domingo, 28 de agosto de 2011

Oficina de Dramaturgia



Acabo de chegar da Oficina de Dramaturgia que estou fazendo na ONG Ribeirão em Cena, organização no qual faço parte desde de 2008.
Não sei nem como descrever o que está sendo escrever para teatro, há tempos tenho essa vontade enorme dentro de mim!
A oficina é ministrada por Lucas Arantes, dramaturgo, ator, diretor, escritor, poeta.. e por aí vai, rs... E ótimo professor! Ele é de Ribeirão e está atualmente em São Paulo. Eu particularmente estou adorando seu método. Está abrindo muito minha mente!
Ela acontece aos sábados e domingos e vai até o final de setembro!!! M A R A !!!
Posso dizer que estou me encontrando em vários aspectos e esta oficina no Ribeirão Em Cena está me ajudando demais!!! Estou muito satisfeita com muitas coisas que descobri a meu respeito nessas três semanas, sejam elas boas ou "ruins". Estou feliz, porque eu descobri o que não fazia ideia e me sinto com mais certeza por onde trilhar! Além de mergulhar cada vez mais nesse universo teatral, tão presente na minha vida há alguns anos! Tenho a absoluta certeza de que o teatro e a arte no geral são o meu guia, meu norte, o que move minha vida! São eles, assim como tanta coisa importante para mim, que me fazem viver, que deles que vou tirar o meu sustento, se Deus assim permitir! Por enquanto eu muito ralo, gasto o pouco que tenho, me desespero às vezes, por outras dá vontade de desistir, mas eu espero me sustentar através de tudo isso que tanto amo! Não me render, nem me vender àquilo que me tornará limitada demais para viver dignamente. Me permitir viver com alegria e humildade ao que me dá prazer e satisfação, e claro, que me dará também um retorno moral e financeiro esperados.
Nada como expandir horizontes e não ter medo de fazer novas escolhas!
Me sinto bem. Por agora. Rs!

Boa semana!
Gabriela Grecco

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Valores

Ontem estávamos em uma reunião e falávamos sobre Valores.
Justamente ontem.
Ontem que eu cai após sair do banho, estava correndo pra dar tempo de fazer tudo que tinha que fazer. Pra dar tempo de cumprir com todos meus compromissos. Dar tempo de estar presente e participativa em lugares e na vida de pessoas importantes para mim.
Para estar presente, para fazer minha parte, não por obrigação, mas por prazer. Nisso tudo, eu fui relapsa comigo e me machuquei. Cai após o banho, de joelho (apenas o esquerdo, aquele que tem duas tendinites, um ligamento estirado preso por algumas fibras e outro espessado e a cartilagem da patela que acabou de se curar de um condropatia), estirei o músculo da virilha e o músculo posterior, pois escorreguei pra frente, depois pra trás tentando me compensar e cai.
Minha saúde tem valor para mim. Não sou alguém que berra de dor, nem chora. Nem no meu acidente com uma fratura exposta no joelho eu assim agi, mas ontem...
Como estava dizendo, minha saúde tem valor para mim e muito! Mas eu já deixei muitas vezes de zelar por ela e tomei as consequências por isso, eu e quem está ao meu lado sabe muito bem.

O que leva as pessoas atribuirem o mesmo valor à coisas e situações tão distintas? Como alguém tão relapso pode ter o mesmo peso de alguém presente? Como situações trágicas podem desencadear indiferença? Como a dificuldade e sofrimento alheio podem causar repugnância? Como cuidados especiais podem causar inveja?
É fácil dar uma de moralista, falar das desgraças do mundo e dizer como a Humanidade está tão fria, indiferente a tudo que acontece. Mas e perto de si, como você age? Que parâmetros você usa pra medir que o sofrimento de quem está na notícia da televisão é maior do que de quem está ao seu lado???

QUE VALORES SÃO ESSES? QUE PESSOAS SÃO ESSAS? QUE MORAIS SÃO ESSAS?

QUE MORAIS SÃO ESSAS???

Há um ano e meio atrás quando tantos me viraram as costas eu me perguntei tudo isso e agora volto a me perguntar. Por que as pessoas faltam tanto com a caridade? O que as deixam com as feições como nunca tiveram?
Transfiguradas! É até assustador!
Nossa, dói tanto. Dói tanto fazer o possível e receber INDIFERENÇA. Falar assim: Olha, eu to no meu limite, eu posso até aqui, eu fiz o que eu pude, agora eu não consigo mais, você pode me ajudar?
Mas ninguém está disposto a AJUDAR. Todos querem ajuda, e do seu jeito. Sabem por quê? Por que ninguém é capaz de se ajudar! Quem dirá ajudar o outro!! Ninguém é capaz de se aceitar, de se tolerar, de se compreender, de se AMAR. Não há como exigir que se faça com o outro!
É tudo tão difícil, mas tão difícil. A gente batalha tanto, tanto! Poxa vida! Eu não to fazendo cena, eu não to fazendo graça!
Eu nunca falei isso pra ninguém, eu nunca entreguei os pontos, nem pra mim mesma eu falei que era difícil, mas agora eu admito, tá difícil pra mim. Eu agradeço à Deus por não ter tido consequências piores no meu acidente, mas está muito difícil conviver com a ideia de que meu ligamento cruzado posterior não vai voltar ao normal nunca mais, vai ficar estirado, preso por algumas fibras, que ele pode se romper à qualquer momento, que posso fazer uma cirurgia à qualquer momento por isso, que ontem, naquele tombo, eu posso até ter rompido (há grandes chances), que não aguento mais não poder arrumar qualquer emprego porque não posso ficar muito tempo em pé ou mesmo sentada, que essa folga grande no meu joelho fica me atrapalhando demais, essas cicatrizes, essa patela enorme e disforme me incomodam, que eu quase caio o dia todo, que não sou considerada uma deficiente física, mas tenho muitas limitações, mas que as pessoas não fazem ideia de quantas elas são e ficam me julgando todo vez que acontece algo ou que estou morrendo de dor, que quando eu entrego os pontos muita gente vira a cara e mostra quem verdadeiramente é, de que não aguento mais ver como os Seres Humanos são (talvez isso seja uma das coisas mais difíceis), não aguento mais muito trabalho pra pouco resultado, eu trabalho uma coisa na fisio, dai piora outra, trabalho outra, piora outra e fico nessa, trabalhando, arrumando, descobrindo novas coisas. Não aguento mais fazer tanto e não ter reconhecimento e ainda ter o desprezo nos olhares, nos c-o-r-a-ç-õ-e-s! Se essas pessoas soubessem o que foi preciso eu fazer fisicamente, financeiramente e psicologicamente...
Eu sei que preciso continuar com resignação, mas nem sempre é fácil. Eu não sou Chico Xavier, eu sou imperfeita poxa! Eu preciso de ajuda como todo mundo!
Eu não estou fazendo tantas coisas pelos outros. Estou fazendo por tudo que tem valor para mim. E algumas pesssoas realmente tem valor para mim! E pelo o que elas são!
Mas que Ser Humano é esse que sente tanto prazer em DESPREZAR aquele que não merece ser desprezado, aquele que está ao seu lado, aquele que está pra caminhar junto e que muitas vezes precisou de ajuda? Que tantas vezes se dispôs a ajudar e tantas vezes ajudou?
Chega, não vou viver mais por MESQUINHARIA. Eu não preciso disso!

Eu tenho o devido VALOR, por tudo que sou e por tudo que faço. Se alguém assim não enxerga, me desculpe, mas a culpa não é minha!

Gabriela Grecco
25/08/2011

domingo, 14 de agosto de 2011

AMO!



Amo!
Amo porque estou viva
Amo porque existe o sentimento
Amo porque tudo se completa.
Amo porque mesmo nos defeitos, a perfeição existe.
Amor condensador
Amor ardente
Amor clamor.
Eu amo e clamo
Chamo por seu nome até mesmo dormindo
Sonho com nossos dias e noites de amor
Sonho com o dia que tudo isso será infinito!
Amo porque sou de carne e osso
Amo porque sou matéria fluídica
Amo porque tenho esperanças.
Amo porque fui criada para isso
E isso me traz as melhores lembranças.
Amo a ideia de amar
Amo o corpo
Amo o olhar.
Amo sua voz
Amo seu toque
Amo nós!
Nós assim nessa simbiose
Essa loucura desvairada
Essa neurose.
Amo a insanidade instalada em mim enquanto fazemos amor
Amo o gozo
Amo o calor!
Me amo
Te amo
Amo mais que o habitual
Amo profundamente
Amo ardentemente
Não amo de forma banal.
Amo com a alma
Amo com o corpo
Amo sem fim
É realmente...
...eu definitivamente, amo infinitamente!

Gabriela Grecco

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Talvez eu somente DESISTA!

Por que às vezes é tão difícil realizar as coisas?
Por que é tão mais fácil sonhar?
Por que é mais fácil desistir?
Por que é mais fácil se entregar?
Por que tanta coisa dói tanto, mas não nos move?!
Tínhamos que ser feitos para não desistir jamais, não deixar de sonhar não deixar de viver.
Às vezes, confesso, sinto vontade de não mais tentar, de me entregar, de desistir!
Às vezes estou cansada de lutar contra dores que nunca são sanadas, de problemas que nunca se vão, de coisas que não vão mudar.
Lutar praticamente em vão.
Dor profunda no peito, desespero silencioso... vontade de me entregar. Mas a consciência de que tudo tem uma razão de ser, jamais me deixa assim fazer!
Estou agora no meu momento de "desistência", foi-se minha resistência e só o que resta em mim é a vontade de esquecer, de novamente nascer, de começar do zero. Mas começar pra valer... ou não...
Não, acho que estou enganada, não quero recomeçar...
....talvez eu somente DESISTA!

Gabriela Grecco

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

MULHERES DA HISTÓRIA [SÉRIE] - NANCY WAKE

Morre heroína australiana da Segunda Guerra Mundial

Nancy Wake ajudou aliados e judeus a escapar do regime nazista.

Australiana morreu em Londres aos 98 anos.

Da EFE
Nancy Wake, em foto de 2004, após receber uma de suas condecorações. (Foto: Adam Butler / AP) 
Nancy Wake, em foto de 2004, após receber uma
de suas condecorações. (Foto: Adam Butler / AP)


A australiana Nancy Wake, a mulher mais condecorada pelos aliados durante a 2ª Guerra Mundial, morreu no domingo (7) em Londres aos 98 anos, informou a imprensa local.
Nascida em 1912 em Wellington, na Nova Zelândia, e criada em Sydney, Austrália, se mudou para a França em 1932 e pouco depois, após a invasão do país em 1940, se uniu às forças de resistência para ajudar aos aliados e a centenas de judeus a escapar do regime nazista.
Wake fugiu para o Reino Unido depois que foi incluída na lista de pessoas mais procuradas pela Gestapo, que a chamava de 'rata branca' por sua habilidade em fugir.
Ali recebeu treinamento como espiã nas forças especiais britânicas antes de retornar para a França para trabalhar com a Resistência nos preparativos do Dia D, o desembarque aliado na Normandia em junho de 1944.
Ao terminar a guerra descobriu que seu marido, o empresário francês Henri Fiocca, foi torturado e executado em 1943.
Casou-se anos depois da guerra com o piloto australiano John Forward, com quem se mudou para a Austrália. Em 2001, decidiu retornar ao Reino Unido.
A primeira-ministra australiana, Julia Gillard, disse que 'Nancy Wake foi uma mulher de valor excepcional', enquanto a ministra neo-zelandesa de Assuntos dos Veteranos, Judith Collins, assinalou que 'o mundo perdeu uma mulher valente'.

Condecorações
Wake, de origem neozelandesa, foi condecorada pela França com o maior reconhecimento militar, a 'Legião de Honra', por sua atividade na Resistência Francesa, além de receber três medalhas da 'Cruz de Guerra' e a 'Medalla da Resistencia'.
Também recebeu a 'Medalla George' do Reino Unido, a 'Medalha da Liberdade' dos Estados Unidos e, em 2006, a 'Insígnia RSA', da Nova Zelândia.
Em 2004 foi agraciada com a 'Companhia da Ordem da Austrália' apesar das reservas no Exército que assinalaram que Wake não tinha servido nunca nas forças armadas australianas e que anos antes disse aos comandantes militares da Austrália que introduzissem as medalhas 'onde os macacos guardam as nozes'.
De acordo com seu desejo, Wake será cremada e suas cinzas espalhadas na localidade de Montlucon, no centro da França.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/08/morre-heroina-australiana-da-segunda-guerra-mundial.html

domingo, 7 de agosto de 2011

Busco a perfeição

Eu busco a fórmula perfeita, o olhar perfeito, a perfeita união.
Eu busco a sintonia, busco a alegria, busco a perfeição.
Encontro por vezes fragmentos do que ficava a buscar.
Fragmentos não me contentam, eu preciso tudo encontrar.
Mas o tudo não existe e algo em mim persiste por continuar a buscar.
Buscar formas singelas, palavras sinceras, sonhos pra sonhar.
Mas tudo fica vazio, quando por algum momento encontro o que buscava.
Talvez formas singelas, nem palavras sinceras  me contentavam.
Mas nada não é perfeito, em busca novamente dou um jeito e nunca fico a me contentar.
Isso por vezes me tira o sono, me dá desgosto de mim mesma.
Às vezes por dentro choro, por ser sempre desse jeito.
Encontro a perfeição no que ainda não possuo e isso se torna a minha busca.
Essa busca incessante pelo novo, pelo conforto, de ter o que me deixará menos sem graça, por vezes me faz ficar louca, eu fico chata e tudo vira uma paranóia sem fim.
Quero buscar a paz, quero buscar o sossego, quero buscar a satisfação dentro de mim.
Quero muito me contentar, quero parar de buscar o vazio interior.
Quero apenas buscar o que vale a pena, quero buscar apenas o amor.
Minha busca agora, creio eu, é mais complicada.
Minha busca não é tão clara, mas espero conseguir.
O certo, meus amigos, é que continuarei a buscar, continuarei a tentar a preencher o vazio dentro de mim.
Talvez a chave seja mais aceitar, seja mais me contentar, com tudo de bom que eu possuo.
Espero dar valor, espero sentir mais amor e preencher esse vazio interno.
Vazio bom, vazio ruim, vazio de buscar a verdade dentro de mim.

Gabriela Grecco

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Vivo na Inconstância!

Vivo na inconstância dos meus pensamentos e do que sou e não sou.
Sentimentos jogados fora, palavras em vão.
Mente perturbada e corpo aflito, olhar distante, sempre no infinito.
Eu quero poder ser estável um dia sequer.
Honrar meus signos de terra, ser uma grande mulher.
Caminhar com os pés no chão, mas prontos para saltar.
Não dizer palavras em vão, continuar a trilhar.
Quero seguir pelo mesmo caminho várias vezes, pretendo não me cansar de assim fazer.
Quero mudar minha rota, quero não mais me fazer sofrer.
E na inconstância dos meus desejos, eu fico de hora em hora a mudar.
Adquiro uma nova personalidade, por vezes paro de sonhar.
Quero no chão firmar meus pés, mas que eles estejam prontos para saltar.
Quero o mundo para mim, quero me sacrificar.
Na inscontância, dos meus pensamentos, sentimentos, desejos e alucinações, eu piro em mim mesma.
Cansei de ser assim, por vezes tão abrasiva, em outras fria.
Tento me encontrar e me perco cada vez mais. Será isso um bom sinal? Será que isso me satisfaz?
Nessa inconstância, tenho a certeza, um dia ainda vou pirar, mas espero também neste dia um pouco me encontrar!

Gabriela Grecco

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Retratos de um país subdesenvolvido! - Mais da metade dos brasileiros são contra a união gay


É triste que a mentalidade dos brasileiros ainda seja tão subdesenvolvida. Um país que se diz tão "liberal" e diversificado, na realidade mascara sua ignorância e seus preconceitos. Por isso tantos são fascinados por líderes, religiões, movimentos, seitas, etc, que os levam a agir como marionetes. Afinal, as marionetes se eximem de suas responsabilidades por seus atos.
Não é a toa que os que mais aceitam são os mais instruídos.


Futebol e novela não levam ninguém a lugar algum e infelizmente são as paixões e passatempos nacionais. As pessoas perdem horas na frente de uma tv vendo porcaria ao invés de ler um livro, ir a um parque, doar seu tempo a alguém que precise ou assistir uma peça de teatro e depois ainda querem reclamar do governo ou ser contra atitudes que só irão favorecer ao seu próximo, que paga seus impostos igualmente, mas não tem seus direitos legais e morais garantidos! Ser a favor de justiça e igualdade não fará com que elas sejam mais infelizes e nem fará mal algum à elas. Pelo contrário, só as tornará mais humanas!
Sem mais. Leiam a reportagem.

Ibope divulga pesquisa mostrando que 55% dos brasileiros são contra a união homoafetiva


De acordo com a pesquisa realizada entre os dias 14 e 18 de julho, a maioria dos brasileiros é contra a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal, que reconhece a união de casais de mesmo sexo.
Os 45% dos brasileiros que não estão incomodados com a decisão, são as mulheres, os mais jovens, os mais escolarizados e as classes mais altas. Fatores que explicam muita coisa. Considerando somente a escolaridade, 68% das pessoas que foram contra só tem até a quarta série do ensino fundamental.
O IBOPE questionou sobre a adoção de crianças por casais do mesmo sexo e a proporção se manteve nos 55%, contra. Entretanto, 73% dos entrevistados disseram que seriam indiferentes caso um amigo revelasse ser homossexual.
“Os dados mostram que, de uma maneira geral, o brasileiro não tem restrições em lidar com homossexuais no seu dia a dia, tais como profissionais ou amigos que se assumam homossexuais. Mas ainda se mostra resistente a medidas que possam denotar algum tipo de apoio da sociedade a essa questão, como o caso da institucionalização da união estável ou o direto à adoção de crianças”, conclui a diretora do Ibope Inteligência, Laure Castelnau.
A pesquisa ouviu 2002 pessoas em 142 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Fonte: http://paradalesbica.com.br/2011/07/mais-da-metade-dos-brasileiros-sao-contra-a-uniao-gay/

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