domingo, 6 de dezembro de 2020

Duas de mim

Dentro de mim sou duas
A que levanta e luta
E a que está estática 
Dentro de mim sou duas
A que sorri e tem fé 
E a que chora desesperada 
Dentro de mim sou duas
A que não aceita muita coisa
E a que abaixa a cabeça e se humilha 
Dentro de mim sou duas
A que tem segurança 
E a insegura 
Dentro de mim sou duas
A que ama
E a que odeia
Dentro de mim sou duas
A que é amada
E a que tem que implorar por amor
Dentro de mim sou duas
A que é lembrada
E a que é esquecida
Dentro de mim sou duas
A primeira opção 
E a única opção 
Dentro de mim sou duas
Uma companheira
E a conhecida
Dentrode mim sou duas
A que sem importa
E a que liga o foda-se
Dentro de mim sou duas
A que coloca um ponto final
E a que deixa tudo como está
Dentro de mim sou duas
A que sabe o que viu
E a que deixa pra lá 

Dentro de mim sou duas tantas vezes
Às vezes três ou quatro 

Às vezes mais uma do que outra

Sou o resultado do externo 
E do interno

Já comandei mais
Hoje, sou mais comandada


E Dentro de mim ainda sou duas


A que quer tanto viver
E a que quer partir


Serei duas pra sempre?
Serei uma?
Ou nenhuma ...?


Gabriela Grecco 

Sinceridade

Pedimos por sinceridade 
Clamamos pela verdade
Mas, o que doi mais
A verdade ou a falsidade?



Gabriela Grecco 


sábado, 31 de outubro de 2020

O Rio

O rio corre suave
Límpido 
Calmo
Resplandecente 
Cristalino
Suas águas limpam tudo
Seu toque suaviza o grosseiro 
Ele corre naturalmente 
Faz somente o que tem que fazer
Traz harmonia 
Traz paz
Mas, onde está o rio?
Pára? Dentro?
Um dia distante 
Outro perto
Não sei onde encontrar-lo
E muitas vezes o encontro 
Dentro de mim
Fora de mim 
Não hoje 
Ou sim!

Gabriela Grecco


segunda-feira, 25 de maio de 2020

Coração

Coração pulsa
Bate
Coração cansado
Coração pulsa
Bate
Coração acelerado
Coração pulsa
Bate

Bate
Bate
Bate
.......

Gabriela Grecco


sábado, 21 de março de 2020

INDIFERENÇA

SÓ HÁ INDIFERENÇA QUANDO HÁ ALGO PARA SER INDIFERENTE.
QUANDO NÃO HOUVER ALGO EM QUESTÃO, SERÁ DIFERENTE?

AS COISAS QUE MAIS NOS FAZEM FALTA NÃO EXISTEM MAIS...




GABRIELA GRECCO

sexta-feira, 20 de março de 2020

Boa Noite

Boa noite pessoal!
Postei no mês passado o primeiro conto. Esse mês não consegui ainda dar continuidade.
Não quero deixar a série de contos como algo fixo, a minha ideia inicial era essa, mas acredito que posso escrever os contos quando minha intuição disser que sim.
Gostei muito da experiência! Quero deixar os contos assim como os poemas, de forma natural e intuitiva.
Espero que compreendam e continuem apreciando o blog.
Que todos possam viver da melhor forma esse momento delicado que vivemos!
Cuidem-se!
Bom final de semana!

Gaby

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

NÃO MENDIGUE

NÃO MENDIGUE CARINHO, AFETO, ATENÇÃO, AMOR!
SE É MENDIGADO NÃO É VERDADEIRO.
EM TEMPOS DE CELULARES, REDES SOCIAIS, PESSOAS E RELACIONAMENTO IDEALIZADOS, POUCOS OS QUE RECEBEM AS SOBRAS DE AMOR E ATENÇÃO.
QUE CADA UM TENHA O AFETO DE QUEM MERECE.
SE DÃO AOS OUTROS E NÃO DÃO A TI, SAIBA QUE OS SEMELHANTES SE ATRAEM. NÃO ESTÁ NA SUA SINTONIA ESSE AFETO.
ESPERE! CARINHO PURO E VERDADEIRO CHEGARÁ PRA VOCÊ. EM BREVE!






quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Aquela Senhora [SÉRIE - CONTOS] - 3

Oi pessoal!
Essa é a penúltima parte do conto. Quem quiser saber o desfecho final me envie e-mail para os endereços grecco.gabriela@hotmail.com e grecco.gabriela85@gmail.com, que por um valor simbólico eu envio o final.
Espero que estejam gostando :)


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Fiquei em choque. Era a mesma mulher! Com a mesma idade, a mesma aparência! Só não estava com a mesma roupa. O site dizia que ela era uma espécie de guru, guia, sei lá o quê! Era terapeuta, médium e responsável por um espaço holístico em Minas Gerais. Esse espaço tinha palestras, estudos, atendimento para pessoas com doenças físicas e psicológicas.
Mas, como eu havia visto essa senhora na minha frente???
Li mais sobre ela no site. Ela era muito importante na sua área. Nasceu em 1930 e morreu em 2010!
Oi??? Morreu em 2010???
Como eu havia visto ela em carne e osso (pelo menos eu achava) na minha frente?!
Meu coração palpitava. Não acreditava no que estava lendo. Pesquisei sobre ela no google, entrei em vários sites e todos diziam que ela tinha morrido em 2010!
Eu vi um espírito? Eu nem acredito em espírito!!!
Minha mãe não acredita nessas coisas, aliás ela tem até raiva disso tudo e eu também nunca acreditei.
Mas se era um espírito mesmo, por que ela veio falar justo comigo?!
Ela foi uma pessoa importante, então devia ser um espírito importante também. O que queria comigo???
Continuei pesquisando sobre Espiritismo. Li vários artigos, sites, vi vários vídeos sobre. Era tudo muito interessante, como eu nunca tinha lido nada a respeito?
Já estava ficando tarde e minha mãe já tinha me dado bronca para tomar banho e dormir. A minha febre parece que tinha piorado. Depois de ir tomar banho, quase arrastada pela minha mãe, me deitei e conversei com ela que estava no quarto comigo.

- Mãe
- Oi?
- Eu fiz umas pesquisas...
- Sobre o quê?
- Sobre leitura de mãos... espiritualismo... espiritismo...
- Por que filha?
- Porque fiquei curiosa depois daquela senhora falar sobre aura e sobre ler minha mão.
- Júlia, esqueça isso filha.
- Mãe, me escuta.
- Ta... (disse incomodada).
- Fui lendo e pesquisando e achei algo (peguei meu notebook na mesa de cabeceira). Olha (descendo a página do site até a foto da mulher). É ela mãe. Essa é a mulher que eu vi.

Minha mãe não queria ver, olhou meio sem interesse. Quando ela viu a foto da senhora a sua face transfigurou. Seus olhos arregalaram, sua boca tremeu e ficou branca.

- Mãe, o que foi?
- Onde você encontrou isso?
- Em um site espiritualista. Mãe, por que você está assim?
- Não é possível. 
- O que foi mãe?
- Deve ser coisa da sua cabeça. Impossível você ter visto essa senhora (disse levantando da minha cama com a mão na cabeça e abrindo o outro braço, gesticulando).
- Você a conhece?
- Não... sim...
- Que é ela mãe?
- Como você achou isso?
- Não sei... uma pesquisa levou a outra e me levou a esse site!
- Impossível você ter visto essa mulher!
- Por que mãe?
- Porque...
- Ela está morta?!

Ela ficou sem reação, os olhos esbugalhados olhando para mim.

- Isso é impossível! Eu não acredito nisso!
- Mas eu vi mãe! De onde você a conhece?
- Pessoas mortas não aparecem pra gente Júlia!
- Eu pesquisei muito! Não acreditava também, mas estou começando a acreditar.
- Não Júlia! Não aparecem (ela estava alterada, incrédula e nervosa).
- Calma mãe. Por que você está tão nervosa???
- Por nada... (disse balançando a cabeça com a mão na boca, olhando pra baixo). Filha, você precisa descansar, vou pegar o remédio para baixar sua febre.
- Mãe me fala de onde você a conhece.
- Eu não conheço!
- Conhece!
- Foi só porque vi que ela está morta.
- Não mãe, eu só te mostrei a foto! Não disse que estava morta e você não leu isso ali.
- Júlia, você precisa dormir. Amanhã tem escola e você tem que melhorar.
- ME FALA MÃE (Aumentei um pouco o tom de voz)
- Ela é a sua avó!

Ela disse isso gritando, caindo de joelhos no chão e com lágrimas rolando rápido pelo seu rosto.

- Mãe (a levantei rapidamente e ajudei a se sentar na minha cama)! Como assim minha avó?! Minha avó mora há 10km daqui!
- Ela é a sua avó de sangue... (disse triste).
- O quê? 

Eu não sabia o que falar naquele momento e fiquei só olhando a minha mãe. Ela começou a chorar ainda mais, colocou o rosto no meu ombro. Eu nem sabia o que dizer... só passei a mão em seus cabelos. Minha cabeça estava confusa. Já me questionava o que havia acontecido e agora saber que minha mãe era adotada e que aquela senhora era o espírito da minha avó!
Era muita informação de uma vez só. Minha mãe chorava como uma criança. Eu nunca tinha presenciado algo assim. Ela que sempre foi uma pessoa tão forte, estava totalmente vulnerável naquele momento.

- Você quer falar sobre isso agora?
- Não...
- Posso dormir com você na sua cama?
- Pode filha... amanhã conversamos.

E saímos do meu quarto para o quarto dela. Ela foi tomar banho e eu fiquei na cama com a cabeça a mil.
Esperaria o dia seguinte para esclarecer tudo. Agora eu só podia apoiá-la. 
Essa história era ainda mais misteriosa do que eu imaginava e pelo visto eu tinha aberto uma caixa obscura para a minha mãe. Não sabia o que dizer, o que esperar e o fazer.
O dia seguinte diria como tudo seria. Agora só nos restava dormir. Se é que a gente conseguiria dormir...

[continua]

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Aquela Senhora [SÉRIE - CONTOS] - 2

Oi pessoal!
Desculpem pela ausência, tive problemas com a plataforma e só consegui acesso nesse final de semana! :/
Por isso, deixei para escrever no blog hoje que é o dia oficial da série.
A ideia é postar toda segunda um trecho do conto e na última semana, quem quiser ler o final da história, pode adquirir por um valor simbólico. Pulei duas semanas pelo problema com o blog, mas como eu me adiantei em uma semana nesse mês (postei no final de janeiro), ficamos apenas uma semana em atraso.
Vou postar agora o trecho da semana passada e quarta-feira posto o trecho dessa semana. Quem quiser ler o final (disponível na próxima semana) pode me pedir por e-mail e mediante depósito de um valor simbólico eu o envio por e-mail.
Bom, vamos lá!

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Em casa naquele dia eu não conseguia parar de pensar no que havia no ocorrido.
Que senhora estranha! Como ela sabia que eu deveria me atrasar um pouco mais para chegar ao colégio?
Tentei estudar, em 3 dias eu teria prova de geografia. Fiquei uma hora tentando me concentrar nos livros e matéria anotada em meu caderno. Se eu tive 20 minutos de aproveitamento foi muito!
Não sei porque estava tão desconcentrada e pensando tanto no que havia acontecido. O fato de alguém fazer o que fez na escola me chocou e muito, mas aquela senhora me chamava ainda mais atenção. Ela tinha algo familiar que eu não conseguia compreender.
Eu deveria estar muito fora de mim, porque até minha mãe notou. Não precisava de muito para ela notar que algo estava diferente, afinal, é mãe. E na hora do jantar, estávamos eu e ela sentadas à mesa, meu pai viajava à trabalho (como na maioria das vezes) e meu irmão mais novo estava passando a semana na minha avó paterna.
- O que foi filha?
- Nada mãe.
- Aconteceu alguma coisa?
- Não mãe...
- Você mal mexeu na comida. Está com o olhar distante. É pelo que aconteceu hoje no colégio?
- É... mais ou menos...
- Fiquei muito preocupada quando a escola ligou. Pensei que algo poderia ter acontecido com você. Me senti muito mal. Precisei até tomar remédio.
- Sinto muito mamãe. Você parecia tranquila...
- Tenho que parecer filha, mesmo quando não estou. Fui te buscar correndo e com o coração na boca!
- Está tudo bem mãe.
- Filha, pode me falar qualquer coisa. Converse comigo.
- Eu fiquei sim meio abalada. Mas...
- Mas?
- Hoje de manhã antes de ir pra escola eu vi uma senhora...
- Ela te fez alguma coisa?
- Não! Ela só era meio estranha.
- Estranha como?
- Sei lá... falava de aura.
- Aura? O que ela disse?
- Que era muito bonita. Prata azulado.
- Ai filha, essas pessoas dizem muitas bobeiras.
- Você não acredita em aura?
- Sei lá Júlia... só acho que não tenho tempo para essas coisas.
- Ela não queria me deixar sair.
- Como assim? Ela fez algo com você?
- Não mãe. Ela ficava puxando assunto e eu com medo de ser indelicada ouvia. Ela disse que meu caminho é muito bonito.
- Júlia, você não deve dar atenção a estranhos.
- Eu sei mãe. Foi coisa de segundos. Eu parei porque estava muito cansada, dormi muito pouco e minhas pernas pesavam toneladas!
- Desculpe você andar alguns quarteirões filha. Amanhã eu te levo até a porta da escola. Depois do que houve hoje não quero mais errar com nenhum de vocês.
- Tudo bem mãe! Você precisava levar o Léo na vovó e ir trabalhar. A senhora disse que a escola poderia esperar. Quando ameacei sair ela disse se poderia ver a minha mão e eu disse que não e saí.
- Fez muito bem. Eu sei que é uma senhora, mas a gente nunca sabe o que pode acontecer.
- Parecia que ela queria me atrasar mãe.
- Como assim?
- Parecia que ela sabia o que ia acontecer e que estava tentando me salvar. E foi o que aconteceu. Se ela não tivesse conversado comigo e insistido para que eu a ouvisse, eu estaria lá na hora do atirador!
- Meu Deus!
- Ela me salvou!
- Será filha? Não foi uma coincidência?
- Não sei... eu tenho a impressão que a conheço de algum lugar.
- Bom, o importante é que você está bem e a partir de amanhã te deixo na porta da escola. Combinado?
- Combinado.
- Agora coma a sua comida, depois lave a louça. A mamãe vai tomar um banho pra daqui a pouco a gente dormir. Você está dormindo muito mal ultimamente! E eu também!
- Tá bom.

Eu comi um pouco, mas não tinha fome. Pouco depois fui me deitar. Queria descansar, desligar a cabeça, esquecer tudo que havia acontecido.
Consegui dormir só meia hora depois de deitar. Tive pesadelos horríveis.
O atirador era como um monstro horroroso. Pessoas corriam desesperadas no saguão do colégio e a senhora estava no portão de entrada do saguão. Uma luz azul muito forte saía dela. Seus olhos pareciam imãs que me olhavam fixamente. Eu sentia uma energia muito forte vindo dela, como se pudesse me proteger. Nesse momento dei um pulo, acordei assustada com o celular despertando. Eu estava suada. Nunca suava, nem mesmo quando fazia atividade! Aquele mistério todo do dia anterior estava me deixando louca!
Era hora de levantar. Tomei um copo d'água e fui tomar banho. Parecia que eu estava com febre.
Minha mãe me viu e me achou muito abatida. Mediu minha temperatura. Achou melhor eu não ir à escola e ligou no seu trabalho para avisar que trabalharia em casa, pois eu estava mal e se piorasse me levaria ao hospital.
Eu não gostava de faltar da escola, mas até que gostei da ideia. Meu corpo estava moído e minha cabeça rodava.
O que estava acontecendo comigo? Nem foi algo tão chocante assim o que havia acontecido no outro dia. Por que até febre eu tinha?
Passei esse dia deitava, vendo tv, mas em boa parte dele eu li sobre várias coisas. Sobre aura, leitura de mãos.. espiritismo, espiritualismo. Nem sei o que me levou a pesquisar isso tudo. Só sei que precisava de respostas e quanto mais eu pesquisava mais eu queria saber, mais eu ficava intrigada.
Já era a noite. Entrei no último site. Algo me atraiu para ele. Fui rolando a barra e lendo as matérias, até que encontro uma foto...
Eu não acreditava no que estava vendo! Meu coração palpitou na hora!
Aquela senhora... aquela senhora de ontem, era a mesma senhora da foto!



[continua]

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Aquela Senhora [SÉRIE - CONTOS] - 1

Era um dia comum e eu caminhava rumo à escola. Atrasada, como de costume.
Estava muito cansada. Tinha dormido pouco, umas 3 horas no máximo, pois fiquei estudando até tarde para a prova de matemática daquele dia. Como detesto matemática!
Caminhava lentamente, minhas pernas pareciam pesar uns 100kgs!
"Só mais 2 quarteirões..." Eu pensava já quase exausta! Graças à Deus, ou não, a prova seria só depois do intervalo, mas eu queria resolver isso logo de uma vez. Já estava atrasada para a primeira aula. Aula de religião, nossa que legal! Que pena que chegaria atrasada! Claro que fui irônica. Eu só temia que não me deixassem entrar e eu ficasse com falta. O professor era um porre e ia me perseguir por semanas!
"Último quarteirão..." Não aguentei e parei um pouco na calçada, curvando minhas costas e apoiando as mãos nos joelhos.
"Você tem uma linda aura" Levantei a cabeça, que estava baixa e olhei desconfiada para o rumo de onde tinha vindo a voz. Vi uma senhora de uns 80 anos, com o rosto cheio de rugas, olhos marcantes e sofridos, sorriso bonito... mas não vi seus dentes...
- Oi? - Disse ofegante e com um ponto de interrogação enorme no rosto
- A sua aura é de um prata azulado, bonito.
- Aura?
- A energia que vem do seu espírito.
- Ah... sei... desculpa, não acredito nisso e estou atrasada - Dei um sorriso sem graça. Levantei as costas, ajeitei a mochila e dei um passo para ir embora.
- Você deveria acreditar - disse a senhora sorrindo.
- Ah não... Bom dia pra senhora.
- Seu caminho é muito bonito.
- Obrigada... mas estou mesmo atrasada.
- Não tenha pressa. É melhor esperar.
- Estou muito atrasada.
- Deixa ver sua mão - Já pegando minha mão direita, que logo puxei de volta.
- Olha... senhora... não quero ser mal educada. Eu não acredito e estou muito atrasada para a escola.
- A escola pode esperar.
- Não, não pode. Bom dia - E saí... sem olhar pra trás. A última imagem foi da senhora sorrindo para mim com aquele ar de "eu sei de coisas que você não sabe minha jovem". Mas nem liguei e apertei o passo, afinal ela havia me atrasado ainda mais!
Chegando na escola ví uma movimentação estranha. Havia muita gente no saguão de entrada. Pessoas chorando, desesperadas, a diretora, os inspetores, alunos...
- O que houve?! - Perguntei para um dos inspetores
- Um atirador entrou aqui e atirou nos alunos que entravam.
- Nossa, agora?
- Sim, há 1 minuto!
- Meu Deus...
- Ele saiu correndo. Chamamos a polícia. Vamos pegar as imagens nas câmeras.
- Alguém se machucou?
- Por sorte não! Somente uma aluna teve um tiro de raspão no braço. E olha que engraçado, esse horário nem tem ninguém entrando... justo hoje 3 alunos atrasaram! 4 né? Você também atrasou!
- É... perdi a hora...
- Que bom que você perdeu a hora um minuto a mais, se não poderia estar ferida agora.
- Verdade...
A imagem daquela senhora veio como um flash muito rápido. O seu sorriso... as suas palavras... quem era aquela mulher? Ela me disse para eu não ter pressa e que a escola poderia esperar.
Eu não acredito em coisas sobrenaturais, nunca acreditei. Mas fiquei intrigada.
Ela tinha me salvado!!!
O que mais ela poderia saber...?

[continua]

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Esta foi a primeira parte do primeiro conto pessoal.
Espero que tenham gostado!
Acabei adiantando em uma semana.
Próximo trecho na segunda que vem. E Na última segunda do mês o desfecho da história.
Até!
Gaby

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Novos textos

Boa noite pessoal!
Vou criar uma nova guia aqui no blog que será a de CONTOS.
Esses contos tem o intuito de aproximar as pessoas dos meus mais variados tipos de textos, entreter e também criar uma fonte de renda.
Todas as segundas vou escrever um trecho por aqui, mas o restante do conto será disponibilizado para quem pagar um valor simbólico por ele.
Cada mês será um conto diferente (vou iniciar já no próximo mês), que na última semana será disponibilizado para aqueles que se interessarem em adquirir. Ou seja, nos dias 03, 10 e 17 de fevereiro disponibilizo as primeiras partes desse conto aqui no baú e a partir do dia 24, quem quiser adquirir através de um valor simbólico, terá o restante do texto enviado por e-mail.
Espero que gostem dessa nova propostas.
Sugestões de temas são bem vindas nos comentários.
Ótimo fim de noite a todxs!

Novo Layout

Oi pessoal!
Há um bom tempo não faço posts assim, conversando com quem acompanha o baú (nem sei se alguém ainda acompanha o blog, se acompanhar comenta aqui). <3 p="">Estou voltando a postar aos poucos depois de algumas fases um pouco ausente. Tenho tido mais momentos criativos e sempre que dá posto aqui no blog antes de escrever em qualquer lugar. Envio o texto diretamente enquanto crio e não copio de algum lugar que escrevi, de um bloco de notas ou mesmo de um caderno. Aliás, a maioria dos meus textos aqui são assim. Como tenho um sistema de envio automático pelo e-mail, é só entrar e enviar como mensagem pra cá. Quando a fagulha criativa surge, na maioria das vezes em meio a necessidade de extravasar, em alguns segundos um texto novo sai.
Senti a necessidade de mudar o layout do blog. Farei alguns testes até que eu sinta que é o layout final.
Espero que vcs gostem e apreciem sem moderação!
Ótima semana para todxs!

Gaby

sábado, 18 de janeiro de 2020

UMA PALAVRA

Uma palavra 'MAL DITA'
Anula 300 palavras 'BEM DITAS'
Uma frase no calor da emoção 
Substitui 300 frases de perdão 
Uma atitude impensada
Apaga 300 atitudes sensatas
O algoz vira clemente 
O vilão vira prudente
O insensato vira equilibrado
O egoísta vira bem apessoado

O certo nesse mundo de merda
É que o incorreto é o correto
Quem magoa não pode se magoar 
Quem fere nunca pode chorar!

Continuamos caladas
Engolindo nossas dores
Porque gritar nessa Terra amaldiçoada 
É o mesmo que provocar dissabores 

Algozes impunes
Punidos os bons estão 
Vivendo suas vidas lúgubres 
Sem clemência e sem perdão!

Gabriela Grecco 

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Palavras

Algumas palavras reverberam
"Palavras boas" reverberam
"Palavras más" reverberam
Pensamentos reverberam 
Opiniões reverberam
Se os pensamentos não trazem o bem, não os pense
Se sua opinião está chega de preconceito, mude-a
Se as palavras não agregam, não as diga!

Gabriela Grecco 
Jan 2020