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quinta-feira, 24 de abril de 2014

ORAÇÃO À DR. BEZERRA DE MENEZES

Oração à Bezerra de Menezes

Nós Te rogamos, Pai de Infinita Bondade e Justiça, as graças de Jesus Cristo, através de Bezerra de Menezes e suas legiões de companheiros. Que eles nos assistam, Senhor, consolando os aflitos, curando aqueles que se tornem merecedores, confortando aqueles que tiverem suas provas e expiações a passar, esclarecendo aos que desejarem conhecer a verdade e assistindo a todos quanto apelam ao Teu infinito Amor.
Jesus, Divino portador da graça e da verdade, estende Tuas mãos dadivosas em socorro daqueles que Te reconhecem o despenseiro Fiel e Prudente; fazei-o, Divino Modelo, através de Tuas equipes consoladoras, de Teus espíritos servidores, a fim de que a Fé se eleve, a Esperança aumente, a Bondade se expanda e o amor triunfe sobre todas as coisas.
Bezerra de Menezes, Apóstolo do Bem e da Paz, amigo dos humildes e dos enfermos, movimenta as tuas falanges amigas em benefício daqueles que sofrem, sejam males físicos ou espirituais. Abnegados Espíritos, dignos obreiros do Senhor, derramai as curas sobre a humanidade sofredora, a fim de que as criaturas se tornem amigas da Paz e do Conhecimento, da Harmonia e do Perdão, semeando pelo mundo os divinos exemplos de Jesus Cristo, Assim seja.


sábado, 29 de dezembro de 2012

ESPIRITISMO



– Podemos tomar o Espiritismo, simbolizado desse modo, como um
triângulo de forças espirituais.

A Ciência e a Filosofia vinculam à Terra essa figura simbólica, porém, a
Religião é o ângulo divino que a liga ao céu. No seu aspecto científico e filosófico, a
doutrina será sempre um campo nobre de investigações humanas, como outros
movimentos coletivos, de natureza intelectual, que visam o aperfeiçoamento da
Humanidade. No aspecto religioso, todavia, repousa a sua grandeza divina, por
constituir a restauração do Evangelho de Jesus Cristo, estabelecendo a renovação
definitiva do homem, para a grandeza do seu imenso futuro espiritual. --

Emmanuel



BOM DIA!!!


=)

sábado, 8 de setembro de 2012

[VÍDEOS] Pinga Fogo com Chico Xavier 1971 - Homossexualidade

As ideias preconcebidas sobre a pessoa e a vida de Chico Xavier, (sobre o próprio espiritismo), fazem com que as pessoas não conheçam ensinamentos belíssimos como esse.

Exemplo incrível de amor, compaixão e benevolência. É só ver pelos seus exemplos.
Esse vídeo, é extraordinário! Assistam! É curtinho, mas de um valor inestimável!
E na década de 70 isso já estava sendo dito!!! Pelo Chico, é claro!
Incrível como em 2012 algumas "cabecinhas" ainda teimam em perder tempo com tanta besteira e deixar a vida tão triste!

QUE OUÇA QUEM TEM OUVIDOS PRA OUVIR E VEJA QUEM TEM OLHOS PRA VER.






Quero dizer que vi inicialmente um post sobre isso, com esse mesmo vídeo no Sedentário e resolvi postar também aqui no blog. Vale a pena visitar o site! ;)

quarta-feira, 21 de março de 2012

RECONHECE-SE O CRISTÃO POR SUAS OBRAS

Não precisa ficar aqui filosofando, é só esta imagem pra pelo menos que uma pulguinha fique atrás da orelha daqueles que torcem o nariz ou dizem tanta merda por aí. Questionem suas consciências, o que vocês acham que realmente está de acordo com os ensinamentos do Cristo?!

Foto: Que Deselegante FACEBOOK

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

RAMATIS - CONSUMO DA CARNE

"Quanto ao condicionamento biológico, pelo hábito de comerdes carne, deveis compreender que o orgulho, a vaidade, a hipocrisia ou a crueldade, também são estigmas que se forjaram através dos séculos, mas tereis que eliminá-los definitivamente do vosso psiquismo. O hábito de fumar e o uso imoderado do álcool também se estratificam na vossa memória etérica; no entanto, nem por isso os justificais como necessidades imprescindíveis das vossas almas invigilantes." - Ramatis

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A PIEDADE

Mais uma vez vou fazer um post sobre o Evangelho no lar. O ensinamento que lemos ontem no "Evangelho Segundo o Espiritismo" é do capítulo XIII - Que a vossa mão esquerda não saiba o que dá a vossa mão direita - nas instruções dos espíritos o que caiu pra gente ler foi A PIEDADE.
O Espírito MICHEL, que deu esse ensinamento através de um(a)médium em Bordéus em 1862, começa falando que a piedade é a virtude que mais nos aproxima dos anjos; é a irmã da caridade, que nos conduz até Deus. A piedade está em nós quando nossos corações se comovem diante das misérias e dos sofrimentos de nossos semelhantes. No momento em que restituímos a esperança e a resignação de alguém a sensação de paz, de preenchimento, de conforto, é indescritível dentro de nós; é algo que nos dá um prazer leve, porém profundo e verdadeiro; diferente dos prazeres estimulados pelos instintos (não sendo de tudo ruim), no qual liberam substâncias que mais acalmam nosso sedento corpo que o espírito (mas que tem também sua importância). Embora essa sensação seja verdadeira, como diz Michel, ela vem com um certo amargor, porque nasce ao lado da infelicidade. Quantas vezes nos sentimos comovidos e até com um aperto no peito ao ver uma injustiça na rua, uma notícia trágica na tv ou o sofrimento de alguém tão próximo? Isso é a piedade.
Durante o estudo o Marcos e eu concordamos que a piedade, assim como o amor (pois ela é um de seus braços), tem níveis e à medida que nos comovemos e nos envolvemos, essa piedade fica mais profunda e transformadora.
Vou explicar: de início, achamos que a piedade se apresenta para nós quando nos tocamos com algo na tv, como uma notícia ou com a tragédia de um conhecido, mas é algo que nos toca rapidamente e passa. Num segundo momento, mais desenvolvida, a piedade nos toca e faz perceber que de alguma forma somos responsáveis indiretamente pelo sofrimento de alguém, mesmo quando distante - como o consumo da carne que faz sofrer e mata bilhões de animais todos os anos; quando compramos um produto de uma marca que escraviza pessoas para produzir; as matas desmatadas pelo nosso consumo inconsequente... O terceiro estágio seria o de perceber essa responsabilidade e ação indireta e se modificar por isso - pessoas que se tornam vegetarianas pelo sofrimento dos animais, desmatamento das florestas, consumo de água desenfreado nessa produção; outras que deixam de comprar as marcas que escravizam seus trabalhadores e passam a comprar de cooperativas, artesãos, artistas ou de marcas mais conscientes; etc. Em um quarto momento, somos piedosos quando fazemos algo indelicado com alguém diretamente, machucamos, tendo uma justificativa ou não - quando falamos coisas que machucam, somos grosseiros, abusamos da vontade de alguém, ou simplesmente não damos a devida atenção a quem merece; algumas pessoas deixam de fumar em locais onde também não há fumantes ou até param de fumar - passamos então a perceber nosso erro, somos piedosos com quem machucamos e em algum momento nos desculpamos. O quinto momento e mais difícil, onde mostra que estamos no caminho certo para amar verdadeiramente, é quando somos piedosos com quem tanto nos machucou - deixamos de lado o orgulho e egoísmo e entendemos, mesmo que parcialmente, a razão daquela pessoa ter feito algo conosco; além de não nos sentirmos feridos, perdoamos de coração e compreendemos a razão daquela pessoa, tentando de alguma forma ajudá-la e orientá-la, isso não quer dizer que sejamos otários ou bobos, Jesus mesmo, que também dava muitos "fumos" em tantas pessoas, jamais se sentiu ofendido, nem deixou de amar e ajudar.
Esses estágios e exemplos que dei, foi parte da conclusão que nós tiramos do estudo, o espírito Michel não disse isso no evangelho.
De uma forma muito clara e linda o espírito diz que a piedade bem sentida, é amor! O amor é devotamento; o devotamento é o esquecimento de si mesmo; e esse esquecimento, essa abnegação em favor dos infelizes, é a virtude por excelência, a que praticou em toda sua vida o Cristo!
Por isso chegamos à essa conclusão, porque a piedade acima de tudo é amor! E o amor também é algo que é desenvolvido e depurado. Não podemos esquecer que ela também está diretamente ligada ao nível de consciência de cada um. À medida em que fazemos o bem, não nos dá mais prazer fazer o mal, nosso prazer verdadeiro passa a ser em fazer sempre o bem. E acredite, fazemos o mal muitas vezes ao dia; o simples fato de nos omitirmos, não fazermos nem o bem, nem o mal é fazer o mal, é contribuir para que ele seja feito. E assim é também com a piedade. Quanto mais nos atentarmos para o que realmente vale na vida, mais vamos ser piedosos.
Como fazemos isso? Como desenvolvemos essa piedade? Temos que começar de onde paramos, não adianta querer dar o passo maior que a perna! Mas como? Podemos começar a ver o sofrimento do outro sem julgamento, deixar de ver tanta merda na tv para ler um livro de conteúdo enobrecedor, começar a fazer coisas chatas de início, mas que nos engrandecem tanto e ficam prazeirosas!; deixar de beber um final de semana ou um dia para ir à uma igreja, centro espírita ou um asilo, um orfanato; parar de contar e de rir de piadas preconceituosas que abaixam tanto nossa vibração; deixar de entrar um dia na internet e ir visitar um parente, um amigo que não vemos há tempos; ao invés de comer cada um em um canto da casa e em horários diferentes, vamos reunir a família na mesa, conversar o que geralmente não conversamos!; não mandar mensagem de texto, mas ligar para aquela pessoa; não somente encaminhar e-mail, mas enviar um e-mail pessoal e responder aos e-mails que nos são enviados; se calar quando dá vontade de explodir e falar tanta merda; tirar pensamentos ruins da cabeça, deixar de alimentá-los e cantar ou ouvir uma música; enfim, os exemplos são inúmeros e todos eles mostram que para sermos piedosos, precisamos deixar de lado nosso orgulho e egoísmo, prazeres superficiais, vícios tão profundos! Sim, tudo isso que fazemos é vício... e dos brabos!
Vou encerrar com o trecho final do ensinamento, ele é grande, mas por favor, vale a pena ler:

"Quanto a piedade está longe, entretanto, de causar a pertubação e o aborrecimento com os quais se apavora o egoísta! Sem dúvida, a alma experimenta, ao contato da infelicidade alheia, e voltando-se para si mesma, um abalo natural e profundo que faz vibrar todo o vosso ser e vos afeta penosamente; mas a compensação será grande quando vierdes a restituir a coragem e a esperança a um irmão infeliz que se emociona com a pressão da mão amiga, e cujo olhar, ao mesmo tempo úmido de emoção e de reconhecimento, se volta docemente para vós antes de se fixar no céu agradecendo por lhe haver enviado um consolador, um apoio. A piedade é a melancólica mas celeste precursora da caridade, essa primeira virtude, da qual é irmã e cujos benefícios prepara e enobrece" - Michel, Bordéus, 1862.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A INFELICIDADE REAL

Ontem, como sempre fazemos aos domingos, lemos o EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, codificado por Allan Kardec com psicografias do mundo todo. Como espíritas fazemos isso como uma forma de proteção para o lar, para nós, nossos animais e para sempre estudar a doutrina. Abrimos aleatoriamente e o ensinamento que caiu foi A INFELICIDADE REAL, do Cap V - Bem Aventurados os Aflitos; pelo espírito DELPHINE DE GIRARDIN, em Paris, 1861.
Foi extremamente importante e esclarecedor esse ítem, pelo momento em que estamos passando e pelos questionamentos que venho feito há alguns dias.
Ele começa falando que todo mundo fala da infelicidade e que crê fielmente ter passado por ela. Mas que a infelicidade real não é aquilo que o homem supõe. O homem a vê na miséria, na dor, na dívida, na perda de entes queridos, nas lágrimas, no coração partido, no orgulho ferido, na angústia da traição; tudo isso e outras coisas ainda, se chama infelicidade na linguagem humana.
Mas, nós nos enganamos quando achamos que a infelicidade está contida nisso tudo. Esta, segundo ele, é a infelicidade de quem vê apenas o presente; a verdadeira infelicidade está nas consequências de uma coisa do que da própria coisa. Um breve trecho para elucidar : "Dizei-me se o acontecimento mais feliz para o momento, mas que tem consequências funestas, não é em realidade mais infeliz que aquele que causa primeiro uma viva contrariedade, e acaba por resultar no bem? Dizei-me se a tempestade que quebra vossas árvores, mas saneia o ar dissipando os miasmas insalubres que causariam a morte, não é antes uma felicidade do que uma infelicidade."
Nós somos realmente momentâneos, não confiamos na providência Divina em momentos difícieis que podem na realidade significar nossa salvação. Como é dito nesse ensinamento, para julgar uma coisa é preciso ver as consequências; e para apreciar o que é realmente feliz ou infeliz para o homem, é preciso se transportar além desta vida, o que acreditamos ser infelicidade, na realidade acaba com essa vida, com nossa vida mortal. Aí que está a questão, ninguém "sabe" realmente o porquê está aqui, sendo que alguém já veio, há dois mil anos, nos dizer pra que nós viemos, qual nosso objetivo!
Agora, ele nos revela, sob uma nova forma, qual a verdadeira infelicidade: "A infelicidade é a alegria (alegria não é sinônimo de felicidade), é o prazer, é a fama, é a agitação vã, é a louca satisfação da vaidade, que fazem calar a consciência, que comprimem a ação do pensamento, que atordoam o homem sobre seu futuro; a infelicidade é o ópio do esquecimento que reclamais ardentemente."
Ficou bem claro e explícito né? Mas traduzindo em outra linguagem, a infelicidade é tudo que é do mundo, tudo que não engrandece e atrapalha nosso progresso; como festas, pegação, bebidas, drogas, vaidade, ego inflado, orgulho sobressalente, falta de respeito, sexo promíscuo, desvalorização do corpo e do que somos essencialmente, o superficial, o mundano... ou seja, quase tudo que as pessoas fazem sua vida toda. E pensar que nosso país é movido por carnaval e futebol, ou seja, alegrias.
Durante o estudo, nós comentamos e chegamos à conclusão que as pessoas só vivem de infelicidades. Trabalham, na maioria das vezes, no que não gostam e pelo menos 50 % do que ganham vai para superficialidades, como roupas, bebidas, baladas, etc.
Tem uma frase do Chico Xavier, inclusive no post debaixo, que fala que a pior coisa para o espírito quando desencarna é ver o tempo perdido. Uma vida toda gasta com o supérfluo, com egoísmo, orgulho, vaidade, sendo alimentados mais uma vez ao invés de serem pelo menos amenizados. Agora, eu espero que você se pergunte, o que eu estou fazendo da minha vida? Será que viemos para isso?
Algumas pessoas dão a desculpa de "aproveitarem a vida ao máximo" com a seguinte frase: EU NÃO VOU LEVAR NADA DAQUI MESMO, se referindo quando desencarnarem e ainda completam com A VIDA É UMA SÓ! Realmente, materialmente não se leva nada, mas tudo que se faz com o que se tinha ou não tinha, com certeza levamos e carregamos conosco; isso conta e vai contar com o quanto de infelicidade cada um vive ou vai viver; o quanto de responsabilidade perante si e os outros. Essa, infelizmente é uma frase muito usada por quem não deixa o pensamento fluir e a consciência falar. Pessoas assim, mostram nitidamente que estão mais preocupadas consigo mesmas e o quanto não crêem num futuro e num Deus bom e justo. Bom sim, porque sempre nos estende a mão independente das cagadas que fazemos e justo porque criou leis perfeitas nas quais nos devolvem no mínimo na mesma proporção tudo aquilo que praticamos e almejamos.
Mais um trecho fantástico: " Esperai, vós que chorais! Tremei, vós que rides, porque vosso corpo está satisfeito! Não se engana a Deus; não se esquiva do destino (destino não no sentido de algo que está traçado, mas no sentido de que a lei nos devolve tudo); e as provas, credoras mais implacáveis que a matilha excitada pela miséria, espreitam vosso repouco ILUSÓRIO (grifo meu) para vos mergulhar de repente na agonia da verdadeira infelicidade, daquela que surpreende a alma enfraquecida pela indiferença e pelo egoísmo."
Realmente, estamos totalmente cegos e não enxergamos o que é a verdade e o que é o erro. Essa cegueira devido às ilusões nos quais nos deixamos levar.
Até mesmo em um momento ruim, eu consigo ver nitidamente que estou arraigada em certas coisas prejudiciais e que este momento pelo qual estou passando, o Marcos está passando e minha família também, foi extremamente necessário. Eu parar 45 dias da minha vida, sentir dor, carregar marcas pra sempre, depender de todos, ser carregada, reaprender a andar, perder teatro, curso, estágio; está sendo essencial para viver os outros milhares de uma forma que não viveria se tudo isso não tivesse acontecido. Isso foi algo que comentamos no estudo de ontem.
Consigo, ver e agradecer por não ter sido pior, por ter aberto meus olhos e coração pra tanta coisa, por ter me dado a oportunidade de aproveitar e viver a vida como ela deve ser vivida à partir de agora. Não estou dizendo que é fácil, que às vezes bate o desespero, a tristeza, mas é preciso paciência e fé.
Essa semana me perguntei muito se era feliz, depois da experiência que está sendo adquirida, desse ensinamento e das leituras de um livro de ética que estou lendo, cheguei à seguinte conclusão:
Agora, creio estar mais próxima de alcançar a verdadeira felicidade! A FELICIDADE REAL! Pelo menos os poucos lampejos que temos dela como humanos, pois acredito que a verdadeira felicidade não é deste mundo.
Espero que todos vocês também estejam.


Gabriela Grecco
12/04/2010

domingo, 11 de abril de 2010

Frases de Chico Xavier



Algumas frases do maior exemplo brasileiro de amor ao próximo, na minha opinião.
Um dos maiores exemplos do mundo. Chico dedicou toda a sua vida ao próximo, ao trabalho CRISTÃO! Essas frases não são psicografadas por ele, mas sim, do próprio Chico. Me emocionaram e deram um gás maior pra continuar lutando.

Boa semana
Gabriela


Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor... Magoar alguém é terrível!

O Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que as pessoas escalassem o Everest ou fizessem
grandes sacrifícios. Ele só pediu que nos amássemos uns aos outros.

Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta.

Não há problema que não possa ser solucionado pela paciência.

Sonhos não morrem, apenas adormecem na alma da gente.

Lembremo-nos de que o homem interior se renova sempre. A luta enriquece-o de experiência, a dor aprimora-lhe as emoções e o sacrifício tempera-lhe o caráter. O Espírito encarnado sofre constantes transformações por fora, a fim de acrisolar-se e engrandecer-se por dentro.

Ambiente limpo não é o que mais se limpa e sim o que menos se suja.

Você nem sempre terás o que desejas, mas enquanto estiveres ajudando aos outros encontrarás os recursos de que precise.

Eu permito a todos serem como quiserem, e a mim
como devo ser.

Tudo que criamos para nós, de que não temos necessidade, se transforma em angústia, em depressão...

Valoriza os amigos. Respeita os adversários.

A questão mais aflitiva para o espírito no Além é a consciência do tempo perdido.

Tudo tem seu apogeu e seu declínio...
É natural que seja assim, todavia, quando tudo parece convergir para o que supomos o nada, eis que a vida ressurge, triunfante e bela!...
Novas folhas, novas flores, na infinita benção do recomeço!

Ama sempre,fazendo pelos outros o melhor que possas realizar.
Age auxiliando.
Serve sem apego.
E assim vencerás.

Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar. As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito.

Nós seres humanos, estamos na
natureza para auxiliar o progresso
dos animais, na mesma proporção
que os anjos estão para nos auxiliar.
Portanto quem chuta ou maltrata um
animal é alguém que não aprendeu a
amar.

Isso também passa.

A felicidade não entra em portas trancadas.

Não exijas dos outros qualidades que ainda não possuem.

Lembra-te sempre: Cada dia nasce de novo amanhecer.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

PRECE DE CÁRITAS




Uma prece muito conhecida e apreciada no meio espírita.
Esta linda prece foi psicografada na noite de natal, 25 de dezembro, de 1873.
CÁRITAS era um espírito que se comunicava através de uma das grandes médiuns de sua época - Mme. W. Krell - em um grupo de Bordeaux (França), sendo ela uma das maiores psicografas da História do Espiritismo.
É uma prece extremamente poderosa, que vale a pena ser lembrada em todos os momentos de nossas vidas.
Eu, particularmente, vou me apegar à ela e mais algumas, especialmente pelo momento que estou passando. Tenho certeza que antes do prazo "determinado", volto a andar!

Boa noite
Gabriela

Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade, dai a força àquele que passa pela provação, dai a luz àquele que procura a verdade; ponde no coração do homem a compaixão e a caridade!

Deus, Dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.

Pai, Dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, e ao órfão o pai!

Senhor, que a Vossa Bondade se estenda sobre tudo o que criastes. Piedade, Senhor, para aquele que vos não conhece, esperança para aquele que sofre. Que a Vossa Bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda a parte, a paz, a esperança, a fé.

Deus! Um raio, uma faísca do Vosso Amor pode abrasar a Terra; deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita, e todas as lágrimas secarão, todas as dores se acalmarão.

E um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.

Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh Poder!, oh Bondade!, oh Beleza!, oh Perfeição!, e queremos de alguma sorte merecer a Vossa Divina Misericórdia.

Deus, dai-nos a força para ajudar o progresso, afim de subirmos até Vós; dai-nos a caridade pura, dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa Divina e Santa Imagem.

Assim Seja.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Gripe Suína

Nos últimos anos, tenho lido, ouvido e refletido muito sobre a limpeza que está sendo feita no planeta. A transição de um planeta de PROVAS E EXPIAÇÕES para REGENERAÇÃO.
Em todos os meios que falam sobre isso, seja pelo espiritismo, esoterismo, astrologia, numerologia, previsões Maias, etc, encontramos os seguintes acontecimentos até 2012: terremotos, maremotos, tsunamis, tornados, epidemias, pandemias, mortes... Consequentemente a estas limpezas: mudança de pensamento, altruísmo, caridade, amor, etc, etc, etc...
Pois é, fala-se muito que estamos entrando na Era de Aquário, a Era da Espiritualidade, do Amor. Muitos afirmam que não estamos entrando na revolução tecnológica, e sim, na revolução espiritual.
Como disse logo acima, o Espiritismo, chama nossa próxima graduação evolutiva, de regeneração. Onde deixaremos de expiar o que fizemos no passado distante e próximo, além de deixar de passar por provas, como para testar nossa fé, nossos princípios, ou até nossa bondade, para nos regenerar, praticar o bem.
Mas, como se tudo não acontece pelo amor, acontece pela dor, vamos passar ainda por muito sofrimento, até que o planeta, complete esse ciclo, limpe energeticamente tudo que não se adapta mais à nova vibração da Terra. O que significa muitas catástrofes naturais (pois é através da força da natureza que o ambiente é limpo, acham que é à toa que na virada de ano chove tanto?) e muitas mortes.
Sim, mortes! É horrível admitir isso, mas a limpeza do planeta inclui também os espíritos encarnados nele, ou seja, espiritualmente quem não se adaptar à nova vibração, à nova fase da Terra, desencarnará. E indo mais além, poderá ser "transferido" para um planeta onde a evolução moral não ultrapasse a da Terra, ou seja, pode ser um planeta menos evoluído que nosso planeta moralmente.
M O R A L!!! M O R A L!!!
É aí que começamos a entrar na razão deste texto: Gripe Suína. Que pode ser chamada também de REAÇÃO às ações cometidas, durante milhões de anos e que agora, neste momento, não cabe mais à Terra suportar a mesma atitude desde quando o Homem surgiu.
Isso mesmo! O consumo de carne! Embora o vírus não esteja na carne em sí, este pode ser sim considerado um freio ao consumo, ou uma reação às atitudes cometidas até agora.
Vamos falar de milhares de anos, não de milhões. Mas há milhares de anos, o Homem tem praticamente as mesmas atitudes.
Alguns exemplos: Há pouco mais de 2.000 anos, veio um cara, chamado Jesus (que por sinal é o espírito de luz responsável pela Terra), falar sobre amor. Sobre AMAR! Todos seus ensinamentos estão contidos em um só, AMAI AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO E A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS. Pois é... mas parece que o Ser Humano ainda não entendeu que o próximo é tudo que está contido no planeta! Tudo! Inclusive e inicialmente (porque se não amarmos eles primeiro, quem dirá a nós mesmos, ao outro e à Deus!) os minerais, vegetais e ANIMAIS!!!
Acho que também não compreendeu a verdadeira razão do mandamento: NÃO MATARÁS!!!
Durante algum tempo em que o Homem era mais instinto do que sentimento (pois os sentimentos são os instintos depurados), o consumo de carne era extremamente necessário, já que o Homem era muito mais próximo do reino Animal, recém chegado ao reino Hominal. Portanto era necessário, além da questão fisiológica, mas da espiritual, que ele ao ingerir a carne de um ser morto, retirasse dele os nutrientes necessários, o instinto e ímpedo do animal ingerido. E até hoje nós ingerimos esse instindo e ímpeto! Mas há centenas de anos que essa alimentação não é mais necessária.
E a Lei Divina, sábia como sempre, dá um jeito sempre de cortar os excessos. Assim como uma deficiência física vem para mudar nossas atitudes, nossa moral, essas doênças que atingem todo o planeta, vêm para mudar a moral do planeta inteiro. A vibração da nossa casa, a Terra e consequentemente, nossa vibração.
A AIDS veio para acabar com o sexo desenfreado, o câncer veio para cortar o rancor, a tristeza...
Voltando para a questão do assassinato de milhões de vidas todos os dias, como pretexto de alimentação, que o Homem cruelmente pratica a sangue frio. Se alimenta de violência, sofrimento e morte (portanto só terá violência, sofrimento e morte em sua vida). Temos exemplos variados da Lei Divina agindo para freiar tal ato.
Quem se lembra da vaca louca?! Veio, assombou, matou várias pessoas, em várias partes do mundo! Foi embora e todos ainda fizeram piada com o ocorrido.
A gripe aviária também não foi diferente.
E agora, a gripe suína que já está no grau 4, ou seja, já é considerada epidemia, tem grandes chances, segundo a OMS (que afirmou também que a a situação já fugiu do controle) de se tornar pandemia(grau 6)!!!
A última pandemia que tivemos foi em 1968. Mas a pandemia mais famosa, foi a gripe espanhola, que matou até 50 milhões de pessoas e infectou 40% da população mundial!!!!
O Homem que busca tanto a paz, que quando alguém é drasticamente morto diz: mas fulano era tão bom, nunca fez mal à ninguém! Pois é, quem está contido nesse ninguém?! A natureza, os animais também? Deus vê todos da mesma forma! Não que Ele castigue, mas sua Lei é perfeita e dá a cada um o que cada um planta.
Um pensamento já é o suficiente para mudar a história do mundo, imagina bilhões de pensamentos. E pior, bilhões de atitudes! Bilhões de mortes inocentes (animais e natureza) todos os anos!
A questão do nazismo ainda existe! Apenas deixaram de praticá-la com Humanos e praticam com os animais!
Os maiores pensadores e estudiosos que passaram ou ainda nos dão a honra de sua presença física no Planeta, dizem que o consumo de carne é o maior responsável por todos os problemas da Terra: FOME, VIOLÊNCIA, DOR, MORTE, DESIGUALDADE SOCIAL, DEGRADAÇÃO DA NATUREZA, IGNORÂNCIA, INDIVIDUALISMO, etc, etc, etc...
Bom, não vou me estender demais, senão acabo me aprofundando e o assunto fica mais cansativo.
Eu espero, de coração, que todos reflitam sobre isso e pensem sobre sua conduta moral.
Se todos que se dizem tão cristãos refletirem e mudarem seu hábito alimentar, podem ter certeza que estarão praticando mais os mandamentos do nosso irmão, Jesus. Que veio aqui, nos ensinar o caminho!!!! Quantas vezes nas nossas vidas temos pessoas que nos ensinam como fazer?!!! Pois é, estamos há milhares de anos ouvindo e vendo através de inúmero exemplos, como fazer!
Ainda dá tempo de correr atrás do prejuízo.

ESPERO QUE POSSAMOS PRATICAR O QUE HÁ MAIS DE 2.000 ANOS OUVIMOS. POIS É CHEGADA A HORA!

OS ÚLTIMOS SERÃO OS PRIMEIROS E OS PRIMEIROS SERÃO OS ÚLTIMOS!

Gabriela Grecco
29/04/09

quarta-feira, 4 de março de 2009

Homossexualidade e Espiritismo

BOM, AQUI UM ÓTIMO TEXTO DE KARDEC E O COMENTÁRIO DE UM ESPÍRITA.
É MTO INTERESSANTE, PQ LEMBRA MTO O LANCE DAS PARÁBOLAS DE CRISTO, SÓ ENTENDE QUEM COMPREENDE! ENTENDERAM? RS
KARDEC FALA CERTAS COISAS NESSE TEXTO, QUE É PRECISO MTA ATENÇÃO E SABEDORIA PARA ENTENDER O VERDADEIRO SENTIDO.
EU, PARTICULARMENTE (TO FALANDO MTO ESSA PALAVRA, RS), JÁ LI MTOOO SOBRE O ASSUNTO, COMO TANTOS OUTROS VARIADOS. EU TENHO ESSA PÉSSIMA MANIA DE QUERER TER UMA OPINIÃO FORMADA SOBRE TUDO, MAS LEIO VÁRIOS AUTORES E TIRO MINHAS CONCLUSÕES DEPOIS DE MTO REFLETIR.
ESTOU CITANDO ISSO, PORQUE JÁ ACHEI MTAS AFIRMAÇÕES PRECONCEITUOSAS, EM LIVROS E TEXTOS ESPÍRITAS (NÃO DEVEMOS JULGAR A DOUTRINA PELA VISÃO LIMITADA QUE AS PESSOAS TEM), QUE MAIS PARECIAM UMA ORDEM DO QUE ENSINAMENTOS BENÉFICOS. CRISTO ÀS VEZES ERA DURO, MAS VEMOS CLARAMENTE QUE SUAS PALAVRAS SÓ EXALAM AMOR E COMPAIXÃO, DIFERENTE DE ÓDIO E CONDENAÇÃO.
HJ ESTOU NUMA ÓTIMA NOITE, VÍ O CONCERTO DO MAESTRO JOÃO CARLOS MARTINS NO PEDRO II. MAS ISSO É ASSUNTO PRA OUTRO DIA! RS. CITEI O MAESTRO, PORQUE PRA MIM, É UMA PESSOA QUE EXALA AMOR!!!

ENFIM, DEIXA EU PARAR POR AQUI.
ESPERO QUE LEIAM O ÓTIMO TEXTO ABAIXO.

Revista Espírita de 1866 - n° 1.

"Aos homens e às mulheres são, pois, dados deveres especiais,
igualmente importantes na ordem das coisas; são dois elementos que
se completam um pelo outro.

O Espírito encarnado sofrendo a influência do organismo, seu caráter
se modifica segundo as circusntâncias e se dobra às necessidades e
aos cuidados que lhe impõem esse mesmo organismo. Essa influência
não se apaga imediatamente depois da destruição do envoltório
material, do mesmo modo que não se perdem instantaneamente os gostos
e os hábitos terrestres; depois, pode ocorrer que o Espírito
percorra uma série de existências num mesmo sexo, o que faz que,
durante muito tempo, ele possa conservar, no estado de Espírito, o
caráter de homem ou de mulher do qual a marca permaneceu nele. Não é
senão o que ocorre a um certo grau de adiantamento e desmateriazaçã o
que a influência da matéria se apaga completamente, e com ela o
caráter dos sexos. Aqueles que se apresentam a nós ((em vidência
espiritual)) como homens ou como mulheres, é para lembrar a
existência na qual nós os conhecemos.

Se essa influência repercute da vida corpórea à vida espiritual,
ocorre o mesmo quando o Espírito passa da vida espiritual à vida
corpórea. Numa nova encarnação, ele trará o caráter e as inclinações
que tinha como Espírito; se for avançado, fará um homem avançado; se
for atrasado, fará um homem atrasado. Mudando de sexo, poderá, pois,
sob essa impressão e em sua nova encarnação, conservar os gostos, as
tendências e o caráter inerente ao sexo que acaba de deixar. Assim
se explicam certas anomalias aparentes que se notam no caráter de
certos homens e de certas mulheres.

Não existe, pois, diferença entre o homem e a mulher senão no
organismo material que se aniquila na morte do corpo, mas quanto ao
Espírito, à alma, ao ser essencial, imperecível, ela não existe uma
vez que não há duas espécies de alma; assim o quis Deus, em sua
justiça, para todas as suas criaturas; dando a todas um mesmo
princípio, fundou a verdadeira igualdade; a desigualdade não existe
senão temporariamente no grau de adiantamento; mas todas têm o
direito ao mesmo destino, ao qual cada um chega pelo seu trabalho,
porque Deus nisso não favoreceu ninguém às expensas dos outros."

Comentário

Que ser extraordinário este missionário Allan Kardec. No seu tempo,
sem comparações com o nosso, a homossexualidade era tida como algo
extremamente nefasto e uma doença.

Kardec, quanto ao mais, não se ateve às convenções, à falsa moral. E
faz um enfoque da homossexualidade em parâmetros de busca da
verdade, da essência.

Alguns analistas apressados poderiam argumentar que Kardec referiu-
se à homossexualidade como "anomalias aparentes", como se isso
tivesse o significado de uma anomalia à mostra. Somente a falta de
atenção, para não dizer má fé poderia estabelecer tal leitura.

Fica claro, cristalino, que Kardec referia-se a algo que aparentava
anomalia, mas que não era.

Fosse sua a interpretação de anomalia à mostra, é óbvio que tal
posicionamento seria seguido de comentário que chamasse os
homossexuais à razão, à assistência espiritual.

Não foi isso que Kardec fez. Muito ao contrário, ligou suas
afirmações aos ensinos dos espíritos, em "O Livro dos Espíritos",
onde se desenvolve o raciocínio que ele apresenta para falar da
igualdade de direitos do homem e da mulher, lembrando que o espírito
em si não tem sexo.

E continuando em seu raciocínio baseado no ensino dos espíritos
superiores, Kardec pontua que a troca de sexo visa o amelhar de
novas vivências na rota evolutiva, esclarecendo que tal
necessariamente não ocorre abruptamente. Segundo Kardec, de acordo
com o texto acima, é apenas quando o espírito tem seguidas
reencarnações em um sexo e ocorre a troca é que viria a manutenção
do estado psíquico anterior comum a este ou aquele sexo.

E o Codificador termina sua exposição falando da justiça de Deus,
que a ninguém privilegia, desfazendo também o espírito machista
milenar que levou à classificação social e até legal da mulher como
um ser inferior ao homem. Kardec desfez os enganos cometidos até
pelo apóstolo Paulo, que em sua Epístola aos Corinthios ordena
que "no templo as mulheres permaneçam caladas, e em tendo alguma
dúvida perguntem aos maridos em casa". O mesmo apóstolo Paulo que
também condenava a homossexualidade - em nome dos rigores desumanos
do Velho Testamento.

Há espíritas que ainda citam o Velho Testamento para condenar a
homossexualidade. É quando mais uma vez ignoram o bom senso de
Kardec, que até em relação ao Novo Testamento fez questão de
destacar a parte moral, esclarecendo que outras questões reportam a
costumes da época. O que Kardec destacou, especialmente, do Novo
Testamento foi o que ele chamou de "A verdadeira Moral, a Lei do
Amor".

Exatamente a Lei do Amor que tantos dirigentes, expositores,
articulistas e escritores espíritas estão trocando pela lei da falsa
moral - para compor com tradições e idéias ultrapassadas e desumanas
em relação à homossexualidade.


Foi tão resumida a exposição de Kardec sobre a homossexualidade, mas
extremamente esclarecedora. E ainda mais: avançadíssima para a sua
época, quando não havia nenhuma referência positiva no meio médico e
psicológico.

Na atualidade, desde a década de 90, Medicina e Psicologia já
retiraram da homossexualidade os rótulos de doença ou desvio. E até
a expressão homossexualismo foi abandonada.

Hoje, como é posssível saber, nem sempre o homemm ou a mulher
homossexual de agora estará passando por uma primeira mudança de
sexo. A esses casos (mesmo ignorando os conhecimentos de ordem
espiritual) a Psicologia chama de transsexualidade.

Quanto à população homossexual especificamente falando, ela é
constituída de seres exclusivamente passivos, exclusivamente ativos
e ainda os de vivência indefinida, casos que sem dúvida se reportam
igualmente às existências anteriores. No entanto, para seu tempo,
Allan Kardec já foi surpreendentemente além dos limites esperados.
É
que o amor não tem mesmo limitações. E Kardec foi um mensageiro da
Lei do Amor.

Paz e Luz
Edson Nunes

FONTE:http://lists.espiritismo.net/pipermail/espiritismonet-usuarios-l/2007-October/000375.html

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

FISIOLOGIA DA ALMA - RAMATIS

Decidi postar aqui trechos do belo livro de Ramatis (autor espiritual), fisiologia da alma.
Espero que todos leiam e compreendam o que um vício pode acarretar pra si e para todo o planeta! E mais além... para o Universo!
Ao invés de julgar, estude, pois vc mostra o quão ignorante é, quando ataca as pessoas que simplesmente fizeram escolhas certas para suas vidas.

Acho que vem muito a calhar esse texto com este período de CARNAVAL (festa da carne).

Ótima semana à todos!

Gaby


1. A Alimentação Carnívora e o Vegetarianismo

PERGUNTA: — Em vista das opiniões variadas e por vezes contraditórias, tanto entre as correntes religiosas e profanas como até entre a classe médica, quanto ao uso cia carne dos animais como alimento, gostaríamos que nos désseis amplos esclarecimentos a respeito, de modo a chegarmos a uiva conclusão clara e lógica sobre se o regime alimentar carnívoro prejudica ou não o nosso organismo ou influi de qualquer modo para que seja prejudicada a evolução do nosso espírito. Preliminarmente, devemos dizer que no Oriente — como o afirmam muitas das pessoas antivegetarianas — a abstenção do uso da carne como alimento parece prender-se apenas a unia tradição religiosa, que os ocidentais consideram como uma absurdidade, dada a diferença de costumes entre os dois povos. Que nos dizeis a respeito?

RAMATÍS:— A preferência pela alimentação vegetariana, no Oriente, fundamenta-se na perfeita convicção de que, à medida que a alma progride, é necessário, também, que o vestuário de carne se lhe harmonize ao progresso espiritual já alcançado. Mesmo nos remos inferiores, a nutrição varia conforme a delicadeza e sensibilidade das espécies. Enquanto o verme disforme se alimenta no subsolo, a poética figura alada do beija-flor sustenta-se com o néctar das flores. Os iniciados hindus sabem que os despojos sangrentos da alimentação carnívora fazem recrudescer o atavismo psíquico das paixões animais, e que os princípios superiores da alma devem sobrepujar sempre as injunções da matéria. Raras criaturas conseguem libertar-se da opressão vigorosa das tendências hereditárias do animal, que se fazem sentir através da sua carne.

PERGUNTA:— Mas a alimentação carnívora, principalmente no Ocidente, já é um hábito profundamente estratificado no psiquismo humano. cremos que estamos tão condicionados organicamente à ingestão de carne, que sentir-nos-íamos debilitados ante a sua mais reduzida dieta!

RAMATÍS:— Já tendes provas irrecusáveis de que podeis viver e gozar de ótima saúde sem recorrerdes à alimentação carnívora. Para provar o vosso equívoco, bastaria considerar a existência, em vosso mundo, de animais corpulentos e robustos, de um vigor extraordinário e que, entretanto, são rigorosamente vegetarianos, tais como o elefante, o boi, o camelo, o cavalo e muitos outros. Quanto ao condicionamento biológico, pelo hábito de comerdes carne, deveis compreender que o orgulho, a vaidade, a hipocrisia ou a crueldade, também são estigmas que se forjaram através dos séculos, mas tereis que eliminá-los definitivamente do vosso psiquismo. O hábito de fumar e o uso imoderado do álcool também se estratificam na vossa memória etérica; no entanto, nem por isso os justificais como necessidades imprescindíveis das vossas almas invigilantes.
Reconhecemos que, através dos milênios já vividos, para a formação de vossas consciências individuais, fostes estigmatizados com o vitalismo etérico da nutrição carnívora; mas importa reconhecerdes que já ultrapassais os prazos espirituais demarcados para a continuidade suportável dessa alimentação mórbida e cruel. Na técnica evolutiva sideral, o estado psicofísico do homem atual exige urgente aprimoramento no gênero de alimentação; esta deve corresponder, também, às próprias transformações progressistas que já se sucederam na esfera da ciência, da filosofia, da arte, da moral e da religião.O vosso sistema de nutrição é um desvio psíquico, uma perversão do gosto e do olfato; aproximai-vos consideravelmente do bruto, nessa atitude de sugar tutanos de ossos e de ingerirdes vísceras na feição de saborosas iguanas. Estamos certos de que o Comando Sideral está empregando todos os seus esforços a fim de que o terrícola se afaste, pouco a pouco, da repugnante preferência zoofágica.

PERGUNTA:— Devemos considerar-nos em débito perante Deus, devido à nossa alimentação carnívora, quando apenas atendemos aos sagrados imperativos naturais da própria vida?

RAMATÍS:— Embora os antropófagos também atendam aos “sagrados imperativos naturais da vida”, nem por isso endossais os seus cruentos festins de carne humana, assim como também não vos regozijais com as suas imundices à guisa de alimentação ou com as suas beberagens repugnantes e produtos da mastigação do milho cru! Do mesmo modo como essa nutrição canibalesca vos causa espanto e horror, também a vossa mórbida alimentação de vísceras e vitualhas sangrentas, ao molho picante, causa terrível impressão de asco às humanidades dos mundos superiores. Essas coletividades se arrepiam em face das descrições dos vossos matadouros, charqueadas, açougues e frigoríficos enodoados com o sangue dos animais e a visão patética de seus cadáveres esquartejados. Entretanto, a antropofagia dos selvagens ainda é bastante inocente, em face do seu apoucado entendimento espiritual; eles devoram o seu prisioneiro de guerra, na cândida ilusão de herdar-lhe as qualidades intrépidas e o seu vigor sanguinário. Mas os civilizados, para atenderem às mesas lautas e fervilhantes de órgãos animais, especializam-se nos caldos epicurísticos e nos requintes culinários, fazendo da necessidade do sustento uma arte enfermiça de prazer. O silvícola oferece o tacape ao seu prisioneiro, para que ele se defenda antes de ser moído por pancadas; depois, rompe-lhe as entranhas e o devora, famélico, exclusivamente sob o imperativo natural de saciar a fome; a vítima é ingerida às pressas, cruamente, mas isso se faz distante de qualquer cálculo de prazer mórbido. O civilizado, no entanto, exige os retalhos cadavéricos do animal na forma de suculentos cozidos ou assados a fogo lento; alega a necessidade de proteína, mas atraiçoa-se pelo requinte do vinagre, da cebola e da pimenta, desculpa-se com o condicionamento biológico dos séculos em que se viciou na nutrição carnívora, mas sustenta a lúgubre indústria das vísceras e das glândulas animais enlatadas; paraninfa a arte dos cardápios da necrofagia pitoresca e promove condecorações para os “mestres-cucas” da culinária animal!Os frigoríficos modernos que exaltam a vossa “civilização”, construídos sob os últimos requisitos científicos e eletrônicos concebidos pela inteligência humana, multiplicam os seus aparelhamentos mais eficientes e precisos, com o fito da matança habilmente organizada. Notáveis especialistas e afamados nutrólogos estudam o modo de produzir em massa o “melhor” presunto ou a mais “deliciosa” salsicharia à base de sangue coagulado!
Os capatazes, endurecidos na lide, dão o toque amistoso e fazem o convite traiçoeiro para o animal ingressar na fila da morte; magarefes exímios e curtidos no serviço fúnebre conservam a sua fama pela rapidez com que esfolam o animal ainda quente, nas convulsões da agonia; veterinários competentes examinam minuciosamente a constituição orgânica da vítima e colocam o competente “sadio”, para que o “ilustre civilizado” não sofra as conseqüências patogênicas do assado ou do cozido das vísceras animais!Turistas, aprendizes e estudantes, quando visitam os colossos modernos que são edificados para a indústria da morte, onde os novos “sansões” guilhotinam em massa o servidor amigo, pasmam-se com os extraordinários recursos da ciência moderna; aqui, os guindastes, sob genial operação mecânica, erguem-se manchados de rubro e despejam sinistras porções de vísceras e rebotalhos palpitantes; ali, aperfeiçoados cutelos, movidos por eficaz aparelhamento elétrico, matam com implacável exatidão matemática, acolá, fervedores, prensas, esfoladeiras, batedeiras e trituradeiras executam a lúgubre sinfonia capaz de arrepiar os velhos caciques, que só devoravam para matar a fome! Em artísticos canais e regos, construídos com os azulejos da exigência fiscal, jorra continuamente o sangue rútilo e generoso do animal sacrificado para a glutonice humana!
Mas o êxito da produção frigorífica ainda melhor se comprova sob genial disposição: elevadores espaçosos erguem-se, implacáveis, sobrecarregados de suínos, e os depositam docemente sobre o limiar de bojudos canos de alumínio, inclinados, na feição de “montanha-russa.” Rapidamente, os suínos são empurrados, em fila, pelo interior dos canos polidos e deslizam velozmente, em grotescas e divertidas oscilações, para mergulharem, vivos, de súbito, nos tanques de água fervente, a fim de se ajustarem à técnica e à sabedoria científica modernas, que assim favorecem a produção do “melhor” presunto da moda!Quantos suínos precisarão ainda desliza pela tétrica montanha-russa, criação do mórbido gênio humano, para que possais saborear o vosso “delicioso” presunto no lanche do dia!

PERGUNTA: — Esses métodos eficientes e de rapidíssima execução na matança que se processa nos matadouros e frigoríficos modernos, evitam os prolongados sofrimentos que eram comuns no tipo de corte antigo. Não é verdade?

RAMATÍS: — Pensamos que o senso estético da Divindade há se sempre preferir a cabana pobre, que abriga o animal amigo, ao matadouro rico que mata sob avançado cientificismo da indústria fúnebre. As regiões celestiais são paragens ornadas de luzes, flores e cores, onde se casam os pensamentos generosos e os sentimentos amoráveis de suas humanidades cristificadas. Essas regiões também serão alcançados, um dia, mesmo por aqueles que constroem os tétricos frigoríficos e os matadouros de equipo avançado, mas que não se livrarão de retornar à Terra, para cumprir em si mesmos o resgate das torpezas e das perturbações infligidos ao ciclo evolutivo dos animais. Os métodos eficientes da matança científica, mesmo que diminuam o sofrimento do animal, não eximem o homem da responsabilidade de haver destruído prematuramente os conjuntos vivos que também evoluem, como são os animais criados pelo Senhor da Vida! Só Deus tem o direito de extingui-los, salvo quando eles oferecem perigo para a vida humana, que é um mecanismo mais evoluído, na ordem da Criação.

PERGUNTA: — Surpreendem-nos as vossas asserções algo vivas; muita gente não compreende, ainda, que essa grave impropriedade da alimentação carnívora causa-nos tão terríveis conseqüências! Será mesmo assim?

RAMATÍS: — O anjo, já liberto dos ciclos reencarnatórios, é sempre um tipo de suprema delicadeza espiritual. A sua tessitura diáfana e formosa, e seu cântico inefável aos corações humanos não são produtos dos fluidos agressivos e enfermiços dos “patê de foie-gras” (pasta de fígado hipertrofiado), da famigerada “dobradinha ao molho pardo” ou do repasto albumínico do toucinho defumado!
A substância astral, inferior, que exsuda da carne do animal, penetra na aura dos seres humanos e lhes adensa a transparência natural, impedindo os altos vôos do espírito. Nunca havereis de solucionar problema tão importante com a doce ilusão de ignorar a realidade do equívoco da nutrição carnívora e, quiçá, tarde demais para a desejada solução.
Expomo-vos aquilo que deve ser meditado e avaliado com urgência, porque os tempos são chegados e não há subversão no mecanismo sideral. E mister que compreendais, com toda brevidade, que o veículo perispiritual é poderoso ímã que atrai e agrega as emanações deletérias do mundo inferior, quando persistis nas faixas vibratórias das paixões animais. E preciso que busqueis sempre o que se afina aos estados mais elevados do espírito, não vos esquecendo de que a nutrição moral também se harmoniza à estesia do paladar físico. Em verdade, enquanto os lúgubres veículos manchados de sangue percorrerem as vossas ruas citadinas, para despejar o seu conteúdo sangrento nos gélidos açougues e atender às filas irritadas à procura de carne, muitas reencarnações serão ainda precisas para que a vossa humanidade se livre do deslize psíquico, que sempre há de exigir a terapia das úlceras, cirroses hepáticas, nefrites, artritismo, enfartes, diabetes, tênias, amebas ou uremias!

PERGUNTA: — Por que motivo considerais que o homem se inferioriza ao selvagem, na alimentação carnívora, se ele usa de processos eficientes, que visam evitar o sofrimento do animal no corte? Não concordais em que o homem também atende à sua necessidade de viver e se subordina a um imperativo nutritivo que lhe requer uma organização industrial?

RAMATÍS: — O selvagem, embora feroz e instintivo, serve-se da carne pela necessidade exclusiva de nutrição e sem transformá-la em motivos para banquetes e libações de natureza requintada; entre os civilizados, entretanto, revivem esses mesmos apetites do selvagem mas, paradoxalmente, de modo mais exigente, servindo de pretexto para noitadas de prazer, sob as luzes fulgurantes dos luxuosos hotéis e restaurantes modernos. Criaturas ruidosas, álacres, e que apregoam a posse de genial intelecto, devoram, em mesas festivas, os cadáveres dos animais, regados pelos temperos excitantes, enquanto a orquestra famosa executa melodias que se casam aos odores da carne carbonizada ou do cozido fumegante! Mas sabei que as poéticas e sugestivas denominações dos pratos, expostas nos cardápios afidalgados, não livram o homem das conseqüências e da responsabilidade de devorar as vísceras do irmão inferior!
Apesar dos floreios culinários e do cardápio de iguanas “sui generis”, que tentam atenuar o aspecto repugnante das vitualhas sangrentas, os homens carnívoros não conseguem esconder a realidade do apetite desregrado humano! Aqui, a designação de “dobradinha à moda da casa” apenas disfarça o repulsivo ensopado de estômago de boi; ali, os sugestivos “miúdos à milanesa” são apenas retalhos de vesículas e fígado, traindo o sabor amargo da bílis animal; acolá, os “apetitosos rins no espeto” não conseguem sublimar a sua natureza de órgãos excretores da albumina e da uréia, que ainda se estagnam sob o cutelo mortífero. Embora se queira louvar o esforço do mestre culinário, o “mocotó à européia” não passa de viscoso mingau de óleo lubrificante de boi abatido; os “frios à americana” não vão além de vitualha sangrenta, e a “feijoada completa” é apenas um nauseante charco de detritos cozidos na imundície do chouriço denegrido, dos pés, películas e retalhos arrepiantes do porco, que ainda se misturam à uréia da banha gordurosa!
E evidente que se deve desculpar o bugre ignorante, que ainda se subjuga à nutrição carnívora e perverte o seu paladar, porque a sua alma atrasada ignora a soma de raciocínios admiráveis que ao civilizado já é dado movimentar na esfera científica, artística, religiosa e moral. Enquanto os banquetes pantagruélicos dos Césares romanos marcam a decadência de uma civilização, a figura de Gandhi, sustentado a leite de cabra, é sempre um estímulo para a composição de um mundo melhor.

PERGUNTA: — Deveríamos, porventura, violentar o nosso organismo físico, que é condicionado milenarmente à alimentação de carne? certos de que a natureza não dá saltos e não pode adaptar-se subitamente ao vegetarianismo, consideramos que seria perigosa qualquer modificação radical nesse sentido. O nosso processo de nutrição carnívora já é um automatismo biológico milenário. que há de exigir alguns séculos para uma adaptação tão insólita. Quais as vossas considerações a esse respeito?

RAMATÍS: — Não sugerimos a violência orgânica para aqueles que ainda não suportariam essa modificação drástica; para esses, aconselhamos gradativamente adaptações do regime da carne de suíno para o de boi, do de boi para o de ave e do de ave para o de peixe e mariscos. Após disciplinado exercício em que a imaginação se higieniza e a vontade elimina o desejo ardente de ingerir os despojos sangrentos, temos certeza de que o organismo estará apto para se ajustar a um novo método nutritivo de louvor espiritual. Mas é claro que tudo isso pede por começar e, se desde já não efetuardes o esforço inicial que alhures tereis de enfrentar, é óbvio que hão de persistir tanto esse tão alegado condicionamento biológico como a natural dificuldade para uma adaptação mais rápida. Mas é inútil procurardes subterfúgios para justificar a vossa alimentação primitiva e que já é inadequada à nova índole espiritual; é tempo de vos asseardes, a fim de que possais adotar novo padrão alimentício. Inegavelmente, o êxito não será alcançado do modo por que fazeis a substituição do combustível de vossos veículos; antes de tudo, a vossa alma terá que participar vigorosamente de um exercício, para que primeiramente elimine da mente o desejo de comer carne.Muitas almas decididas, que já comandam o seu corpo físico e o submetem à vontade da consciência espiritual, têm violentado esse automatismo biológico da nutrição de carne, do mesmo modo por que alguns seres extinguem o vício de fumar, sob um só impulso de vontade. Também estais condicionados ao vício da intriga, da raiva, da cólera, do ciúme, da crueldade, da mentira e da luxúria; no entanto, muitos se libertam repentinamente dessas mazelas, sob hercúleos esforços evangélicos.E reconhecendo a debilidade da alma humana para as libertações súbitas, e preparando-vos psiquicamente para repudiardes a carne, que temos procurado influenciar o mecanismo do vosso apetite, dando-vos conselhos cruamente e de modo ostensivo, de modo a que mais facilmente vos liberteis dos exóticos desejos de assados e cozidos, que, na realidade, não passam de rebotalhos e cadáveres que vos devem inspirar náuseas e aversão digestivas.
Daí as nossas preocupações sistemáticas, em favor do vosso bem espiritual, para que ante a visão, por exemplo, de dobradinhas “saborosas” que recendem ao molho odorante, reconheçais, na verdade, as tétricas cartilagens que protegem a região broncopulmonar do boi, em cujo local se processam as mais repugnantes trocas de matéria corrompida!

PERGUNTA:— Porventura os cuidadosos exames a que são submetidos os animais, antes do corte, não afastam a possibilidade de contaminarem o homem com qualquer enfermidade provável?

RAMATÍS: — Essa profilaxia de última hora não identifica os resíduos da enfermidade que possa ter predominado no animal destinado ao corte e que, evidentemente, não deixou vestígios iden-tificáveis à vossa instrumentação de laboratório. Apesar dos extremos cuidados de higiene e das medidas de prevenção nos matadouros, ainda desconheceis que a maioria dos quadros patogênicos do vosso mundo se origina na constituição mórbida do porco! O animal não raciocina, nem pode explicar-vos a contento as suas reais sensações dolorosas conseqüentes de suas condições patogênicas. O veterinário criterioso enfrenta exaustivas dificuldades para atestar a enfermidade do animal, enquanto que o ser humano pode relatar, com riqueza até de detalhes, as suas perturbações, o que então auxilia o diagnóstico médico. Assim mesmo, quantas vezes a medicina não descobre a natureza exata dos vossos males, surpreendendo-se com a eclosão de enfermidade diferente e que se distanciava das cogitações familiares! As vezes, um simples exame de urina, requerido para fins de somenos importância, revela a diabete que o médico desconhecia no seu paciente; um hemograma solicitado sem graves preocupações pode atestar a leucemia fatal! As enfermidades próprias da região abdominal, embora explicadas com riqueza de detalhes pelos enfermos, muitas vezes deixam o clínico vacilante quanto a situa uma colite, uma úlcera gastroduodenal ou um surto de ameba histolítica! Uma vez que no ser humano é tão difícil visualizar com absoluta precisão a origem dos seus males, requerendo-se múltiplos exames de laboratório para o diagnóstico final, muito mais difícil será conhecer-se o morbo que, no animal, não se pode focaliza na sintomatologia comum. Quantas vezes o suíno é abatido no momento exato em que se iniciou um surto patogênico, cuja virulência ainda não pôde ser assinalada pelo veterinário mais competente, salvo o caso de rigorosa autópsia e meticuloso exame de laboratório! Para isso evitar, a matança de porcos exigiria, pelo menos, um veterinário para cada animal a ser sacrificado.
Os miasmas, bacilos, germes e coletividades microbianas famélicas, que se procriam no caldo de cultura dos chiqueiros, penetram na vossa delicada organização humana, através das vísceras do porco, e debilitam-vos as energias vitais. Torna-se difícil para o médico situar essa incursão patogênica, inclusive a sua incubação e o período de desenvolvimento; por isso, mais tarde, há de considerar a enfermidade como oriunda de outras fontes patológicas.

PERGUNTA:— Julgais, porventura, que a alimentação carnívora possa trazer prejuízos físicos, de vez que a criatura já está condicionada, há milênios, a essa forma nutritiva? Qual a culpa do homem em ser carnívoro, se desde a sua infância espiritual ele foi assim condicionado, de modo a poder sobreviver no mundo físico?

RAMATÍS:— Repetimo-vos: nem todas as coisas que serviram para sustentar o homem, nos primórdios da sua vida no plano físico, podem ser convenientes, no futuro, quando surgem então novas condições morais ou psicológicas e a criatura humana pode cultuar concepções mais avançadas. Antigamente, os ladrões tinham as suas mãos amputadas, e arrancava-se a língua aos perjuros. Desde que vos apegais tanto ao tradicionalismo do passado, por que aos maledicentes modernos não aplicais essas disposições punitivas, brutais e impiedosas? Os antigos trogloditas comiam sem escrúpulo os retalhos de carne impregnados dos detritos do chão; no entanto, atualmente, usais pratos, talheres, e lavais o alimento. Certamente, alegareis a existência, agora, de um senso estético mais progressista, e que também tendes mais entendimento das questões de higiene humana; mas não concordais, no entanto, em que esse senso estético avançado está a pedir, também, a eliminação da carne de vossas mesas doentias!
Quando o homem ainda se estribava na ingestão de vísceras de animais, a fim de sobreviver ao meio rude e agressivo da matéria, a sua alma também era compatível com a rudeza do ambiente inóspito mas, atualmente, o espírito humano já alcançou noções morais tão elevadas, que também lhe compete harmonizar-se a uma nutrição mais estética. Não se justifica que, após a sua verticalização da forma hirsuta da idade da pedra, o homem prossiga nutrindo-se tão sanguinariamente como a hiena, o lobo, a raposa ou as aves de rapina! Além de brutal e detestável para aqueles que desejam se libertar dos planos inferiores, a carne é contínuo foco de infecção à tessitura magnética e delicada do corpo etéreo-astral do homem.

PERGUNTA: — Que dizeis dos novos recursos preventivos, nos matadouros modernos, em que se aplicam antibióticos para se evitar a deterioração prematura da carne? Essa providência não termina extinguindo indo qualquer perigo na sua ingestão?

RAMATÍS: — Trata-se apenas de mais um requinte doentio do vosso mundo, e que revela o deplorável estado de espírito em que se encontra a criatura humana. O homem não se conforma com os efeitos daninhos que provêm de sua alimentação pervertida e procura, a todo custo, fugir à sua tremenda responsabilidade espiritual. Mas não conseguirá ludibriar a lei expiatória; em breve, novas condições enfermiças se farão visíveis entre os insaciáveis carnívoros protegidos pela “profilaxia” dos antibióticos. Além do efeito deletério da carne, que se intoxica cada vez mais com a própria emanação astral e mental do homem desregrado, encontrar-vos-eis às voltas com o preciosismo técnico de novas enfermidades situadas no campo das alergias inespecíficas, como produtos naturais das reações antibióticas nos próprios animais preparados para o corte!Espanta-nos a contradição humana, que principalmente, produz a enfermidade no animal que pretende devorar e em seguida aplica-lhe a profilaxia do antibiótico!

PERGUNTA: — Podeis dar-nos um exemplo dessa contradição?

RAMATÍS: — Pois não? A vossa medicina considera que o homem gordo, obeso, hipertenso, é um candidato à angina e à comoção cerebral; classifica-o como um tipo hiperalbuminóide e portador de perigosa disfunção cárdio-hépato-renal. A terapêutica mais aconselhada é um rigoroso regime de eliminação hidrossalina e dieta redutora de peso; ministra-se ao homem alimentação livre de gorduras e predominantemente vegetal, e o médico alude ao perigo da nefrite, ao grave distúrbio no metabolismo das gorduras e à indefectível esteatose hepática. Cremos que, se os velhos pajés antropófagos conhecessem algo de medicina moderna e pudessem compreender a natureza mórbida do obeso e sua provável disfunção orgânica, de modo algum permitiriam que suas tribos devorassem os prisioneiros excessivamente gordos! Compreenderiam que isso lhes poderia causar enfermidades inglórias, em vez de saúde, vigor e coragem que buscavam na devora do prisioneiro em regime de ceva!
Mas o homem do século XX, embora reconheça a enfermidade das gorduras, devora os suínos obesos, hipertrofiados na engorda albumínica, para conseguir a prodigalidade da banha e do toucinho: primeiro os enferma em imundo chiqueiro, onde as larvas, os bacilos e microrganismos, próprios dos charcos, fermentam as substâncias que alimentam os oxiúros, as lombrigas, as tênias, as amebas colis ou histolíticas. O infeliz animal, submetido à nutrição putrefata das lavagens e dos detritos, renova-se em suas próprias dejeções e exsuda a pior cota de odor nauseante, tomando-se o transformador vivo de imundícies, para acumular a detestável gordura que deve servir às mesas fúnebres. Exausto, obeso, letárgico e suarento, o porco tomba ao solo com as banhas fartas e fica submerso na lama nauseante; é massa viva de uréia gelatinosa, que só pode ser erguida pelos cordames, para a hora do sacrifício no matadouro. Que adianta, pois, o convencional beneplácito de “sadio”, que cumpre ao veterinário, na autorização para o corte do animal, quando a própria ciência humana já permitiu o máximo de condições patogênicas!De modo algum essa tétrica “profilaxia” antibiótica livrar-vos-á da seqüência costumeira a que sois submetidos implacavelmente; continuareis a ser devorados, do mesmo modo, pela cirrose, a colite, a úlcera, a tênia, o enfarte, a nefrite ou o artritismo; cobrir-vos-eis, também, de eczemas, urticárias, pênfigo, chagas ou crostas sebáceas; continuareis, indubitavelmente, sob o guante da icterícia, da gota, da enxaqueca e das infecções desconhecidas; cada vez mais enriquecereis os quadros da patogenia médica, que vos classificarão como “casos brilhantes” na esfera principal das síndromes alérgicas.

PERGUNTA: — Uma vez que os animais e as aves são inconscientes e de fácil proliferação, a sua morte, para nossa alimentação, deve ser considerada crime tão severo, quando se trata de costume que já nasceu com o homem? Cremos que Deus foi quem estabeleceu a vida assim como ela é, e o homem não deve ser culpado por apenas seguir as suas diretrizes tradicionais, cumpria a Deus, na sua Augusta Inteligência, conduziras suas criaturas para outra forma de nutrição independente da carne: não é verdade?

RAMATÍS: — A culpa começa exatamente onde também começa a consciência quando já pode distinguir o justo do injusto e o certo do errado. Deus não condena suas criaturas, nem as pune por seguirem diretrizes tradicionais e que lhes parecem mais certas; não existe, na realidade, nenhuma instituição divina destinada a punir o homem, pois é a sua própria consciência que o acusa, quando desperta e percebe os seus equívocos ante a Lei da Harmonia e da Beleza Cósmica. Já vos dissemos que, quando o selvagem devora o seu irmão, para matar a fome e herdar-lhe as qualidades guerreiras, trata-se de um espírito sem culpa e sem malícia perante a Suprema Lei do Alto. A sua consciência não é capaz de extrair ilações morais ou verificar qual o caráter superior ou inferior da alimentação vegetal ou carnívora. Mas o homem que sabe implorar piedade e clamar por Deus, em suas dores; que distingue a desgraça da ventura; que aprecia o conforto da família e se comove diante da ternura alheia; que derrama lágrimas compungidas diante da tragédia do próximo ou de novelas melodramáticas; que possui sensibilidade psíquica para anotar a beleza da cor, da luz e da alegria; que se horroriza com a guerra e censura o crime, teme a morte, a dor e a desgraça; que distingue o criminoso do santo, o ignorante do sábio, o velho do moço, a saúde da enfermidade, o veneno do bálsamo, a igreja do prostíbulo, o bem do mal, esse homem também há de compreender o equívoco da matança dos pássaros e da multiplicação incessante dos matadouros, charquea-das, frigoríficos e açougues sangrentos. E será um delinqüente perante a Lei de Deus se, depois dessa consciência desperta, ainda persistir no erro que já é condenado no subjetivismo da alma e que desmente um Ideal Superior!
Se o selvagem devora o naco de carne sangrenta do inimigo, o faz atendendo à fome e à idéia de que Tupã quer os seus guerreiros plenos de energias e de heroísmos; mas o civilizado que mata, retalha, coze e usa a sua esclarecida inteligência para melhorar o molho e acertar a pimenta e a cebola sobre as vísceras do irmão menor, vive em contradição com a prescrição da Lei Suprema. De modo algum pode ele alega a ignorância dessa lei, quando a galinha é torcida em seu pescoço e o boi traumatizado no choque da nuca; quando o porco e o carneiro tombam com a garganta dilacerada; quando a malvadez humana ferve os crustáceos vivos, embebeda o peru para “amaciar a carne” ou então satura o suíno de sal para melhorar o chouriço feito de sangue coagulado.Quantas vezes, enquanto o cabrito doméstico lambe as mãos do seu senhor, a quem se afinizara inocentemente, recebe o infeliz animal a facada traiçoeira nas entranhas, apenas porque é véspera do Natal de Jesus! A vaca se lamenta e lambe o local onde matam o seu bezerro; o cordeiro chora na ocasião de morrer!Só não matais o rato, o cão, o cavalo ou o papagaio, para as vossas mesas festivas, porque a carne desses seres não se acomoda ao vosso paladar afidalgado; em conseqüência, não é a ventura do animal o que vos importa, mas apenas a ingestão prazenteira que ele vos pode oferecer nas mesas lúgubres.

PERGUNTA: — Como poderíamos vencer esse condicionamento biológico e mesmo psíquico, em que a nossa constituição orgânica é hereditariamente predisposta à alimentação carnívora? A ciência médica afirma que, à simples idéia de nos alimentarmos, o sistema endócrino já produz sucos e hormônios de simpatia digestiva à carne, e dessa sincronia perfeita entre o pensamento e o metabolismo fisiológico, achamos que fica demonstrada a fatal necessidade de nutrição carnívora. Em compensação, muitos vegetarianos hão revelado alergia a frutas ou hortaliças!Não é isso bastante para justificar a afirmativa de que onosso organismo precisa evidentemente de carne, a fim de poder-se desenvolver sadia e vigorosamente?

RAMATÍS: - O cigarro também não foi criado para ser fumado fanaticamente pelo homem; este é que imita a estultice dos bugres descobertos por Colombo e termina transformando-se num escravo da aspiração de ervas incineradas. A simples lembrança do cigarro, o vosso sistema endócrino, num perfeito trabalho psicofísico, de prevenção, também produz antitoxinas que devem neutralizar o veneno da nicotina e proteger-vos da introdução da fumaça fétida nos pulmões delicados. A submissão ao desejo de ingerir a carne é igual à submissão do fumante inveterado para com o seu comando emotivo, pois ele é mais vítima de sua debilidade mental do que mesmo de uma invencível atuação fisiológica. O viciado no fumo esquece-se de si mesmo e, por isso, aumenta progressivamente o uso do cigarro, acicatado continuamente pelo desejo insatisfeito, criando, então, uma segunda natureza, que se torna implacável e exigente carrasco.Comumente fumais sem notar todos os movimentos preliminares que vos comandam automaticamente, desde a abertura da carteira até a colocação do cigarro nos lábios descuidados; completamente inconscientes dessa realidade viciosa, já não fumais, mas sois fumados pelo cigarro, guiados pelo instinto indisciplinado. No vício da carne ocorre o mesmo fenômeno; viveis distanciados da realidade de que sois escravos do habito de comer carne. Se o sistema endócrino produz sucos e hormônios à simples idéia de ingerirdes carne, nem por isso se comprova que fostes especificamente criados para a nutrição carnívora. E apenas um velho hábito, que atendeu às primeiras manifestações da vida grosseira do homem das cavernas trogloditas e que, pelo vosso descuido, ainda vos comanda o mecanismo fisiológico, submetendo-o à sua direção.
As providências preventivas, no metabolismo humano, devem ser tomadas em qualquer circunstância; o hindu que se habituou à ingestão de frutos sazonados e vegetais sadios, também fabrica os seus hormônios e sucos digestivos à simples idéia da alimentação com que está acostumado. A diferença está em que ele carece de hormônios destinados à nutrição puramente vegetal, enquanto que vós tendes que produzi-los para a cobertura digestiva dos despojos da nutrição carnívora.Alegais que muitas pessoas se tornam enfermiças, ao se devotarem à alimentação vegetariana; em verdade, comprovais, assim, que sois tão estratificados pelo mau hábito de alimentação carnívora, que o vosso metabolismo fisiológico já não consegue assimilar a contento os frutos sadios e os vegetais nutritivos, manifestando-se em vós os pitorescos fenômenos de alergia. No entanto, desde que disciplinásseis a vontade e vigiásseis mentalmente o desejo mórbido, despertando da inconsciência imaginativa da nutrição zoofágica, logo sentir-vos-ieis mais libertos do indefectível condicionamento biológico carnívoro.



Continua em : http://www.scribd.com/doc/7034534/Ramatis-Fisiologia-Da-Alma



... Os banquetes carnívoros e as churrascadas constituem um espetáculo comprometedor à luz do espiritismo. Os espíritos que assistiram a Kardec o declaram, indiretamente, nas respostas às perguntas 713 e 714, do tema “Gozo dos Bens Terrenos”, nos seguintes termos: “A natureza traçou limites aos gozos, para vos indicar onecessário; mas, pelos vossos excessos, chegais à saciedade evos punis a vós mesmos”. À indagação feita sobre que se deve pensar do homem que procura nos excessos de todo gênero o requinte dos gozos, o espírito deu a seguinte resposta, sob n° 714: “Pobre criatura! Mais digna é de lástima do que de inveja, pois bem perto está da morte”. Perto da morte física, ou da morte moral? — perguntou Kardec ao espírito comunicante. E este respondeu: — “De ambas!”