhor atriz. Além disso tudo, Fernanda foi militante na época da ditadura.
É considerada tanto pelo público como pela crítica como uma das grandes damas do teatro, TV e cinema de todos os tempos. Recentemente foi eleita a melhor atriz do Brasil.
Eu tive o cuidado de contar os trabalhos feitos pela atriz em seu site oficial e pasmem! Foram 57 peças de teatro, 16 filmes e 14 novelas e minisséries. Além de cerca de 170 teleteatros, segundo descrito no próprio site!
Sabemos que Fernanda Montenegro não é somente uma excelente atriz, é uma intelectual, humanista e militante dos direitos sociais de maior gabarito.



Fontes

Dicionário Mulheres do Brasil (de 1500 até a atualidade, biográfico e ilustrativo)

http://www2.uol.com.br/fernandamontenegro/home.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernanda_Montenegro

sexta-feira, 9 de abril de 2010

MULHERES DA HISTÓRIA [SÉRIE] - ELZA MONNERAT


Ativista política, Elza Monnerat nasceu no dia 19 de outubro de 1913, na cidade de Bom Jardim, RJ. Em 1945, com o fim do Estado Novo, tomou parte na campanha pela anistia dos presos políticos; logo a seguir ingressou no Partido Comunista do Brasil (PCB).
Como militante do PCB, participou da campanha pela convocação da Assembléia Nacional Constituinte e, mesmo após a decretação da ilegalidade do partido, em 1947, das campanhas contra a intervenção militar dos EUA na guerra da Coréia. No início da década de 1950, tomou parte também nas campanhas por aumento salarial, contra a carestia e pelo monopólio estatal do petróleo. A partir de 1956, com a denúncia dos crimes de Stalin e divergências do partido, Elza juntou-se ao grupo que abandonou o PCB para formar o PC do B.
Após o golpe militar de 1964 abandonou seu emprego e entrou na clandestinidade. Foi encarregada de difíceis missões, como a de montar 'aparelhos' onde a direção do Partido pudesse se reunir em segurança e onde seus integrantes pudessem viver escondidos, cuidando também do deslocamento dos militantes entre estes endereços Em 1967, foi para a região do Araguaia, onde ficou até 1972. Sua função era escolher a área onde o partido pudesse implantar a guerrilha rural destinada a combater militarmente a ditadura, em seu projeto de estabelecer um governo socialista no país. Estabelecida como pequena comerciante, junto com outros militantes, e conhecida do povo local pelo codinome de 'Dona Maria', passou os anos seguintes transportando militantes do sul do país até a região escolhida, no local conhecido como Bico do Papagaio, ao longo do rio Araguaia, e fazendo a ligação entre os militantes da guerrilha com a direção central em São Paulo. Voltou para São Paulo e foi presa pelos militares no dia 16 de dezembro de 1976, com outros dirigentes do PC do B. Permaneceu presa até 1979, quando foi beneficiada pela lei da Anistia.
Sem dúvida alguma, um exemplo de Ser Humano, que lutou e sofreu pelo bem comum!

Fontes:

Dicionário Mulheres do Brasil (de 1500 até a atualidade, biográfico e ilustrativo)

http://pt.wikipedia.org/wiki/Elza_Monnerat