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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

sábado, 19 de maio de 2012

[Vídeo] Homossexualidade - ponto final.

Um vídeo interessante!
Deixo aqui o adendo, que há diferença entre comportamento sexual e orientação sexual. Sim, parece que não, mas muitas vezes uma pessoa pode agir como tal e não ser (os exemplos mais clássicos e comuns estão na heterossexualidade, devido aos padrões impostos pela sociedade, gays ou bis que tem uma vida exclusivamente heterossexual). A pessoa tem aquela orientação se realmente sente uma atração afetivo-sexual e não se faz por algum motivo (comportamento). Mas esse talvez seja um assunto pra ser discutido depois.
Recomendo o livro do psicólogo espírita Gibson Bastos "Além do Rosa e do Azul", nele ele explica bem essa diferença entre comportamento e orientação. Daí fica claro entender porque tanta gente tem algumas atitudes por aí, além, é claro, da moral de cada um, independente da sua orientação.
Aqui no blog há também o gráfico de Kinsey, que é mais ou menos aquela barrinha que ele mostra no vídeo entre homossexualidade e heterossexualidade, onde fica muito mais fácil compreender as orientações sexuais e que nem tudo é o que parece e nem tão limitado assim.
A vida é muito mais ilimitada! E tanta gente se sabotando por aí.
O que vale é cada um ser sincero, verdadeiro e respeitador consigo e com seu próximo, afinal, somos todos Seres em busca da mesma coisa: O melhor pra cada um de nós.
Que façamos isso sem agredir ou infringir alguém, começando por nós mesmos!
Mas para isso, vamos sair da zona de conforto e deixar de ser ignorantes. O vídeo e o livro que citei ajudam muito para isso!
Ler, estudar, ver vídeos, expandir horizontes e estar dispostos a se modificar são o que realmente provocam transformações!

Bom final de semana!
Gaby


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

LINDÍSSIMO TEXTO !!! EXEMPLO DE HUMANIDADE, DE AMOR VERDADEIRO !!! [HOMOFOBIA AINDA?]



“Meu filho mais velho tem seis anos e está apaixonado pela primeira vez. Ele está apaixonado pelo Blaine de Glee.

Para quem não sabe, Blaine é um garoto… um garoto gay, namorado de um dos personagens principais, Kurt.

Não é um amor do tipo “ele acha o Blaine muito maneiro”. É do tipo de amor em que ele devaneia olhando para uma foto de Blaine por meia hora seguido por um ávido “ele é tão lindo”.

Ele adora o episódio em que os dois meninos se beijam. Meu filho chama as pessoas que estão em outros cômodos pra ter certeza de que não perderão "sua parte favorita”. Ele volta o video e assiste de novo… e obriga os outros a fazerem o mesmo, se achar que as pessoas não prestaram atenção suficiente. 

Essa obsessão não preocupa a mim e a seu pai. Nós vivemos em uma vizinhança liberal, muitos de nossas amigos são gays e a ideia de ter um filho gay não é algo que nos preocupa. Nosso filho vai ser quem ele é, e amá-lo é nosso dever. Ponto final.

E também, ele tem seis anos. Crianças nessa idade ficam obcecadas com todo tipo de coisa. Isso pode não significar nada. Nós sempre brincamos que ou ele é gay ou nós temos a melhor chantagem na história da humanidade quando ele tiver 16 anos e for hétero. (Toma essa, fotos tomanho banho.)

E então, dia desses estávamos viajando para outra cidade ouvindo (é claro) o CD dos Warblers, e no meio da música Candles, meu filho, do banco de trás, fala:

“Mamãe, Kurt e Blaine são namorados.”
“São sim,” eu confirmo.
"Eles não gostam de beijar meninas. Eles só beijam meninos.”
“É verdade.”
“Mamãe, eles são iguais a mim.”
“Isso é ótimo, querido. Você sabe que eu te amo de qualquer forma?”
“Eu sei…” Eu podia ouví-lo rolando os olhos pra mim.

Quando chegamos em casa, eu contei da conversa para o pai dele, e nós simplesmente olhamos um nos olhos do outro por um momento. E então, sorrimos.

“Então se aos 16 anos ele quiser fazer o grande anúncio na mesa de jantar, poderemos dizer ‘Você disse isso pra gente quando tinha 6 anos. Passe as cenouras’ e ele ficará decepcionado por roubarmos o grande momento dramático dele’, meu marido diz rindo e me abraça.

Só o tempo dirá se meu filho é gay, mas se for, estou feliz que ele seja meu. Eu estou feliz que ele tenha nascido na nossa família. Uma família cheia de pessoas que o amarão e o aceitarão. Pessoas que jamais vão querer que ele mude. Com pais que não veem a hora de dançarem no casamento dele.

E eu tenho que admitir, Blaine seria realmente um genro fofo.”


Texto Original: http://getstooobsessed.tumblr.com/post/9004061623/mommy-they-are-just-like-me-my-oldest-son-is

Tradução no Blog : http://minoriaeamae.blogspot.com/

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Evolução?! "Pais canadenses criam filho sem definir seu sexo"




Notícia no Daily Mail, aqui veiculada em vários instrumentos da imprensa, inclusive em O DIA :
"Um casal canadense está gerando polêmica ao criar um de seus filhos sem definir o sexo da criança. David Stocker, de 39 anos, e Kathy Witterick, de 38, decidiram cuidar de Storm sem lhe 'definir' um sexo. Os dois alegam que a criança deve escolher seu próprio sexo quando crescer. O bebê não possui qualquer ambiguidade na genitália. As informações são do jornal inglês 'Daily Mail'

Além dos pais, as únicas pessoas que sabem o sexo de Storm são seus irmãos, um amigo próximo da família e as duas parteiras que ajudarama a trazer o bebê ao mundo. Quando a criança nasceu o casal enviou um e-mail para os familiares e amigos mais próximos informando que iram manter segredo sobre o sexo do bebê.


"Nós decidimos não revelar o sexo de Storm - é um tributo à liberdade de escolha em um mundo cheio de limitações", escreveram no e-mail.

Os avós se Storm foram favoráveis à decisão do casal. Apenas alguns amigos que acusaram David e Kathy de impor sua própria ideologia sobre o bebê. Muitos os acusam de estar encaminhando os filhos para uma vida de 'bullying'.

O casal tem outros dois filhos, Jazz, de 5 anos, e Kio, de 2. O mais velho - que é menino - usa cabelos compridos e sua cor favorita é rosa. O outro menino, Kio, mantém seus cabelos loiros ondulados um pouco abaixo do queixo. O resultado é que a maioria das pessoas acredita que os meninos são meninas

Jazz já sofre bullying. Em uma viagem recente, os pais escutaram uma criança falar que não queria brincar com um "menino-menina". Em outra ocasião uma vendedora se recusou a vender um boá porque ele é um menino.


O menino já tem idade para começar a escola, mas optou por ficar em casa. Sua mãe explicou que tanto crianças como adultos irão questionar o gênero de Jazz - "especialmente por que ele é um menino que ama rosa e usa cabelo longo".

Em entrevista ao jornal, David - o pai das crianças - relatou que o sexo não é importante. "Se você realmente quiser conhecer alguém, você não deve perguntar o que ela têm entre as pernas", disse.
"
(Fotos: Reprodução 'Daily Mail')

domingo, 5 de junho de 2011

FREI BETTO: OS GAYS E A BÍBLIA

Um texto maravilhoso do Frei Betto. Palavras simples e sinceras de alguém que pode falar com autoridade sobre um assunto como esse, pois não está embuído de preconceitos e discriminações; alguém que realmente vê a vida como uma dádiva, alguém extremamente culto, mas acima de tudo Humano! Sem deixar de falar que foi e ainda é um Ser Humano que muito lutou, que sofreu com os anos de chumbo e hoje está aí lutando tanto pela igualdade e nos dando o prazer de ler textos como esse.
É de Ser Humano assim que precisamos, Seres Humanos que amam a si em primeiro lugar, por isso não se agridem e amam ao próximo como ele é, pois sabe que todos somos parte de um organismo só: o Amor de Deus!
Sim à vida Frei Betto, sim ao Amor!!!

Boa semana a todos!
Gaby

PS: Os trechos em negrito foram grifados por mim.

Fonte: http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=18026&cod_canal=53
Não deixem de ler.
Os gays e a Bíblia
É no mínimo surpreendente constatar as pressões sobre o Senado para evitar a lei que criminaliza a homofobia. Sofrem de amnésia os que insistem em segregar, discriminar, satanizar e condenar os casais homoafetivos.
No tempo de Jesus, os segregados eram os pagãos, os doentes, os que exerciam determinadas atividades profissionais, como açougueiros e fiscais de renda. Com todos esses Jesus teve uma atitude inclusiva. Mais tarde, vitimizaram indígenas, negros, hereges e judeus. Hoje, homossexuais, muçulmanos e migrantes pobres (incluídas as “pessoas diferenciadas”…).
Relações entre pessoas do mesmo sexo ainda são ilegais em mais de 80 nações. Em alguns países islâmicos elas são punidas com castigos físicos ou pena de morte (Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Nigéria etc).
No 60º aniversário da Decclaração Universal dos Direitos Humanos, em 2008, 27 países membros da União Europeia assinaram resolução à ONU pela “despenalização universal da homossexualidade”.
A Igreja Católica deu um pequeno passo adiante ao incluir no seu Catecismo a exigência de se evitar qualquer discriminação a homossexuais. No entanto, silenciam as autoridades eclesiásticas quando se trata de se pronunciar contra a homofobia. E, no entanto, se escutou sua discordância à decisão do STF ao aprovar o direito de união civil dos homoafetivos.
Ninguém escolhe ser homo ou heterossexual. A pessoa nasce assim. E, à luz do Evangelho, a Igreja não tem o direito de encarar ninguém como homo ou hétero, e sim como filho de Deus, chamado à comunhão com Ele e com o próximo, destinatário da graça divina.
São alarmantes os índices de agressões e assassinatos de homossexuais no Brasil. A urgência de uma lei contra a homofobia não se justifica apenas pela violência física sofrida por travestis, transexuais, lésbicas etc. Mais grave é a violência simbólica, que instaura procedimento social e fomenta a cultura da satanização.
A Igreja Católica já não condena homossexuais, mas impede que eles manifestem o seu amor por pessoas do mesmo sexo. Ora, todo amor não decorre de Deus? Não diz a Carta de João (I,7) que “quem ama conhece a Deus” (observe que João não diz que quem conhece a Deus ama…).
Por que fingir ignorar que o amor exige união e querer que essa união permaneça à margem da lei? No matrimônio são os noivos os verdadeiros ministros. E não o padre, como muitos imaginam. Pode a teologia negar a essencial sacramentalidade da união de duas pessoas que se amam, ainda que do mesmo sexo?
Ora, direis ouvir a Bíblia! Sim, no contexto patriarcal em que foi escrita seria estranho aprovar o homossexualismo. Mas muitas passagens o subtendem, como o amor entre Davi por Jônatas (I Samuel 18), o centurião romano interessado na cura de seu servo (Lucas 7) e os “eunucos de nascença” (Mateus 19). E a tomar a Bíblia literalmente, teríamos que passar ao fio da espada todos que professam crenças diferentes da nossa e odiar pai e mãe para verdadeiramente seguir a Jesus.
Há que passar da hermenêutica singularizadora para a hermenêutica pluralizadora. Ontem, a Igreja Católica acusava os judeus de assassinos de Jesus; condenava ao limbo crianças mortas sem batismo; considerava legítima a escravidão e censurava o empréstimo a juros. Por que excluir casais homoafetivos de direitos civis e religiosos?
Pecado é aceitar os mecanismos de exclusão e selecionar seres humanos por fatores biológicos, raciais, étnicos ou sexuais. Todos são filhos amados por Deus. Todos têm como vocação essencial amar e ser amados. A lei é feita para a pessoa, insiste Jesus, e não a pessoa para a lei.
Autor: Frei Betto

sábado, 11 de setembro de 2010

DIA INTERNACIONAL DA BISSEXUALIDADE

Poucas pessoas sabem de algumas de minhas escolhas.
Bom, venho tornar um pouco mais público algo que faz parte de mim.
Como nunca gostei de ser classificada em quase todos os quesitos de minha vida, exceto no fato de ser mulher e vegetariana, rs, posto um flyer que dirá muito por si só, portanto não preciso ficar elucidando nada!Só tenho algo a dizer...
Os Bissexuais são pessoas geralmente muito abertas, adaptáveis e que enfrentam um preconceito tremendo, principalmente dos gays (que se dizem tão abertos e não aceitam o fato de alguém estar aberto às pessoas sem distinção). Aliás, podem me apedrejar, mas os héteros aceitam muito melhor um bi, do que os próprios gays. Não há como lutar por justiça e igualdade discriminando e taxando. Pessoas promíscuas, indecisas e volúveis há em qualquer lugar do planeta independente da orientação sexual delas. Acho que os que se dizem bis ou abertos ao amor (em todos os sentidos da palavra), mostram mais sua faceta, de certo por isso são tão taxados, pois sabemos que há muita gente que se diz hétero ou gay que sente atração por homens e mulheres e não querem se admitir bissexuais! Errado é trair e enganar; os bis tem se mostrado pessoas muito sinceras e fiés com seus parceiros (assim como outros que tem outras orientações), não merecem ser injustamente julgados.
Enfim, posto aqui um evento de grande valia, que se eu pudesse iria!
Tenham um ótimo domingo!


PS: OS 3 ESTÁGIOS DA VERDADE :

RIDICULARIZAÇÃO - OPOSIÇÃO VIOLENTA - ACEITAÇÃO




quinta-feira, 15 de julho de 2010

O gráfico de Kinsey


Kinsey foi um estudioso de extrema importância para a sexualidade humana. Através de um olhar avançado e de estudos sérios, ele alterou drasticamente a forma de ver como nós nos comportamos diante das relações.
É uma pena que muitos não conheçam seus estudos.
Ele foi um homem de bem que contribuiu muito para nossas vidas, principalmente com a vida de nós mulheres. Kinsey ajudou para que nós tivessemos a liberdade que temos hoje, pois foi através de suas pesquisas e estudos que a mulher foi vista com mais carinho e de uma forma mais igualitária.
Foi fortemente discriminado e até perseguido por defender coisas que ainda não se havia nem mencionado. Kinsey passou sua vida observando, analisando e teorizando a sexualidade humana.
Mas, isto tudo foi um primeiro e grande passo, muito ainda está por vir!
Recomendo que vejam o filme Kinsey - Vamos falar de sexo, que mostra sua vida e todo o carinho que olhava para os Seres Humanos. Eu vi um dia, por acaso, na tv aberta (!!!) e me apaixonei pela sua genialidade! Foi à partir daí que pesquisei sobre seus estudos.

Boa noite!
Gabriela


Alfred Charles Kinsey nasceu em Hoboken, Nova Jersey, em  23 de junho de 1894. Faleceu aos 61 anos, como o homem que revolucionou a discussão sexual. Antes de Kinsey, o não convencional não era comentado, era considerado como anomalia. Era um campo onde a ciência não ousava desafiar a moral vigente. Hoje ainda, seus estudos norteiam pesquisadores e cientistas.

Pai da sexologia, da revolução sexual dos anos 60. Na verdade, em sua formação, era biólogo. Largou o curso de engenharia para cursar biologia e se tornar doutor em Harvard, defendendo a diversidade padrões de uma espécie de vespa. O pai, professor conservador e religioso, não via com bons olhos os estudos do filho. Sofreu de raquitismo na infância, que deixou seqüelas físicas.

Casou-se com Clara McMillen e teve quatro filhos. Na Universidade de Indiana completou seu trabalho de capturar e catalogar mais de um milhão de vespas, que foram doadas ao Museu Nacional de História Natural, em Nova York. Lá, iniciou um centro de estudos sobre a sexualidade humana, hoje Instituto Alfred Kinsey, além de criar o primeiro curso de sexologia.

Depois de concluir sobre a diversidade das vespas e de padrões de acasalamento, Kinsey percebeu que era hora de mostrar que o ser humano seguia as mesmas variações. O professor doutor treinou e qualificou diversos pesquisadores para percorrerem o país com o seu questionário. A publicação veio em 1948, o famoso relatório sobre a sexualidade humana (Sexual Behavior in the Human Male) caiu como uma bomba na moralidade norte-americana.

Kinsey virou celebridade e seu trabalho um dos livros científicos mais vendidos. Em 53, foi publicado um novo volume, sobre a sexualidade das mulheres (Sexual Behavior in the Human Female). Segundo os estudos de Kinsey, 92% dos homens e 62% das mulheres se masturbava. E 37% dos homens e 13% das mulheres já tinham tido uma relação homossexual que lhes tinha proporcionado um orgasmo ao menos. O sexo não era mais um segredo entre quatro paredes.

Kinsey também classificou a sexualidade humana, retirando o rótulo sexual tradicionalmente machista que vigorava até então. Kinsey disse que a sexualidade não era estática ou imutável e que, embora tenha classificado o modo de se fazer sexo entre os seres humanos, sua classificação não era uma regra. Ou seja, além de não existir apenas dois padrões sexuais, o Ser Humano pode variar seus padrões em sua vida, já que eles não são uma regra. Ele identificou os seguintes padrões sexuais: 

heterossexual exclusivo; 
heterossexual ocasionalmente homossexual;  
heterossexual mais do que ocasionalmente homossexual; 
igualmente heterossexual e homossexual (bissexual); 
homossexual mais do que ocasionalmente heterossexual;
homossexual ocasionalmente heterossexual; 

homossexual exclusivo; 
indiferente sexualmente.

O estudo de Kinsey sempre enfrentou forte oposição dos católicos, tendo surgido diversos boatos sobre a sexualidade e procedimentos bizarros supostamente usados pelo pesquisador. Um fato é que os estudos de Kinsey possibilitaram o embasamento científico para retirar em 1973, a homossexualidade da lista de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria e no Código Internacional de Doenças, CID, da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1986. Em 2004, foi lançado o filme ‘Kinsey – Vamos falar de Sexo’, contando a vida do cientista.


TEXTO RETIRADO DO SITE, COM ALGUMAS ALTERAÇÕES E FORMATAÇÕES MINHAS: http://www.revistaladoa.com.br/website/artigo.asp?cod=1592&idi=1&moe=84&id=2471

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Etiqueta na Hora do Sexo - Glorinha Kalil

Hum, recebi por e-mail esse texto que circula na internet já faz um tempo.
Se o conteúdo todo é realmente da Glorinha Kalil eu não sei, mas que é muito bom, isso sim!
Aliás, ela tem ótimas dicas de etiqueta. Vou criar agora mesmo uma sessão somente do assunto e postar aqui de vez em quando.
Ótima semana!

*Eu acrescentaria falando pra mulherada se valorizar e não sair fazendo coisas por aí na primeira noite que cabem ser feitas um pouco mais à frente, quando você conhecer um pouco mais a pessoa. Não se vendam meninas!!!

Gabriela


Dicas da Glorinha Kalil

Etiqueta na Hora do Sexo (NÃO RIA, O NEGÓCIO É SÉRIO!!)

Para as Mulheres:

© Nunca, em hipótese nenhuma, use calcinha furada.

© No dia em que você sair com aquela calcinha mais fuleira,
pode ter certeza que vai ser o dia que você vai tirar o pé-da-lama!


© Não faça performances que você não sabe.
Tentar coisas novas é bom, mas transar em cima do lustre não fica legal.


© Depile-se. Se vira... Ande com gilete na bolsa...
Fique a melhor amiga da depiladora... e mantenha as partes em ordem.


© Não fale : '- Tira a mão daí!!' Se você está na chuva, se molhe.

© Homem não gosta de transar de luz apagada.

© O cara quer virar e dormir? Qual o problema?
Vire e durma primeiro que você vai ver só a repercussão que isso causa
na mente alheia.


© Cuidado. Gemer é uma coisa. Mugir, latir é outra.

Para os Homens:

© Se já inventaram o gel lubrificante , use-o.
Nada de tentar comer a bundinha da sua namorada à seco ou com os
derivados do leite... Como por exemplo:
requeijão, yogurt, sorvete,
Leite de Aveia Davene, ou qualquer outra coisa.
Tem KY pra vender na farmácia do lado da tua casa.


© Porque os homens sempre coçam o saco? Parem de coçar e lavem ele.
Saco fedido é o 'ó'.


© Não transe de relógio. Não é nada legal tomar uma relojada na cabeça.

© Os psicólogos sempre dizem que nós somos aquilo que nós acreditamos ser.
Se você tem um pinto pequeno. Você pode achar que ele é grande...
Se você acredita nisso, problema é seu.
Não tente me convencer disso, porque é inútil.


© Uma palmadinha é sempre bom. Porém, tenha noção das paradas.
Um tapinha é diferente de uma pancadaria.


© Nunca pergunte o tempo todo, tá gostoso? Pois se tiver ruim e se ela falar?

© Acúmulo de ar na perereca é normal. Sem critério é dizer:
'Amor, sua perereca está peidando!'.


© Tome cuidado com o que vai falar e a hora que isso é dito. Um clima de amor,
remember .... Eu te amo pra lá... Eu te amo pra cá... E de repente, do nada:

'Chupa meu pau!' Isso não é legal.


© Peidou? Ria... Porque vai feder de qualquer jeito!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Bissexualidade em mulheres não é só modinha

A bissexualidade entre as mulheres não é apenas uma fase transitória, segundo um estudo da Universidade de Utah, que acompanhou 79 mulheres não heterossexuais durante dez anos. A pesquisa, dirigida por Lisa Diamond, da Universidade de Utah, e publicada pela revista Developmental Psychology, da Associação de Psicologia dos Estados Unidos, descobriu que as mulheres bissexuais continuam sentindo-se atraídas por ambos os sexos ao longo do tempo.
Diamond é autora do livro Sexual Fluidity que descreve a prática de muitas mulheres que têm relações heterossexuais e homossexuais de forma simultânea ou alternada.Segundo ela, duas em cada três mulheres entrevistadas em seu estudo tinham mudado sua preferência sexual pelo menos uma vez." Muito disto tem a ver com o fato de que até as mulheres com orientação lésbica freqüentemente se sentem atraídas por homens", explicou Diamond." Algumas mulheres dizem: 'não se pode chamar de lésbica alguém que sai com um homem'', apesar de essa ser a melhor descrição da situação'. E por isso deixam de ser catalogadas totalmente", acrescentou.Uma das mulheres entrevistadas por Diamond, Sheila, primeiro se identificou como bissexual, dois anos depois disse que se sentia atraída por mulheres, mais tarde ficou noiva de um homem, e mais adiante decidiu que queria ficar com mulheres." Nossas conclusões demonstram que a diferença entre lesbianismo e bissexualidade é mais um assunto de grau que de substância", indicou a autora do estudo.A pesquisa das orientações sexuais teve "avanços significativos nos últimos 20 anos, mas uma área continua muito mal investigada, a bissexualidade", disse Diamond.Em parte, o problema é a definição de bissexualidade, já que muitos pesquisadores e leigos vêem essa opção como um padrão de resposta erótica a ambos os sexos." Mas até este conceito amplo deixa muitas perguntas sem resposta", ressaltou Diamond."Qualquer instância passageira de atração por uma pessoa do mesmo sexo conta, ou os bissexuais devem experimentar atrações regulares, fortes e sustentadas por pessoas dos dois sexos?", questiona.

fonte:EFE

RETIRADO DO BLOG: http://wwwpardalvalente.blogspot.com/2008/01/bissexualidade-em-mulheres-no.html

quarta-feira, 4 de março de 2009

Homossexualidade e Espiritismo

BOM, AQUI UM ÓTIMO TEXTO DE KARDEC E O COMENTÁRIO DE UM ESPÍRITA.
É MTO INTERESSANTE, PQ LEMBRA MTO O LANCE DAS PARÁBOLAS DE CRISTO, SÓ ENTENDE QUEM COMPREENDE! ENTENDERAM? RS
KARDEC FALA CERTAS COISAS NESSE TEXTO, QUE É PRECISO MTA ATENÇÃO E SABEDORIA PARA ENTENDER O VERDADEIRO SENTIDO.
EU, PARTICULARMENTE (TO FALANDO MTO ESSA PALAVRA, RS), JÁ LI MTOOO SOBRE O ASSUNTO, COMO TANTOS OUTROS VARIADOS. EU TENHO ESSA PÉSSIMA MANIA DE QUERER TER UMA OPINIÃO FORMADA SOBRE TUDO, MAS LEIO VÁRIOS AUTORES E TIRO MINHAS CONCLUSÕES DEPOIS DE MTO REFLETIR.
ESTOU CITANDO ISSO, PORQUE JÁ ACHEI MTAS AFIRMAÇÕES PRECONCEITUOSAS, EM LIVROS E TEXTOS ESPÍRITAS (NÃO DEVEMOS JULGAR A DOUTRINA PELA VISÃO LIMITADA QUE AS PESSOAS TEM), QUE MAIS PARECIAM UMA ORDEM DO QUE ENSINAMENTOS BENÉFICOS. CRISTO ÀS VEZES ERA DURO, MAS VEMOS CLARAMENTE QUE SUAS PALAVRAS SÓ EXALAM AMOR E COMPAIXÃO, DIFERENTE DE ÓDIO E CONDENAÇÃO.
HJ ESTOU NUMA ÓTIMA NOITE, VÍ O CONCERTO DO MAESTRO JOÃO CARLOS MARTINS NO PEDRO II. MAS ISSO É ASSUNTO PRA OUTRO DIA! RS. CITEI O MAESTRO, PORQUE PRA MIM, É UMA PESSOA QUE EXALA AMOR!!!

ENFIM, DEIXA EU PARAR POR AQUI.
ESPERO QUE LEIAM O ÓTIMO TEXTO ABAIXO.

Revista Espírita de 1866 - n° 1.

"Aos homens e às mulheres são, pois, dados deveres especiais,
igualmente importantes na ordem das coisas; são dois elementos que
se completam um pelo outro.

O Espírito encarnado sofrendo a influência do organismo, seu caráter
se modifica segundo as circusntâncias e se dobra às necessidades e
aos cuidados que lhe impõem esse mesmo organismo. Essa influência
não se apaga imediatamente depois da destruição do envoltório
material, do mesmo modo que não se perdem instantaneamente os gostos
e os hábitos terrestres; depois, pode ocorrer que o Espírito
percorra uma série de existências num mesmo sexo, o que faz que,
durante muito tempo, ele possa conservar, no estado de Espírito, o
caráter de homem ou de mulher do qual a marca permaneceu nele. Não é
senão o que ocorre a um certo grau de adiantamento e desmateriazaçã o
que a influência da matéria se apaga completamente, e com ela o
caráter dos sexos. Aqueles que se apresentam a nós ((em vidência
espiritual)) como homens ou como mulheres, é para lembrar a
existência na qual nós os conhecemos.

Se essa influência repercute da vida corpórea à vida espiritual,
ocorre o mesmo quando o Espírito passa da vida espiritual à vida
corpórea. Numa nova encarnação, ele trará o caráter e as inclinações
que tinha como Espírito; se for avançado, fará um homem avançado; se
for atrasado, fará um homem atrasado. Mudando de sexo, poderá, pois,
sob essa impressão e em sua nova encarnação, conservar os gostos, as
tendências e o caráter inerente ao sexo que acaba de deixar. Assim
se explicam certas anomalias aparentes que se notam no caráter de
certos homens e de certas mulheres.

Não existe, pois, diferença entre o homem e a mulher senão no
organismo material que se aniquila na morte do corpo, mas quanto ao
Espírito, à alma, ao ser essencial, imperecível, ela não existe uma
vez que não há duas espécies de alma; assim o quis Deus, em sua
justiça, para todas as suas criaturas; dando a todas um mesmo
princípio, fundou a verdadeira igualdade; a desigualdade não existe
senão temporariamente no grau de adiantamento; mas todas têm o
direito ao mesmo destino, ao qual cada um chega pelo seu trabalho,
porque Deus nisso não favoreceu ninguém às expensas dos outros."

Comentário

Que ser extraordinário este missionário Allan Kardec. No seu tempo,
sem comparações com o nosso, a homossexualidade era tida como algo
extremamente nefasto e uma doença.

Kardec, quanto ao mais, não se ateve às convenções, à falsa moral. E
faz um enfoque da homossexualidade em parâmetros de busca da
verdade, da essência.

Alguns analistas apressados poderiam argumentar que Kardec referiu-
se à homossexualidade como "anomalias aparentes", como se isso
tivesse o significado de uma anomalia à mostra. Somente a falta de
atenção, para não dizer má fé poderia estabelecer tal leitura.

Fica claro, cristalino, que Kardec referia-se a algo que aparentava
anomalia, mas que não era.

Fosse sua a interpretação de anomalia à mostra, é óbvio que tal
posicionamento seria seguido de comentário que chamasse os
homossexuais à razão, à assistência espiritual.

Não foi isso que Kardec fez. Muito ao contrário, ligou suas
afirmações aos ensinos dos espíritos, em "O Livro dos Espíritos",
onde se desenvolve o raciocínio que ele apresenta para falar da
igualdade de direitos do homem e da mulher, lembrando que o espírito
em si não tem sexo.

E continuando em seu raciocínio baseado no ensino dos espíritos
superiores, Kardec pontua que a troca de sexo visa o amelhar de
novas vivências na rota evolutiva, esclarecendo que tal
necessariamente não ocorre abruptamente. Segundo Kardec, de acordo
com o texto acima, é apenas quando o espírito tem seguidas
reencarnações em um sexo e ocorre a troca é que viria a manutenção
do estado psíquico anterior comum a este ou aquele sexo.

E o Codificador termina sua exposição falando da justiça de Deus,
que a ninguém privilegia, desfazendo também o espírito machista
milenar que levou à classificação social e até legal da mulher como
um ser inferior ao homem. Kardec desfez os enganos cometidos até
pelo apóstolo Paulo, que em sua Epístola aos Corinthios ordena
que "no templo as mulheres permaneçam caladas, e em tendo alguma
dúvida perguntem aos maridos em casa". O mesmo apóstolo Paulo que
também condenava a homossexualidade - em nome dos rigores desumanos
do Velho Testamento.

Há espíritas que ainda citam o Velho Testamento para condenar a
homossexualidade. É quando mais uma vez ignoram o bom senso de
Kardec, que até em relação ao Novo Testamento fez questão de
destacar a parte moral, esclarecendo que outras questões reportam a
costumes da época. O que Kardec destacou, especialmente, do Novo
Testamento foi o que ele chamou de "A verdadeira Moral, a Lei do
Amor".

Exatamente a Lei do Amor que tantos dirigentes, expositores,
articulistas e escritores espíritas estão trocando pela lei da falsa
moral - para compor com tradições e idéias ultrapassadas e desumanas
em relação à homossexualidade.


Foi tão resumida a exposição de Kardec sobre a homossexualidade, mas
extremamente esclarecedora. E ainda mais: avançadíssima para a sua
época, quando não havia nenhuma referência positiva no meio médico e
psicológico.

Na atualidade, desde a década de 90, Medicina e Psicologia já
retiraram da homossexualidade os rótulos de doença ou desvio. E até
a expressão homossexualismo foi abandonada.

Hoje, como é posssível saber, nem sempre o homemm ou a mulher
homossexual de agora estará passando por uma primeira mudança de
sexo. A esses casos (mesmo ignorando os conhecimentos de ordem
espiritual) a Psicologia chama de transsexualidade.

Quanto à população homossexual especificamente falando, ela é
constituída de seres exclusivamente passivos, exclusivamente ativos
e ainda os de vivência indefinida, casos que sem dúvida se reportam
igualmente às existências anteriores. No entanto, para seu tempo,
Allan Kardec já foi surpreendentemente além dos limites esperados.
É
que o amor não tem mesmo limitações. E Kardec foi um mensageiro da
Lei do Amor.

Paz e Luz
Edson Nunes

FONTE:http://lists.espiritismo.net/pipermail/espiritismonet-usuarios-l/2007-October/000375.html

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Barebacking' cresce no Brasil e torna-se caso de saúde pública

MEU DEUS!!!!!
ONDE CHEGOU O SER HUMANO!!!
É CLARO, QUE UM SER QUE MATA A NATUREZA E OS ANIMAIS, POR PRAZER E POR PODER E AINDA DÁ A DESCULPA DE NECESSIDADE, DE CULTURA, SÓ PODERIA CHEGAR A ESTE PONTO!!! MATAR A PRÓPRIA ESPÉCIE, PROVOCAR DOR E SOFRIMENTO EM NOME DO PRAZER! E O PIOR, COM O CONSENTIMENTO UNS DOS OUTROS!
ISSO É HOMICÍDIO, ISSO É SUICÍDIO, ISSO É TRANSGRESSÃO À QUALQUER LEI NATURAL!!!
NESSAS HORAS EU ME LEMBRO DE JESUS! SERÁ QUE ALGUÉM SE LEMBRA QUE ELE PASSOU POR AQUI, SERÁ QUE ALGUÉM SABE QUE ELE EXISTIU???
NÃO É POSSÍVEL! ALGUÉM QUE SOFREU TANTO POR NÓS E CONTINUA SOFRENDO, NEM AO MENOS É LEMBRADO, POIS TUDO QUE ESTAMOS VENDO NO MUNDO É COMO SE NÃO SOUBESSEMOS DE NADA, DE NENHUM ENSINAMENTO, DAS LEIS DIVINAS....

A GENTE ACHAVA QUE JÁ ERA DEMAIS TER GUERRA, INJUSTIÇA, MORTE, CRUELDADE... MAS ISSO, SINCERAMENTE, NÃO É COMPREENDÍVEL!

COMO DIZIA UM GRANDE CIENTISTA, FILÓLOFO E VEGETARIANO (EU ACHO QUE ERA DA VINCI): QUANDO OS HOMENS ACABAREM COM TUDO À SUA VOLTA (NATUREZA, ANIMAIS), ELES SE DESTRUIRÃO!


ENFIM... NÃO CONSIGO FORMULAR MEUS PENSAMENTOS AGORA, ESTOU MUITO ABISMADA!


BOM, LEIAM TODO O ARTIGO E PASSEM AOS SEUS AMIGOS, EU PEÇO ENCARECIADAMENTE!

UMA ÓTIMA SEMANA!

BJSS
GABY!

PS: OBRIGADA DANI PELO E-MAIL INFORMATIVO!



Vagner Fernandes, Jornal do Brasil

RIO - "Procuram-se HIVs". Impresso em um caderno de classificados dos jornais das grandes metrópoles, o anúncio não passaria despercebido. Do ponto de vista conceitual, HIV é uma sigla que desperta interesse e hostilidade, fascínio e medo, compaixão e ódio.

Estigmatizada até então como o acrônimo da morte, ela vem ganhando novos contornos etimológicos devido a um grupo de homens que praticam sexo com homens (os HSH), absolutamente crentes na teoria de que o vírus da Aids, se contraído numa relação sexual, pode trazer benefícios para seu cotidiano, libertando-o, de uma vez por todas, do uso do preservativo, aumentando o prazer, proporcionado uma liberdade só experimentada no auge da revolução sexual, na década de 70.

A teoria foi posta em prática. E tem nome: "barebacking" (derivado da palavra barebackers, usada em rodeios para designar os caubóis que montam a cavalo sem sela ou a pêlo).

O termo ficou conhecido internacionalmente como uma gíria para o sexo sem camisinha, praticado de preferência em grupo, em festas fechadas, por homens sorodiscordantes (HIVs positivos e negativos).

"Coisa de macho", garantem os adeptos. O movimento cresce no Brasil, de forma assustadora, e tornou-se uma questão de saúde pública e motivo de preocupação social.

O Jornal do Brasil teve passe livre em dois desses encontros, batizados de bare party (festa bare).

É a primeira vez que um veículo de comunicação ingressa em reuniões nas quais o leitmotiv, ou fetiche, é praticar sexo com pessoas desconhecidas, que possam, acima de tudo, ser soropositivas. Às cegas, todos são guiados apenas pelo que sentem. E, para facilitar a comunicação, criaram um vocabulário próprio.

Festa da conversão

As orgias são chamadas de conversion parties ou roleta-russa. Entre os convidados, há os bug chasers (caçadores de vírus), o HIV negativo, que se lança ao sexo sem camisinha, e os gift givers (presenteadores), os soropositivos que se dispõem a contaminar um negativo.

São esses os responsáveis por entregar o gift (presente), o vírus.. Quem participa de encontros bare confirma: o prazer sem barreiras é o que importa. Quanto à Aids, eles não encaram mais a doença como mortal, porém crônica, com tratamento à base do coquetel.

A contaminação, portanto, elimina o medo e apresenta uma perspectiva futura da naturalidade do contato pleno.

– Sou um barebacker assumido – dispara R. H.., 31 anos, geógrafo e cientista social, com pós-graduação nas duas áreas.

– Eu odeio camisinha. Acho uma m... É terrível interromper o sexo para colocá-la. Acaba com o meu prazer. No mais, o bare, para mim, é um fetiche. Eu gosto, apesar de ter contraído o vírus da Aids numa festa.. Mesmo assim, faria tudo de novo. Não me arrependo.

A declaração aterroriza, preocupa. E só mesmo ingressando no singular mundo dos barebackers para comprovar o que depoimentos, documentários, teses, livros e outros elementos que abordam o tema tentam desvendar ou explicar.

Na maioria das vezes, não conseguem. O que se testemunha numa festa bare está além da imaginação humana, supera os delírios e o surrealismo de Fellini em obras como Satyricon, ultrapassa a sordidez e o ceticismo pasoliniano em Saló ou 120 dias de Sodoma. Não há limites. De verdade.

A constatação pôde ser feita em encontros programados para homens de grupos sociais distintos. Na Ipanema da bossa nova, de gente chique "pulverizada" de Dior, Prada, Gucci, Kenzo, Gaultier e Armani, a reunião começa às 22h num casarão de uma das mais movimentadas e conhecidas ruas do bairro.

A mansão, de três andares, é fechada especialmente para a ocasião. O décor é sofisticado. No primeiro pavimento, paredes brancas contrastam com sofás vermelhos. TVs de plasma 42' exibem clipes de Madonna, Beyoncé, Cher, Christina Aguilera ou filmes com astros e estrelas de Hollywood.
As luminárias brancas rebatem a luz dicróica contra a parede, gerando clima de aconchego, e o bar, com bebidas importadas em sua maioria, está sempre livre. Ninguém fica sobre balcão. Não há tumulto. Claro, é uma festa para pessoas escolhidas a dedo, para poucos, no máximo 60 convidados, informados por e-mail.

Há regras, e elas são claras. É condição sine qua non ficar nu ou no, máximo, com uma toalha (cedida pela produção do evento) amarrada na cintura. Quem se recusa é convidado a se retirar.

Outra exigência: o sexo tem de ser praticado nos ambientes comuns de convivência. Ou seja, nada de se trancar em banheiro, em cozinha, em quarto. Ali, todos estão para ver e serem vistos.

E o ritual começa na entrada, quando os participantes tiram a roupa e guardam as peças em um armário, trancado com chave numerada. O funcionamento é semelhante ao de termas, masculinas ou femininas.

A medida, na verdade, serve para evitar a circulação com dinheiro e cartões de crédito. É precaução. Os que desejam consumir bebidas ou aperitivos, apenas transmitem ao barman o número assinalado na chave.

Os itens são lançados no computador e, no fim da festa, a conta é paga no caixa. O mecanismo lembra o adotado por boates e bares do eixo Rio–São Paulo, com suas tradicionais cartelas de consumação mínima. Só que numa festa bare, a bebida ajuda, os petiscos "fortalecem", mas não são peças-chave para o divertimento.

Circulando pelos outros andares, a prova: na sala de vídeo, um jovem de cerca de 20 anos se entrega ao prazer, cercado por três homens.

Nenhum deles usa preservativo. A cena é chocante. O rodízio de papéis, durante o ato sexual, é comum nessas festas. Faz parte do jogo. O quarteto não frustra as expectativas dos voyeurs reunidos na porta da sala.

Como "astros do sexo", diante de câmeras e de uma equipe de produção, atuam com vontade em uma performance longa, nada convencional, sem limites. Quem se propõe a ficar sob os holofotes sabe o risco que corre.

Mas é a sensação de perceber a adrenalina disparar e o coração bater aceleradamente devido ao unsafe sex (sexo inseguro) sem pudores e em público que os impulsiona.

Um deles podia ser gift giver e os outros bug chasers. Ou vice-versa. A probabilidade de o gift (o vírus) estar ali, entre eles, era grande. Ninguém se importava.

Quando terminou a primeira das muitas rodadas de sexo, o boy toy lover (brinquedo sexual) do trio foi jogar paciência em um dos quatro computadores, com internet liberada, instalados no segundo andar.
– As pessoas perdem a noção do perigo em busca do prazer – explica Jorge Eurico Ribeiro, 40 anos, coordenador de Estudos Clínicos da Fiocruz.

– E o conceito de barebacking se perdeu. Originária da Califórnia, a proposta é a de festas em que um ou mais participantes, sabidamente positivos, são convocados por um produtor para praticar sexo com os convidados sem o uso de preservativos. Todos têm ciência de que, na reunião, há portadores de HIV. O fetiche consiste exatamente na possibilidade de contrair ou não o vírus. Só que, atualmente, há quem acredite que as festas bare são simplesmente um evento para o sexo sem camisinha com participantes negativos, o que é um grande equívoco.

Ribeiro analisa que os barebackers que não apresentam o raciocínio da conversão imaginam, de fato, que, uma vez soronegativos, se limitarem seus relacionamentos com pessoas igualmente soronegativas, estarão fora do risco. Definitivamente não estão.

Há o espaço de tempo de variável (conhecido como janela imunológica) em que um indivíduo já contaminado pelo HIV pode ter resultados de exames laboratoriais de soronegatividade, ou seja, resultados falso-negativos. Testes HIV não são tão matemáticos como se supõe.

No Brasil, o obscuro universo do barebacking é pouco discutido publicamente por especialistas em sexualidade humana. Ainda não há estudo com precisão estatística sobre o número de praticantes, independente de orientação sexual.

No entanto, os relatórios do Ministério da Saúde com dados de infectados pelo HIV, de 1980 a junho de 2008, dão a pista. Os casos acumulados de Aids no país nesse período foram 506.499. Desses, 333.485 (66%) são homens e 172.995 (34%), mulheres. Em 2007, registraram-se 33.689 novos portadores.

Homo, bi ou hetero, todos praticaram sexo sem camisinha. A irresponsabilidade tem preço. E alto. Dos cofres públicos do governo federal saem cerca de R$ 1 bilhão por ano para tratamento exclusivo de soropositivos. Um paciente consome de R$ 5.300 a R$ 26.700 por ano. Cerca de 20 mil pessoas infectadas iniciam tratamento com anti-retrovirais no país, anualmente.

– Sinceramente, não me preocupo com essa questão e nem me sinto culpado. Não estou nem aí em ser um ônus para o governo – enfatiza R.. H.

O Federal Health Research (centro de pesquisas de saúde), órgão governamental americano, divulgou recentemente a informação de que muitos homens com comportamento homossexual, bem como agentes de prevenção contra o HIV, confirmaram que a prática de sexo inseguro está se tornando cada vez mais comum.

Um estudo com 554 homens assumidamente homo ou bissexuais, residentes na Califórnia, apontou que 70% estavam familiarizados com o termo barebacking e que 14% já o haviam praticado, muitos em relacionamentos extraconjugais.

De acordo com a pesquisa, dos homens HIV positivos que participaram do estudo, 22% declararam ser barebackers e 10% dos negativos também tinham feito sexo inseguro nos últimos dois anos.

Não há informações sobre qual o número de pessoas em geral (homo, bi ou hetero) que pratica sexo inseguro nem sobre que motivos as levariam à auto-exposição.

Interesse dos jovens

Nas principais metrópoles, o fenômeno tem chamado a atenção de jovens. Comunidades sobre o tema se espalham por sites de relacionamento como o Orkut. No Rio e em São Paulo, a adesão ganha força.

Na indústria pornô, os filmes bare são os mais procurados. No YouTube, as postagens com cenas de sexo sem o uso de preservativos lideram o ranking das mais assistidas. Muitos dos que não praticam ou não têm coragem para fazê-lo buscam o prazer lançando mão de DVDs ou de vídeos na internet. O conceito de barebacking se dissemina.

– Colocar-se frente à possibilidade de contágio do HIV por meio do barebacking traz motivações psicológicas que podem ir do sadismo ao masoquismo. A possibilidade de uma relação sexual mais livre, com maior contato íntimo e afetivo pode estar encobrindo uma caráter suicida – avalia Paulo Bonança, sexólogo e psicólogo, membro da Sociedade Brasileira de Estudos da Sexualidade Humana e da Associação Brasileira para o Estudo da Inadequação Sexual.

Risco assumido

HIV positivo, o administrador T.W., 45 anos, ratifica a análise de Bonança. Para ele, os adeptos do movimento sabem os riscos da superexposição e, alguns, ressalta, desejam o contágio conscientemente:

– Quem pratica sexo sem preservativo não pode ser considerado ingênuo. Tenho um amigo casado com soropositivo. Ele pediu ao parceiro que o contaminasse. Disse que era por solidariedade, mas acho que é masoquismo.

As observações de Bonança e T.W. foram comprovadas pelo JB em outra festa com a mesma proposta. Dessa vez, na Zona Oeste, a mais de 60 km da reunião em Ipanema.

O encontro, realizado mensalmente em um sítio, é batizado de Vale Tudo e está em sua 17ª edição. De sunga, de cueca ou nus, exigência para entrar, os participantes se divertem ao som de funk. Dos inocentes à la Perlla aos proibidões, compostos pela "galera da comunidade". Agora não há TVs de plasma, luz ambiente, bebidas ou petiscos sofisticados. Computador?

Nem pensar. É uma zona praticamente rural. O bar improvisado oferece cerveja em latão, sopa de ervilha, salsichão na brasa, batata frita na hora e campari. O sexo, claro, também é praticado sem timidez.

Na varanda do casarão, na sala, nos quartos, na piscina, na grama. O produtor avisa, na entrada, que os preservativos estão disponíveis.

Percebe-se o zelo pela prevenção. A maioria, no entanto, dispensa, sobretudo em se tratando de sexo oral.

As situações são muito parecidas com as da festa na Zona Sul. Geralmente, dois dão o sinal verde e, em poucos instantes, como num formigueiro, três, quatro, cinco ou dez estão reunidos em busca do prazer.

Há um ano e meio, Igor (codinome de J.C., 42 anos, professor dos ensinos fundamental e médio) produz em sociedade com Renato (A.F, 40 anos, militar), a Vale Tudo.

Garante que o encontro não incentiva o bare, é freqüentado só por maiores e que o uso de drogas é proibido. Esses são dois de cerca de 20 itens de uma espécie de manual enviado por e-mail aos convidados.

Ainda está registrado na mensagem:

- Sexo liberal entre todos. A formação de casais ou grupinhos é censurada. Estamos numa orgia e não num consultório matrimonial.

– Menor, cocaína, ecstasy, crack, maconha ou qualquer outra droga são vetados. Mas sempre há os que usam discretamente. Como posso controlar o que os convidados fazem? Se eu vir, peço que se retirem. Mas não vou colocar seguranças. Isso desconfiguraria a proposta da festa. São adultos. Cada um é responsável por seus atos – frisa Igor.

Mesmo sem ser em orgia, quem não usa proteção é 'barebacker'

A prática do sexo sem o uso de preservativo continua a conquistar novos adeptos. As campanhas milionárias do Ministério da Saúde sobre o tema não têm sido lá tão eficazes como deveriam.

E apesar do conceito de barebacking estar associado a orgias freqüentadas por homens que praticam sexo com homens, qualquer pessoa, independentemente de orientação sexual, que busca o prazer sem lançar mão de camisinha é um barebacker.

Também corre o risco de ser infectado, ainda que não seja um participante assíduo das conversion parties, as polêmicas e inconseqüentes festas de roleta-russa, nas quais os convidados brincam com a possibilidade de contrair o vírus HIV.

- Como expliquei, a conceituação de barebacking se transformou ao longo dos anos – ressalta Jorge Eurico Ribeiro, coordenador de Estudos Clínicos da Fiocruz.

– Todos os que praticam sexo sem preservativo, seja homo, bissexual ou hetero, podem ser considerados, atualmente, um bare.

Risco permanente

Ribeiro destaca a necessidade de de todos os que se lançam ao sexo sem camisinhas refletir sobre o polêmico tema e as conseqüências da prática. Os familiarizados com o termo e o movimento partem para o simples "sou contra" ou "sou a favor", estabelecendo-se, assim, dois lados que se mostram inconciliáveis justamente pela falta de consenso sobre a inconseqüência com que muitos homens praticam o unsafe sex. A discussão vai além.

- É importante se informar, pensar e decidir o que se pretende com isso. Ter uma vida saudável passa longe do exercício do bare. A decisão, claro, é exclusivamente pessoal. Da mesma forma que escolheram a orientação sexual, podem assim decidir o que fazer com o próprio corpo - assinala

Números divulgados pelo Ministério da Saúde sedimentam a análise do pesquisador. Em 1996, no Brasil, o índice de heterossexuais com mais de 13 anos contaminados pelo HIV era da ordem de 22,4% do total de 16.938 infectados.

Até junho deste ano, esse percentual saltou para 45,7%. Entre os homo/bissexuais houve uma redução de 32,5% (em 1996) para 27,4% (junho de 2008).

Preço mais alto

Garoto de programa desde 2005, Gabriel Chaves, 22 anos, afirma ser heterossexual e ter namorada. Mas assume que, quando um cliente oferece um valor maior do que o cachê estabelecido para praticar sexo sem preservativo, não pensa duas vezes:

– Tem uns que dobram ou triplicam o valor. Eu não tenho como recusar. Com mulher também é assim. Há homens que pagam mais para transar com elas no pêlo. É um risco, mas eu, por exemplo, procuro conversar antes e, aos poucos, perceber a qualidade do cliente – conta.

Gabriel não foge à regra dos barebackers e poderá fazer parte da estatística no futuro. Embora se autodenomine heterossexual, integra o grupo HSH (Homens que praticam sexo com Homens).

Há 12 anos, o percentual de HSHs infectados era de 24%. Uma década depois, em 2006, eles já somavam 41% do total de soropositivos naquele ano.

Aumento dos índices

Em 2004, a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas Sexuais do Ministério da Saúde apontou que o índice estimado de HSHs no Brasil, entre 15 a 49 anos, era da ordem de 3,2 % da população, ou cerca de 1,5 milhão de pessoas.

A partir dessa base populacional, a pesquisa calculou a taxa de incidência da Aids nesse grupo. Foram constatados 226,5 casos para cada 100 mil pessoas. Esse índice é 11 vezes maior do que o da taxa da população geral (de heteros), que é de 19,5 casos por grupo de 100 mil.

O crescimento no número de casos, sobretudo entre os homens, está relacionado ao fato de que toda uma geração, que jamais havia tido contato direto com a Aids, atingiu uma faixa etária sexualmente ativa. Bombardeados por campanhas em favor do uso do preservativo, acabaram desenvolvendo uma certa "imunidade" a elas, crendo que a doença não é um "bicho tão feito quanto pintam".

Quando remédio é desculpa para ficar doente

Difundida principalmente nos Estados Unidos (Califórnia, em primeiro lugar) e na Europa, a prática do barebacking é polêmica.

Os adeptos do bare alegam que, em função dos avanços atuais relacionados ao tratamento anti-HIV e à facilidade de acesso a ele, caso sejam contaminados não perderão em qualidade de vida.

- Temos os anti-retrovirais, medicamentos que inibem a reprodução do vírus e potencializam o sistema imunológico. Isso impede o surgimento de enfermidades oportunistas (Aids) - ressaltam.

Eles ainda defendem como ponto positivo para não abrir mão da prática o fato de a ansiedade e a angústia frente ao possível contágio pelo HIV desaparecerem, assim que se descobrem soropositivos. Isso é sinônimo de libertação, pois que o uso do preservativo passa a ser descartado.

O barebacker está à procura da relação sexual mais livre, com maior contato íntimo e afetivo. As conseqüências, no entanto, relacionadas à prática nem sempre se traduzem de forma positiva, como supõem seus praticantes. Anti-retrovirais não são os únicos responsáveis pela qualidade de vida de um HIV.

Quando expostos, de forma freqüente, a relações de alto risco, os soropositivos podem sofrer o que se chama de "recontágio", uma nova contaminação, acarretando aumento da carga viral e desencadeamento de queda de imunidade e sintomas.

Além disso, têm grande chance de contrair outras DSTs, tais com sífilis. Isso, certamente, dificultará o tratamento.

"Montar a pêlo", a tradução literal para barebacking, seria uma lenda urbana se não houvesse comprovação real da prática.

A terrível tendência de comportamento existe. Há, de fato, homens, na maioria homossexuais, que querem ser infectados pelo HIV e outros que têm o prazer de ajudá-los a tornar esse desejo realidade.

Psicólogos, antropólogos e sociólogos teorizam sobre distúrbios de comportamento ou disfunção social. Para o resto do mundo, não passam de estúpidos ou patéticos.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Andrógina, evolução?!

Um termo e comportamento que eu acho bem interessante é o do Andrógina. Como de uns tempos pra cá tenho ouvido falar muito nisso, resolvi pesquisar e postar aqui.
Eu, particularmente, creio que o futuro da humanidade seja esse, já que sabemos que o espírito não tem sexo e chegará o dia em que nossas experiências, encarnações, como homem ou como mulher, não serão mais necessárias (isso é o que eu penso, através de tudo que já li). Muitas pessoas não acreditam em vida fora da Terra (vejam só! somente nós existimos no universo?!!!)! Por isso eu tomo muito por base o corpo, comportamento e evolução dos E.T.s, que são seres muito mais evoluídos que nós. E se pensarmos bem, estamos caminhando pra algo semelhante. Olha a diferença do macaco, para nós hoje!
Fora as questões sociais né? Que podem indicar sinais dessa evolução androgina: Mulheres conquistando espaço que antes era só dos homens e eles, por outro lado, fazendo o que só as mulheres faziam; as roupas estão cada dia mais parecidas; a sexualidade está tomando outros rumos; as pessoas estão dando cada vez mais valor ao amor (independente da sua "forma"); inseminações artificiais....
Além do que, dizem que os andróginas tem um Q.I. bem alto e são ótimos artistas (arte: expressão divina). Outro indício de evolução.
Pensem bem sobre isso! Serve até para gente julgar menos tudo que está acontecendo no mundo e compreender mais! Esses esteriótipos e regras estabelecidas não sei por quem. Que a gente mesmo sem saber, espalha o mesmo pensamento primitivo por aí!

Enfim... loucuras à parte, vamos às informações.

Vejam o que a Wikipédia diz:

Androginia refere-se a dois conceitos: a mistura de características femininas e masculinas em um único ser, ou uma forma de descrever algo que não é nem masculino nem feminino.

Conceito de androginia humana

O andrógino é aquele(a) que tem características físicas e, em aditivo, as comportamentais de ambos os sexos. Assim sendo, torna-se difícil definir a que gênero pertence uma pessoa andrógina apenas por sua aparência.

Andróginos que prezam por sua androginia mormente utilizam de adereços femininos, no caso de homens, ou masculinos, no caso de mulheres, para ressaltar a dualidade. Dado isso, tende-se a pressupor que os andróginos sejam invariavelmente homossexuais ou bissexuais, o que não é verdade, uma vez que a androginia ou é um caráter do comportamento e da aparência individual de uma pessoa ou mesmo sua condição sexual psicológica, nada tendo a ver com a orientação sexual (ou identificação sexual), ou seja a atração erótica por determinado parceiro. Desse modo, pessoas andróginas podem se identificar como homossexuais, heterossexuais, bissexuais ou assexuais.


Conceito na psicologia

Na psicologia, androginia é uma disforia de gênero rara que é responsável por uma condição psíquica em que o indivíduo se identifica como não sendo nem homem nem mulher, mas como uma pessoa de sexo mentalmente híbrido, o que se reflete em seu comportamento. Dentro da psicologia, Sandra Bem desenvolveu um teste no qual considera-se a masculinidade e feminidade num plano bidimencional. Nessa modelagem, pessoas com traços significativos para a masculinidade e feminibilidade obtidos, por exemplo, através do Inventário de Papéis Sexuais de Bem poderiam ser consideradas como andróginas. A OMS (Organização Mundial da Saúde) calcula que haja em torno de seiscentos mil verdadeiros andróginos no mundo atualmente[carece de fontes?]. Os Andróginos possuem por natureza aptidão artística e criatividade o que podemos verificar principalmente no meio musical. Além disso os portadores desse caráter psíquico/comportamental expressam valores de Q.I. elevados e uma percepção mais ampla dos relacionamentos humanos uma vez que analisam seu meio de convívio de vários pontos de vista diferentes[carece de fontes?]. Estudos revelaram[carece de fontes?] que os portadores de androginia são em sua grande maioria ansiosos e excêntricos. A androginia não é uma doença e consequentemente também não possui uma cura. O CID (Classificação Internacional de Doenças) não possui classificação específica para tal disforia.

Na mitologia

Andrógino é, também, segundo o livro "O Banquete", de Platão, uma criatura mítica proto-humana. No livro, o comediógrafo Aristófanes descreve como haveria surgido os diferentes sexos. Havia antes três seres: Andros, Gynos e Androgynos, sendo Andros entidade masculina composta de oito membros e duas cabeças, ambas masculinas, Gynos entidade feminina mas com características semelhantes, e Androgynos composto por metade masculina, metade feminina. Eles não estavam agradando os deuses, que os resolveu separar em dois, para que se tornassem menos poderosos. Seccionado Andros, originaram-se dois homens, que apesar de terem seus corpos agora separados, tinham suas almas ligadas, por isso ainda eram atraídos um por o outro. O mesmo ocorre com os outros dois. Andros deu origem aos homens homossexuais, Gynos às lésbicas e Androgynos aos heterossexuais. Segundo Aristófanes, seriam então dividos aos terços os heterossexuais e homossexuais.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Gordinhas Fogosas!

Um estudo realizado pela Universidade do Hawaii, mostra que as fofinhas têm uma libido maior que as magras. E tem mais, elas levam essa tendência à prática, ou seja, têm mais atividade sexual do que as magrelas.

A Escola de Medicina da Universidade do Hawaii realizou este estudo entrevistando mais de 7 mil mulheres estadounidenses entre 15 e 44 anos e concluiu que uma maior percentagem de gordinhas fazem mais sexo do que as normais.

A pesquisa não contemplou diferenças significativas entre as mulheres de diferentes raças, proveniência ou idade, mas sim focou-se na disparidade do peso.

O responsável pelo estudo afirmou que "os resultados foram inesperados. Realmente não sabemos explicar o porquê".

É... Essa pesquisa veio para surpreender e tirar o pensamento de que as gordinhas estão sempre na seca, por conta de nosso sistema ter criado esteriótipos ridículos de beleza.

Informação retirada do site: http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=4286

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Bissexualidade, amor flex

Especialistas debatem: será que todas as formas de amar valem a pena?

Biológica e culturalmente, nascemos homens e mulheres, seres fisicamente diferentes e definidos aos olhos da sociedade. Feitos um para o outro, homem e mulher seriam as metades da mesma laranja. A sociedade ensina que homem tem que se relacionar com mulher e vice-versa. Entretanto, o comportamento de cada um vai se moldando ao longo do tempo e sofre influências bio-psico-sociais. Resultado: nem oito nem oitenta. Tradições dão lugar a novos valores surgidos a partir de grupos que se formam batendo de frente firmemente com o que a sociedade impõe. A opção sexual, por exemplo, ganhou relevância no contexto social moderno. E a bissexualidade ganhou espaço não só nas rodas de discussão. A moda agora é ser flex.

A juventude de hoje vê na sexualidade uma forma de dar o grito de liberdade. "Estamos aceitando a diversidade. Permitimos que as pessoas ‘diferentes' do padrão imposto socialmente saiam de seus casulos e assumam seus desejos. Isto é um ganho individual e social. Provavelmente, num futuro próximo, muitos dirão: estou bissexual, e não sou bissexual", diz a terapeuta sexual Franciele Minotto. Mas, quando se trata da sexualidade, muitos ainda arregalam os olhos se o assunto é ser bi.

Descobrir-se bissexual é uma questão que está intimamente ligada à relação com o mundo que cada um tem. A cultura tem um papel fundamental na definição dos papéis sociais. É a partir dela que se define o conjunto de comportamentos considerados adequados às pessoas. Com a bissexualidade é a mesma coisa. "Ao identificar-se como bissexual, o indivíduo é inserido em um circuito de relações sociais que envolve moda, comportamento, formas de linguagem, freqüência a lugares específicos", explica o sociólogo e pesquisador Rodrigo Rosistolato.

Resolvidos os traumas, aparadas as arestas internas e definido o que é atração real e o que é simples curiosidade, vem a "saída do armário". E a decisão de assumir-se só o próprio indivíduo pode tomar. A honestidade, pregada pela sociedade, esbarra em aspectos pessoais, profissionais e familiares. Esta apresentação para o mundo pode vir acompanhada por momentos difíceis. A mestre em Psicologia Clínica Thays Babo acredita que o autoconhecimento pode ajudar na hora da escolha. "O armário bi tem duas portas: uma para homossexualidade, outra para a heterossexualidade. E abrir ambas ao mesmo tempo requer muito mais do que coragem: requer auto-aceitação, auto-entendimento. Afinal, é duplamente difícil se assumir como gostando de ambos os sexos - por vezes indistintamente, por outras com alguma preferência", explica.

A especialista não acredita que o ambiente influa na orientação sexual. Para ela, o seu papel é outro. "O ambiente é fundamental para a aceitação negação ou repressão - o que equivale dizer que o ambiente influencia no "comportamento sexual". É muito diferente e mais fácil se assumir homo ou bi em uma grande cidade, em que há um anonimato, não se precisa dar conta da sua vida sexual para família, comunidade etc", ressalta.

O mais famoso defensor da bissexualidade humana foi o pai da psicanálise Sigmund Freud, que dizia que todos nascem com plena possibilidade de serem bi, mas as experiências e a relação com a sociedade vão moldando a sexualidade humana. "Ser ou não ser bissexual não é uma escolha consciente. A orientação sexual não é algo que se escolhe, é algo que se vive, acontece!", ratifica a terapeuta Franciele Minotto.

Alguns atribuem a mudança na orientação sexual às experiências sexuais iniciais. Mas parece que a influência não é tão direta. "Cada história é uma história. Cada indivíduo interpreta suas iniciações e vivências sexuais a seu modo. Alguns jovens iniciam a vida sexual com colegas do mesmo sexo, mas acabam tornando-se exclusivos heterossexuais ao longo da vida, alguns descobriram sua bissexualidade após a vivência da exclusiva heterossexualidade. Assim, não há regras", afirma a Dra. Franciele.

Porém, a descoberta da bissexualidade não é um mar de rosas para todos. Para alguns é um verdadeiro susto. "A pessoa se questiona, acha que está confusa, tem dificuldade de aceitar que bissexualidade existe e não é doença ou desvio de caráter - como grande parte da população acha, ainda no século 21", conta Thays.
A aceitação da bissexualidade, tanto por parte do bissexual quanto de quem o rodeia, pode ser um processo lento e doloroso. O medo de ser diferente pode impedir a decisão de se mostrar para todos. Por isso há indivíduos que ficam por muito tempo "em cima do muro", adotando o comportamento que lhe convier, dependendo do grupo em que está inserido.
Depois de todas as pontuações, a pergunta que não quer calar é: bissexualidade existe mesmo ou é lorota? A resposta é simples. Existe sim, e há muito mais bissexuais do que se imagina. Aliás, tem gente que é e nem desconfia.... "Talvez apenas um terço dos bissexuais tenha algum contato sexual efetivo com parceiros de ambos os sexos. Mas poucas vão abrir isto e se identificar como bissexuais", afirma a psicóloga.

Segundo a terapeuta sexual Franciele Minotto, teoricamente, o que define nossa orientação sexual não é nossa prática sexual e sim nossa atração. "Bissexual é o indivíduo que se sente atraído por pessoas do mesmo sexo e do sexo oposto (ambos os sexos), no entanto, não necessariamente precisa fazer sexo com o mesmo sexo e/ou com o sexo oposto", explica a especialista.

Autora do livro "Bissexualidade: invisibilidade e existência", prestes a ser lançado, Thays Babo concorda. "Apesar de a sexualidade ser definida freqüentemente como um contínuo - com heterossexualidade (atração exclusivamente por membros do sexo oposto) em uma extremidade, e homossexualidade no outro (atração exclusivamente por membros do mesmo sexo) - no meio estão pessoas que têm atração por membros de ambos os sexos. Podem ser desejos ocasionais (fantasias, sonhos)", explica a especialista. E ela continua: "Determinar o que faz o desejo surgir é uma tarefa que psicólogos têm se dedicado e ainda não conseguiram decifrar. Há quem busque causas biológicas, hormonais, outros falam de contexto familiar ou social".

Isso prova que a bissexualidade pode estar muito mais presente do que imaginamos. De acordo com a Dra. Franciele, o Estudo da Vida Sexual do Brasileiro, coordenado pela Dra. Carmita Abdo, aponta que a prevalência de bissexuais entre as mulheres é de 0,9% e 1,8% entre os homens, variando conforme a faixa etária. Nas mulheres entre 18 a 25 anos a prevalência é de 1%, já nas acima de 60 anos é de 0,8%. Entre os homens na faixa etária de 18 a 25 anos é de 2,1%, nos acima de 60 anos chega a 0,4%.

O sociólogo Rodrigo Rosistolato ressalta que as estatísticas só incluem as pessoas que escolhem declarar a bissexualidade como opção ou orientação sexual. "As pessoas que praticam a bissexualidade, mas não a declaram, não constam em qualquer estatística. A filósofa Elisabeth Badinter chama atenção para o efeito que classificações como heterossexual, homossexual, bissexual exercem nas pessoas. Quando classificadas desta forma, as pessoas passam a ser vistas exclusivamente a partir de seus desejos sexuais, o que cria, em muitos casos, intensos processos de rotulação e estigmatização", lembra.

É bom ressaltar que assim como os homos e heteros, os bi não carregam um neon piscando na testa. Não existem diferenças comportamentais. Sua busca é como qualquer outra. São seres humanos em busca de amor, carinho e afeto, mas que têm atração por ambos os sexos, já que homens e mulheres oferecem satisfação. "Não há como diferenciarmos um bissexual na balada ou num bar. Todos flertam, paqueram se insinuam em busca do prazer. A diferença é que tanto um belo homem, como uma bela moça podem ser o alvo da paquera", afirma Franciele Minotto.

Ainda não existe nenhuma comprovação científica de que há fatores genéticos envolvidos na orientação sexual, mas um conjunto de influências está presente. "Não há genes a pesquisar para saber se temos a ‘tendência' ou não. O maior teste é a vida. A sexualidade é um fenômeno biológico, psicológico, social e emocional. As interações da genética, do ambiente, dos ganhos e perdas sociais é que formam a personalidade do indivíduo, suas buscas e traumas são herança de algo que tem significado apenas e tão somente para ele", ressalta a terapeuta.

A psicóloga Thays Babo vai mais além. "Espero que nunca encontrem algum gen relativo à orientação sexual, pois um casal homofóbico, por exemplo, pode querer investigar isto durante a gestação e querer abortar, por exemplo. Planos de saúde podem querer preços diferenciados, por exemplo, para as diferentes orientações sexuais. Já pensou?", questiona.

Se ser ou não ser é a questão, a escolha entre as possibilidades só depende de cada um. Mesmo com toda reviravolta social e liberdade sexual, ainda há quem pense que a homossexualidade ou bissexualidade seja uma doença. E Thays Babo avisa: "Muito tardiamente a Medicina e a Psicologia aceitaram que a orientação sexual, por si só, não aponta nenhum transtorno de personalidade e nem patologia. Frente a um psicólogo ou psicóloga que manifeste preconceito ou tente ‘reverter' a orientação sexual, cabe uma denúncia ao Conselho, para que o profissional seja advertido".

E para aqueles que estão em cima do muro, a saída é relaxar e deixar a vida fluir. "Não mandamos em nossa atração sexual, ela surge e o resto é com você! A bissexualidade não é tão ruim quanto parece. Lembre-se que aumenta a possibilidade de encontrar o par perfeito", incentiva a Dra. Franciele.