Hoje no trabalho, vendo algumas fotos de idosos, fiquei pensando o quanto minha mãe não pôde envelhecer. Claro, ela chegou aos 63 anos, mas não chegou a essa idade com boa saúde e aproveitando da sua vida. Além disso, poderia ter vivido muito mais.
Quando a saudade bate eu só penso que ela poderia ter vivido, nos dias de hoje, até pelo menos 80 anos.
Minha mãe teve muitas intempéries na vida, sofreu diversas coisas e muita gente nem fazia ideia disso. Não ficava falando muito sobre. Dedicou boa parte da vida aos outros. Mesmo quando trabalhava demais, seu trabalho era pra ajudar a família mais que tudo.
Bom, o fato é que me pego sempre imaginando como ela seria mais velha. O que faria, e mais do que isso, o que eu poderia fazer com ela e por ela. Só que mais ainda, como seria se ela tivesse tido outra realidade. Se tanta coisa tivesse sido diferente, porque envelhecer como envelheceu, não teria uma vida muito agradável (como não foi tantas vezes pra ela - apesar dela sempre fazer o possível pra fazer os outros felizes).
Infelizmente, eu fiz as maiores coisas por ela depois que ela se debilitou. E isso acontece muito na vida. Vamos levando tudo na correria e um dia atrás do outro, quando nos damos conta muita coisa já passou, muito ficou pra trás e a gente deixou de fazer tanta coisa (e fez tantas outras também).
Gostaria de ter tido a oportunidade de envelhecer ao seu lado, sempre me pego pensando isso. Como seria envelhecer ao seu lado? Mas... tenho que me contentar em não saber como seria a vida assim... nem como ela seria avó... nem as coisas que ainda poderia descobrir nessa fase tão diferente da vida.
Amargamente tenho que aceitar...
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quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Você não pôde envelhecer, mãe
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terça-feira, 22 de setembro de 2026
Quanto tempo?
Quanto tempo temos aqui?
Quanto tempo?
Quanto tempo temos?
Gabriela Grecco
22.09.2026
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quinta-feira, 20 de novembro de 2025
O corpo e a Alma
De silêncio em silêncio o corpo e a alma choram
De grito em grito sangra o coração
O sufocamento no peito
A bola na garganta
O pensamento mais lento que tantos outros muito mais ardilosos
De dor em dor um pouquinho de vida se esvai
A lágrima que rola provoca ira
De grito em grito a alma clama por paz
E a mente fica sem entender
Como pode ser tão ilusório assim?
Palavras que não podem ser ditas
Sentimentos que ficam enclausurados na solidão
E vão corroendo o que tem por dentro
Como não poder falar?
Como ter só pra si tantos sofrimentos e injustiças?
E o corpo e a alma vão sentindo, cada fato, cada um...
Agora também!
Gabriela Grecco
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quinta-feira, 17 de abril de 2025
O caos externo, e o caos interno
Passei uma vida td atribuindo meu mal estar a diversas coisas: fome, calor, estresse, noite mal dormida...
Mal sabia eu que a depressão, a ansiedade,a síndrome do pânico,a labirintite, a enxaqueca,a fibromialgia (tds doenças diagnosticadas acompanhadas e tratadas durante mtos anos), fotofobia,a náusea, a pressão baixa, a perna bamba, a fraqueza, a necessidade de sentar e ficar quieta em vários lugares,o tapar do ouvido,a necessidade do silêncio,o fechar dos olhos, principalmente em um shopping cheio,até o sair correndo do cinema (passando mal) e as tantas crises que me deixaram prostrada na cama ou no sofá por dias ou semanas (ninguém nunca soube) e as diversas ideações, a vida td (nunca contei isso pra ninguém além da Thaís e terapeutas), dentre tantas outras coisas presentes no meu dia a dia, tinham uma única origem: Autismo Nível de suporte 1 (e TDAH tb).
Eu que sempre segurei minhas dificuldades, meu coração na boca em qqer situação, por mais simples que fosse, meus movimentos estereotipados e meus desesperos, mas que tb muitas vezes tive sinceridades e acessos não muito controláveis, deixei que meu corpo sentisse nesses anos todos as consequências de mascarar tudo isso. Os desgastes ósseos na mandíbula de tanto morder, os machucados nas bochechas e na boca, os dedos e cutículas sempre machucados de tanto arrancar as peles, o rosto cheio de marcas de cutucar, marcas de arranhados e até cortados com coisas cortantes, as olheiras cada vez mais marcantes por nunca dormir bem e pela cabeça não parar.
A vida td me achei uma incompetente.Procrastinadora. Que não consegue nem lavar uma louça do começo ao fim sem ter que parar umas 3 vezes com mal estar.Que leva o dia inteiro pra limpar a casa,sendo que levaria no máx meio dia.A frágil, sempre doente: " mas você ta passando mal de novo???" A exagerada, dramática, exigente,chata... complicada.
Mas agora,tenho a resposta ao que me limitou um tanto e fez c que me julgassem.Mas me potencializou qdo foi meu hiperfoco tb.
São 3 anos desconfiando, 1 ano investigando e agr com laudo médico oficial.
Aos que gostam de ferir:Vcs não sabem mais que eu e a médica.
Gabriela Grecco
09/09/2024
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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020
NÃO MENDIGUE
NÃO MENDIGUE CARINHO, AFETO, ATENÇÃO, AMOR!
SE É MENDIGADO NÃO É VERDADEIRO.
EM TEMPOS DE CELULARES, REDES SOCIAIS, PESSOAS E RELACIONAMENTO IDEALIZADOS, POUCOS OS QUE RECEBEM AS SOBRAS DE AMOR E ATENÇÃO.
QUE CADA UM TENHA O AFETO DE QUEM MERECE.
SE DÃO AOS OUTROS E NÃO DÃO A TI, SAIBA QUE OS SEMELHANTES SE ATRAEM. NÃO ESTÁ NA SUA SINTONIA ESSE AFETO.
ESPERE! CARINHO PURO E VERDADEIRO CHEGARÁ PRA VOCÊ. EM BREVE!
SE É MENDIGADO NÃO É VERDADEIRO.
EM TEMPOS DE CELULARES, REDES SOCIAIS, PESSOAS E RELACIONAMENTO IDEALIZADOS, POUCOS OS QUE RECEBEM AS SOBRAS DE AMOR E ATENÇÃO.
QUE CADA UM TENHA O AFETO DE QUEM MERECE.
SE DÃO AOS OUTROS E NÃO DÃO A TI, SAIBA QUE OS SEMELHANTES SE ATRAEM. NÃO ESTÁ NA SUA SINTONIA ESSE AFETO.
ESPERE! CARINHO PURO E VERDADEIRO CHEGARÁ PRA VOCÊ. EM BREVE!
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020
Aquela Senhora [SÉRIE - CONTOS] - 3
Oi pessoal!
Essa é a penúltima parte do conto. Quem quiser saber o desfecho final me envie e-mail para os endereços grecco.gabriela@hotmail.com e grecco.gabriela85@gmail.com, que por um valor simbólico eu envio o final.
Espero que estejam gostando :)
.
.
.
Fiquei em choque. Era a mesma mulher! Com a mesma idade, a mesma aparência! Só não estava com a mesma roupa. O site dizia que ela era uma espécie de guru, guia, sei lá o quê! Era terapeuta, médium e responsável por um espaço holístico em Minas Gerais. Esse espaço tinha palestras, estudos, atendimento para pessoas com doenças físicas e psicológicas.
Mas, como eu havia visto essa senhora na minha frente???
Li mais sobre ela no site. Ela era muito importante na sua área. Nasceu em 1930 e morreu em 2010!
Oi??? Morreu em 2010???
Como eu havia visto ela em carne e osso (pelo menos eu achava) na minha frente?!
Meu coração palpitava. Não acreditava no que estava lendo. Pesquisei sobre ela no google, entrei em vários sites e todos diziam que ela tinha morrido em 2010!
Eu vi um espírito? Eu nem acredito em espírito!!!
Minha mãe não acredita nessas coisas, aliás ela tem até raiva disso tudo e eu também nunca acreditei.
Mas se era um espírito mesmo, por que ela veio falar justo comigo?!
Ela foi uma pessoa importante, então devia ser um espírito importante também. O que queria comigo???
Continuei pesquisando sobre Espiritismo. Li vários artigos, sites, vi vários vídeos sobre. Era tudo muito interessante, como eu nunca tinha lido nada a respeito?
Já estava ficando tarde e minha mãe já tinha me dado bronca para tomar banho e dormir. A minha febre parece que tinha piorado. Depois de ir tomar banho, quase arrastada pela minha mãe, me deitei e conversei com ela que estava no quarto comigo.
- Mãe
- Oi?
- Eu fiz umas pesquisas...
- Sobre o quê?
- Sobre leitura de mãos... espiritualismo... espiritismo...
- Por que filha?
- Porque fiquei curiosa depois daquela senhora falar sobre aura e sobre ler minha mão.
- Júlia, esqueça isso filha.
- Mãe, me escuta.
- Ta... (disse incomodada).
- Fui lendo e pesquisando e achei algo (peguei meu notebook na mesa de cabeceira). Olha (descendo a página do site até a foto da mulher). É ela mãe. Essa é a mulher que eu vi.
Minha mãe não queria ver, olhou meio sem interesse. Quando ela viu a foto da senhora a sua face transfigurou. Seus olhos arregalaram, sua boca tremeu e ficou branca.
- Mãe, o que foi?
- Onde você encontrou isso?
- Em um site espiritualista. Mãe, por que você está assim?
- Não é possível.
- O que foi mãe?
- Deve ser coisa da sua cabeça. Impossível você ter visto essa senhora (disse levantando da minha cama com a mão na cabeça e abrindo o outro braço, gesticulando).
- Você a conhece?
- Não... sim...
- Que é ela mãe?
- Como você achou isso?
- Não sei... uma pesquisa levou a outra e me levou a esse site!
- Impossível você ter visto essa mulher!
- Por que mãe?
- Porque...
- Ela está morta?!
Ela ficou sem reação, os olhos esbugalhados olhando para mim.
- Isso é impossível! Eu não acredito nisso!
- Mas eu vi mãe! De onde você a conhece?
- Pessoas mortas não aparecem pra gente Júlia!
- Eu pesquisei muito! Não acreditava também, mas estou começando a acreditar.
- Não Júlia! Não aparecem (ela estava alterada, incrédula e nervosa).
- Calma mãe. Por que você está tão nervosa???
- Por nada... (disse balançando a cabeça com a mão na boca, olhando pra baixo). Filha, você precisa descansar, vou pegar o remédio para baixar sua febre.
- Mãe me fala de onde você a conhece.
- Eu não conheço!
- Conhece!
- Foi só porque vi que ela está morta.
- Não mãe, eu só te mostrei a foto! Não disse que estava morta e você não leu isso ali.
- Júlia, você precisa dormir. Amanhã tem escola e você tem que melhorar.
- ME FALA MÃE (Aumentei um pouco o tom de voz)
- Ela é a sua avó!
Ela disse isso gritando, caindo de joelhos no chão e com lágrimas rolando rápido pelo seu rosto.
- Mãe (a levantei rapidamente e ajudei a se sentar na minha cama)! Como assim minha avó?! Minha avó mora há 10km daqui!
- Ela é a sua avó de sangue... (disse triste).
- O quê?
Eu não sabia o que falar naquele momento e fiquei só olhando a minha mãe. Ela começou a chorar ainda mais, colocou o rosto no meu ombro. Eu nem sabia o que dizer... só passei a mão em seus cabelos. Minha cabeça estava confusa. Já me questionava o que havia acontecido e agora saber que minha mãe era adotada e que aquela senhora era o espírito da minha avó!
Era muita informação de uma vez só. Minha mãe chorava como uma criança. Eu nunca tinha presenciado algo assim. Ela que sempre foi uma pessoa tão forte, estava totalmente vulnerável naquele momento.
- Você quer falar sobre isso agora?
- Não...
- Posso dormir com você na sua cama?
- Pode filha... amanhã conversamos.
E saímos do meu quarto para o quarto dela. Ela foi tomar banho e eu fiquei na cama com a cabeça a mil.
Esperaria o dia seguinte para esclarecer tudo. Agora eu só podia apoiá-la.
Essa história era ainda mais misteriosa do que eu imaginava e pelo visto eu tinha aberto uma caixa obscura para a minha mãe. Não sabia o que dizer, o que esperar e o fazer.
O dia seguinte diria como tudo seria. Agora só nos restava dormir. Se é que a gente conseguiria dormir...
[continua]
Essa é a penúltima parte do conto. Quem quiser saber o desfecho final me envie e-mail para os endereços grecco.gabriela@hotmail.com e grecco.gabriela85@gmail.com, que por um valor simbólico eu envio o final.
Espero que estejam gostando :)
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Fiquei em choque. Era a mesma mulher! Com a mesma idade, a mesma aparência! Só não estava com a mesma roupa. O site dizia que ela era uma espécie de guru, guia, sei lá o quê! Era terapeuta, médium e responsável por um espaço holístico em Minas Gerais. Esse espaço tinha palestras, estudos, atendimento para pessoas com doenças físicas e psicológicas.
Mas, como eu havia visto essa senhora na minha frente???
Li mais sobre ela no site. Ela era muito importante na sua área. Nasceu em 1930 e morreu em 2010!
Oi??? Morreu em 2010???
Como eu havia visto ela em carne e osso (pelo menos eu achava) na minha frente?!
Meu coração palpitava. Não acreditava no que estava lendo. Pesquisei sobre ela no google, entrei em vários sites e todos diziam que ela tinha morrido em 2010!
Eu vi um espírito? Eu nem acredito em espírito!!!
Minha mãe não acredita nessas coisas, aliás ela tem até raiva disso tudo e eu também nunca acreditei.
Mas se era um espírito mesmo, por que ela veio falar justo comigo?!
Ela foi uma pessoa importante, então devia ser um espírito importante também. O que queria comigo???
Continuei pesquisando sobre Espiritismo. Li vários artigos, sites, vi vários vídeos sobre. Era tudo muito interessante, como eu nunca tinha lido nada a respeito?
Já estava ficando tarde e minha mãe já tinha me dado bronca para tomar banho e dormir. A minha febre parece que tinha piorado. Depois de ir tomar banho, quase arrastada pela minha mãe, me deitei e conversei com ela que estava no quarto comigo.
- Mãe
- Oi?
- Eu fiz umas pesquisas...
- Sobre o quê?
- Sobre leitura de mãos... espiritualismo... espiritismo...
- Por que filha?
- Porque fiquei curiosa depois daquela senhora falar sobre aura e sobre ler minha mão.
- Júlia, esqueça isso filha.
- Mãe, me escuta.
- Ta... (disse incomodada).
- Fui lendo e pesquisando e achei algo (peguei meu notebook na mesa de cabeceira). Olha (descendo a página do site até a foto da mulher). É ela mãe. Essa é a mulher que eu vi.
Minha mãe não queria ver, olhou meio sem interesse. Quando ela viu a foto da senhora a sua face transfigurou. Seus olhos arregalaram, sua boca tremeu e ficou branca.
- Mãe, o que foi?
- Onde você encontrou isso?
- Em um site espiritualista. Mãe, por que você está assim?
- Não é possível.
- O que foi mãe?
- Deve ser coisa da sua cabeça. Impossível você ter visto essa senhora (disse levantando da minha cama com a mão na cabeça e abrindo o outro braço, gesticulando).
- Você a conhece?
- Não... sim...
- Que é ela mãe?
- Como você achou isso?
- Não sei... uma pesquisa levou a outra e me levou a esse site!
- Impossível você ter visto essa mulher!
- Por que mãe?
- Porque...
- Ela está morta?!
Ela ficou sem reação, os olhos esbugalhados olhando para mim.
- Isso é impossível! Eu não acredito nisso!
- Mas eu vi mãe! De onde você a conhece?
- Pessoas mortas não aparecem pra gente Júlia!
- Eu pesquisei muito! Não acreditava também, mas estou começando a acreditar.
- Não Júlia! Não aparecem (ela estava alterada, incrédula e nervosa).
- Calma mãe. Por que você está tão nervosa???
- Por nada... (disse balançando a cabeça com a mão na boca, olhando pra baixo). Filha, você precisa descansar, vou pegar o remédio para baixar sua febre.
- Mãe me fala de onde você a conhece.
- Eu não conheço!
- Conhece!
- Foi só porque vi que ela está morta.
- Não mãe, eu só te mostrei a foto! Não disse que estava morta e você não leu isso ali.
- Júlia, você precisa dormir. Amanhã tem escola e você tem que melhorar.
- ME FALA MÃE (Aumentei um pouco o tom de voz)
- Ela é a sua avó!
Ela disse isso gritando, caindo de joelhos no chão e com lágrimas rolando rápido pelo seu rosto.
- Mãe (a levantei rapidamente e ajudei a se sentar na minha cama)! Como assim minha avó?! Minha avó mora há 10km daqui!
- Ela é a sua avó de sangue... (disse triste).
- O quê?
Eu não sabia o que falar naquele momento e fiquei só olhando a minha mãe. Ela começou a chorar ainda mais, colocou o rosto no meu ombro. Eu nem sabia o que dizer... só passei a mão em seus cabelos. Minha cabeça estava confusa. Já me questionava o que havia acontecido e agora saber que minha mãe era adotada e que aquela senhora era o espírito da minha avó!
Era muita informação de uma vez só. Minha mãe chorava como uma criança. Eu nunca tinha presenciado algo assim. Ela que sempre foi uma pessoa tão forte, estava totalmente vulnerável naquele momento.
- Você quer falar sobre isso agora?
- Não...
- Posso dormir com você na sua cama?
- Pode filha... amanhã conversamos.
E saímos do meu quarto para o quarto dela. Ela foi tomar banho e eu fiquei na cama com a cabeça a mil.
Esperaria o dia seguinte para esclarecer tudo. Agora eu só podia apoiá-la.
Essa história era ainda mais misteriosa do que eu imaginava e pelo visto eu tinha aberto uma caixa obscura para a minha mãe. Não sabia o que dizer, o que esperar e o fazer.
O dia seguinte diria como tudo seria. Agora só nos restava dormir. Se é que a gente conseguiria dormir...
[continua]
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020
Aquela Senhora [SÉRIE - CONTOS] - 2
Oi pessoal!
Desculpem pela ausência, tive problemas com a plataforma e só consegui acesso nesse final de semana! :/
Por isso, deixei para escrever no blog hoje que é o dia oficial da série.
A ideia é postar toda segunda um trecho do conto e na última semana, quem quiser ler o final da história, pode adquirir por um valor simbólico. Pulei duas semanas pelo problema com o blog, mas como eu me adiantei em uma semana nesse mês (postei no final de janeiro), ficamos apenas uma semana em atraso.
Vou postar agora o trecho da semana passada e quarta-feira posto o trecho dessa semana. Quem quiser ler o final (disponível na próxima semana) pode me pedir por e-mail e mediante depósito de um valor simbólico eu o envio por e-mail.
Bom, vamos lá!
.
.
.
Em casa naquele dia eu não conseguia parar de pensar no que havia no ocorrido.
Que senhora estranha! Como ela sabia que eu deveria me atrasar um pouco mais para chegar ao colégio?
Tentei estudar, em 3 dias eu teria prova de geografia. Fiquei uma hora tentando me concentrar nos livros e matéria anotada em meu caderno. Se eu tive 20 minutos de aproveitamento foi muito!
Não sei porque estava tão desconcentrada e pensando tanto no que havia acontecido. O fato de alguém fazer o que fez na escola me chocou e muito, mas aquela senhora me chamava ainda mais atenção. Ela tinha algo familiar que eu não conseguia compreender.
Eu deveria estar muito fora de mim, porque até minha mãe notou. Não precisava de muito para ela notar que algo estava diferente, afinal, é mãe. E na hora do jantar, estávamos eu e ela sentadas à mesa, meu pai viajava à trabalho (como na maioria das vezes) e meu irmão mais novo estava passando a semana na minha avó paterna.
- O que foi filha?
- Nada mãe.
- Aconteceu alguma coisa?
- Não mãe...
- Você mal mexeu na comida. Está com o olhar distante. É pelo que aconteceu hoje no colégio?
- É... mais ou menos...
- Fiquei muito preocupada quando a escola ligou. Pensei que algo poderia ter acontecido com você. Me senti muito mal. Precisei até tomar remédio.
- Sinto muito mamãe. Você parecia tranquila...
- Tenho que parecer filha, mesmo quando não estou. Fui te buscar correndo e com o coração na boca!
- Está tudo bem mãe.
- Filha, pode me falar qualquer coisa. Converse comigo.
- Eu fiquei sim meio abalada. Mas...
- Mas?
- Hoje de manhã antes de ir pra escola eu vi uma senhora...
- Ela te fez alguma coisa?
- Não! Ela só era meio estranha.
- Estranha como?
- Sei lá... falava de aura.
- Aura? O que ela disse?
- Que era muito bonita. Prata azulado.
- Ai filha, essas pessoas dizem muitas bobeiras.
- Você não acredita em aura?
- Sei lá Júlia... só acho que não tenho tempo para essas coisas.
- Ela não queria me deixar sair.
- Como assim? Ela fez algo com você?
- Não mãe. Ela ficava puxando assunto e eu com medo de ser indelicada ouvia. Ela disse que meu caminho é muito bonito.
- Júlia, você não deve dar atenção a estranhos.
- Eu sei mãe. Foi coisa de segundos. Eu parei porque estava muito cansada, dormi muito pouco e minhas pernas pesavam toneladas!
- Desculpe você andar alguns quarteirões filha. Amanhã eu te levo até a porta da escola. Depois do que houve hoje não quero mais errar com nenhum de vocês.
- Tudo bem mãe! Você precisava levar o Léo na vovó e ir trabalhar. A senhora disse que a escola poderia esperar. Quando ameacei sair ela disse se poderia ver a minha mão e eu disse que não e saí.
- Fez muito bem. Eu sei que é uma senhora, mas a gente nunca sabe o que pode acontecer.
- Parecia que ela queria me atrasar mãe.
- Como assim?
- Parecia que ela sabia o que ia acontecer e que estava tentando me salvar. E foi o que aconteceu. Se ela não tivesse conversado comigo e insistido para que eu a ouvisse, eu estaria lá na hora do atirador!
- Meu Deus!
- Ela me salvou!
- Será filha? Não foi uma coincidência?
- Não sei... eu tenho a impressão que a conheço de algum lugar.
- Bom, o importante é que você está bem e a partir de amanhã te deixo na porta da escola. Combinado?
- Combinado.
- Agora coma a sua comida, depois lave a louça. A mamãe vai tomar um banho pra daqui a pouco a gente dormir. Você está dormindo muito mal ultimamente! E eu também!
- Tá bom.
Eu comi um pouco, mas não tinha fome. Pouco depois fui me deitar. Queria descansar, desligar a cabeça, esquecer tudo que havia acontecido.
Consegui dormir só meia hora depois de deitar. Tive pesadelos horríveis.
O atirador era como um monstro horroroso. Pessoas corriam desesperadas no saguão do colégio e a senhora estava no portão de entrada do saguão. Uma luz azul muito forte saía dela. Seus olhos pareciam imãs que me olhavam fixamente. Eu sentia uma energia muito forte vindo dela, como se pudesse me proteger. Nesse momento dei um pulo, acordei assustada com o celular despertando. Eu estava suada. Nunca suava, nem mesmo quando fazia atividade! Aquele mistério todo do dia anterior estava me deixando louca!
Era hora de levantar. Tomei um copo d'água e fui tomar banho. Parecia que eu estava com febre.
Minha mãe me viu e me achou muito abatida. Mediu minha temperatura. Achou melhor eu não ir à escola e ligou no seu trabalho para avisar que trabalharia em casa, pois eu estava mal e se piorasse me levaria ao hospital.
Eu não gostava de faltar da escola, mas até que gostei da ideia. Meu corpo estava moído e minha cabeça rodava.
O que estava acontecendo comigo? Nem foi algo tão chocante assim o que havia acontecido no outro dia. Por que até febre eu tinha?
Passei esse dia deitava, vendo tv, mas em boa parte dele eu li sobre várias coisas. Sobre aura, leitura de mãos.. espiritismo, espiritualismo. Nem sei o que me levou a pesquisar isso tudo. Só sei que precisava de respostas e quanto mais eu pesquisava mais eu queria saber, mais eu ficava intrigada.
Já era a noite. Entrei no último site. Algo me atraiu para ele. Fui rolando a barra e lendo as matérias, até que encontro uma foto...
Eu não acreditava no que estava vendo! Meu coração palpitou na hora!
Aquela senhora... aquela senhora de ontem, era a mesma senhora da foto!
[continua]
Desculpem pela ausência, tive problemas com a plataforma e só consegui acesso nesse final de semana! :/
Por isso, deixei para escrever no blog hoje que é o dia oficial da série.
A ideia é postar toda segunda um trecho do conto e na última semana, quem quiser ler o final da história, pode adquirir por um valor simbólico. Pulei duas semanas pelo problema com o blog, mas como eu me adiantei em uma semana nesse mês (postei no final de janeiro), ficamos apenas uma semana em atraso.
Vou postar agora o trecho da semana passada e quarta-feira posto o trecho dessa semana. Quem quiser ler o final (disponível na próxima semana) pode me pedir por e-mail e mediante depósito de um valor simbólico eu o envio por e-mail.
Bom, vamos lá!
.
.
.
Em casa naquele dia eu não conseguia parar de pensar no que havia no ocorrido.
Que senhora estranha! Como ela sabia que eu deveria me atrasar um pouco mais para chegar ao colégio?
Tentei estudar, em 3 dias eu teria prova de geografia. Fiquei uma hora tentando me concentrar nos livros e matéria anotada em meu caderno. Se eu tive 20 minutos de aproveitamento foi muito!
Não sei porque estava tão desconcentrada e pensando tanto no que havia acontecido. O fato de alguém fazer o que fez na escola me chocou e muito, mas aquela senhora me chamava ainda mais atenção. Ela tinha algo familiar que eu não conseguia compreender.
Eu deveria estar muito fora de mim, porque até minha mãe notou. Não precisava de muito para ela notar que algo estava diferente, afinal, é mãe. E na hora do jantar, estávamos eu e ela sentadas à mesa, meu pai viajava à trabalho (como na maioria das vezes) e meu irmão mais novo estava passando a semana na minha avó paterna.
- O que foi filha?
- Nada mãe.
- Aconteceu alguma coisa?
- Não mãe...
- Você mal mexeu na comida. Está com o olhar distante. É pelo que aconteceu hoje no colégio?
- É... mais ou menos...
- Fiquei muito preocupada quando a escola ligou. Pensei que algo poderia ter acontecido com você. Me senti muito mal. Precisei até tomar remédio.
- Sinto muito mamãe. Você parecia tranquila...
- Tenho que parecer filha, mesmo quando não estou. Fui te buscar correndo e com o coração na boca!
- Está tudo bem mãe.
- Filha, pode me falar qualquer coisa. Converse comigo.
- Eu fiquei sim meio abalada. Mas...
- Mas?
- Hoje de manhã antes de ir pra escola eu vi uma senhora...
- Ela te fez alguma coisa?
- Não! Ela só era meio estranha.
- Estranha como?
- Sei lá... falava de aura.
- Aura? O que ela disse?
- Que era muito bonita. Prata azulado.
- Ai filha, essas pessoas dizem muitas bobeiras.
- Você não acredita em aura?
- Sei lá Júlia... só acho que não tenho tempo para essas coisas.
- Ela não queria me deixar sair.
- Como assim? Ela fez algo com você?
- Não mãe. Ela ficava puxando assunto e eu com medo de ser indelicada ouvia. Ela disse que meu caminho é muito bonito.
- Júlia, você não deve dar atenção a estranhos.
- Eu sei mãe. Foi coisa de segundos. Eu parei porque estava muito cansada, dormi muito pouco e minhas pernas pesavam toneladas!
- Desculpe você andar alguns quarteirões filha. Amanhã eu te levo até a porta da escola. Depois do que houve hoje não quero mais errar com nenhum de vocês.
- Tudo bem mãe! Você precisava levar o Léo na vovó e ir trabalhar. A senhora disse que a escola poderia esperar. Quando ameacei sair ela disse se poderia ver a minha mão e eu disse que não e saí.
- Fez muito bem. Eu sei que é uma senhora, mas a gente nunca sabe o que pode acontecer.
- Parecia que ela queria me atrasar mãe.
- Como assim?
- Parecia que ela sabia o que ia acontecer e que estava tentando me salvar. E foi o que aconteceu. Se ela não tivesse conversado comigo e insistido para que eu a ouvisse, eu estaria lá na hora do atirador!
- Meu Deus!
- Ela me salvou!
- Será filha? Não foi uma coincidência?
- Não sei... eu tenho a impressão que a conheço de algum lugar.
- Bom, o importante é que você está bem e a partir de amanhã te deixo na porta da escola. Combinado?
- Combinado.
- Agora coma a sua comida, depois lave a louça. A mamãe vai tomar um banho pra daqui a pouco a gente dormir. Você está dormindo muito mal ultimamente! E eu também!
- Tá bom.
Eu comi um pouco, mas não tinha fome. Pouco depois fui me deitar. Queria descansar, desligar a cabeça, esquecer tudo que havia acontecido.
Consegui dormir só meia hora depois de deitar. Tive pesadelos horríveis.
O atirador era como um monstro horroroso. Pessoas corriam desesperadas no saguão do colégio e a senhora estava no portão de entrada do saguão. Uma luz azul muito forte saía dela. Seus olhos pareciam imãs que me olhavam fixamente. Eu sentia uma energia muito forte vindo dela, como se pudesse me proteger. Nesse momento dei um pulo, acordei assustada com o celular despertando. Eu estava suada. Nunca suava, nem mesmo quando fazia atividade! Aquele mistério todo do dia anterior estava me deixando louca!
Era hora de levantar. Tomei um copo d'água e fui tomar banho. Parecia que eu estava com febre.
Minha mãe me viu e me achou muito abatida. Mediu minha temperatura. Achou melhor eu não ir à escola e ligou no seu trabalho para avisar que trabalharia em casa, pois eu estava mal e se piorasse me levaria ao hospital.
Eu não gostava de faltar da escola, mas até que gostei da ideia. Meu corpo estava moído e minha cabeça rodava.
O que estava acontecendo comigo? Nem foi algo tão chocante assim o que havia acontecido no outro dia. Por que até febre eu tinha?
Passei esse dia deitava, vendo tv, mas em boa parte dele eu li sobre várias coisas. Sobre aura, leitura de mãos.. espiritismo, espiritualismo. Nem sei o que me levou a pesquisar isso tudo. Só sei que precisava de respostas e quanto mais eu pesquisava mais eu queria saber, mais eu ficava intrigada.
Já era a noite. Entrei no último site. Algo me atraiu para ele. Fui rolando a barra e lendo as matérias, até que encontro uma foto...
Eu não acreditava no que estava vendo! Meu coração palpitou na hora!
Aquela senhora... aquela senhora de ontem, era a mesma senhora da foto!
[continua]
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sábado, 18 de janeiro de 2020
UMA PALAVRA
Uma palavra 'MAL DITA'
Anula 300 palavras 'BEM DITAS'
Uma frase no calor da emoção
Substitui 300 frases de perdão
Uma atitude impensada
Apaga 300 atitudes sensatas
O algoz vira clemente
O vilão vira prudente
O insensato vira equilibrado
O egoísta vira bem apessoado
O certo nesse mundo de merda
É que o incorreto é o correto
Quem magoa não pode se magoar
Quem fere nunca pode chorar!
Continuamos caladas
Engolindo nossas dores
Porque gritar nessa Terra amaldiçoada
É o mesmo que provocar dissabores
Algozes impunes
Punidos os bons estão
Vivendo suas vidas lúgubres
Sem clemência e sem perdão!
Gabriela Grecco
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terça-feira, 14 de janeiro de 2020
Palavras
Algumas palavras reverberam
"Palavras boas" reverberam
"Palavras más" reverberam
Pensamentos reverberam
Opiniões reverberam
Se os pensamentos não trazem o bem, não os pense
Se sua opinião está chega de preconceito, mude-a
Se as palavras não agregam, não as diga!
Gabriela Grecco
Jan 2020
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sexta-feira, 27 de dezembro de 2019
Vento vem e vai
Vento vem
Vento vai
Nada muda
Vento vem
Vento vai
Pouco muda
Vento vem
Vento vai
Nada vai mudar
Vento vem
Vento vai
Cansada de esperar
Gabriela Grecco
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quarta-feira, 18 de dezembro de 2019
Foco | Desfoco
Primeiro plano
Segundo plano
Terceiro plano
Foco
Desfoco
Interesse em outra questão
Foco
Desfoco
Irritação
Olhos e mente voltados para lá
Aqui
Aqui não
Voltados para lá
Esquecimento
Falta de interesse
Foco voltado para lá
Dor
Insônia
Gastrite
Dor
Primeiro plano? Não
Foco? Não
Interesse? Não
O foco está lá!
Abstrai
E aceita
Gabriela Grecco
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domingo, 15 de dezembro de 2019
TORPOR
QUERO VIVER NESSE TORPOR
ME EMBRIAGAR NA ANESTESIA
QUERO FUGIR DE TANTA DOR
SENTIR O AR COMO BRISA, COMO MARESIA
QUERO VIVER NESSE TORPOR
QUE NÃO É QUASE NADA, MAS É RECONFORTANTE
QUERO SENTIR ESSE FRESCOR
DE UMA ALMA CINTILANTE
QUERO ME ENTREGAR
A ESSA SENSAÇÃO LIBERTADORA
QUE ME FAZ CONTINUAR NA MINHA BOLHA
EU QUE SEMPRE BATI DE FRENTE COM A VIDA
AGORA ANESTESIO E CONTINUO
UM PASSO DE CADA VEZ
AS VEZES DOIS
AS VEZES TRÊS
CONTINUO...
GABRIELA GRECCO
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Minh'alma
MINH'ALMA CHORA DESTROÇADA DESPEDAÇADA
MINH'ALMA CHORA
MINH'ALMA CHORA DESTROÇADA DESPEDAÇADA
MINH'ALMA CHORA
MINH'ALMA CHORA DESTROÇADA DESPEDAÇADA
MINH'ALMA CHORA
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sábado, 14 de dezembro de 2019
V A Z I O
Qual o tamanho de cada V A Z I O ?
Não sei...
Eu sei que o meu é
E N O R M E
Gabriela Grecco
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sexta-feira, 13 de dezembro de 2019
ABRAÇO
Espero pelo abraço que não vem
Clamo pelas palavras
Sonho com a piedade
Almejo pelo conforto
O ar está conturbado
Minha cabeça gira
Meu corpo doi
Minha alma chora
Espero pelo carinho
Pela atenção
Minhas feridas precisam de cura
E de cuidado
As respostas ficam no ar
Elas nem se dão ao trabalho de me dar
As perguntas são em vão
Atenção
Atenção
Não sou digna dela
Ela só vem quando há insegurança
Carinho, proteção
Não será dessa vez
Algum dia eu parto...
Para um lugar digno e feliz
Gabriela Grecco
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019
Dor no peito
Dor no peito que não cessa
Dor no peito que sufoca
Dor no peito que oprime
Dor que tira o ar
Que faz o pranto rolar
Dor que comprime
Dor nauseante
Dor angustiante
Dor opressora
Dor avassaladora
Dor que causa estragos
Dor de desemparo
Dor de solidão
Dor que não deveria existir
Dor de incompreensão
De falta de perdão
De não mais querer existir
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quinta-feira, 31 de outubro de 2019
O que serve para mim não serve para você
Sim, o que serve para mim não serve para você
Faça o que eu digo, não faça o que eu faço
Todos os direitos
Nenhum dever
Colhe-se o que se planta
Planta
Planta
Podridão
Meiguice misturada com amargor
Amor com ódio
Estar acompanhada, mas com solidão
Faça o que eu digo, não faça o que eu faço
Egoísticamente tudo me é permitido
Foda-se o outro
Foda-se você
Indignação seletiva
Comoção também
O que serve para mim não servepara você!
Faça o que eu digo
Não faça o que eu faço!
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sexta-feira, 25 de outubro de 2019
Pouco importa
Como vai?
Como vai?
Como foi?
Como foi?
Pouco importa
Como vai?
Como vai?
Como foi?
Como foi?
Nada importa
Como vai?
Como vai?
Como foi?
Como foi?
Foda-se
Como vai?
Como vai?
Nada foi
Não, não foi
Já é tarde
Como vai?
Como vai?
Como ia?
Como ia?
Como seria?
Como seria?
Como poderia
Ser?
Já Foi!
Adeus...
Gabriela Grecco
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sábado, 28 de setembro de 2019
Olhos Tristes
Era um dia nublado. Eu a encontrei.
Andava pela rua, cheia de gente de um lado para o outro, em uma grande metrópole.
Eu ia. Ela vinha. Tudo parecia andar em câmera lenta. O tempo diminuía.
Não sei porque meus olhos olharam aquela menina, garota, mulher. Eu a conhecia. Mas não me lembrava.
Ela se aproximava. Eu ficava ainda mais intrigada. De onde a conhecia?
Sua feição me era familiar. Algo não me deixava lembrar.
O tempo parecia flutuar.
Ela vinha. Eu ia.
Eu sentia que ela era muito próxima a mim. Extremamente familiar!
Conforme se aproximava meu peito palpitava.
Queria me lembrar, mas não conseguia.
Fixei meus olhos nela, que não me olhava, forcei minha mente a recordar.
Tentava... tentava me lembrar...
Sim!!! Eu a conhecia! Conhecia muito bem! Era uma velha conhecida!
Mas algo estava diferente, às vezes ela nem parecia a mesma pessoa.
O que mudou?
Seu olhar era vago. Mas havia um brilho no fundo, apesar de triste. Olhava no horizonte, mas parecia não enxergar nada.
O que estava diferente?
Estava mais velha?
Mais magra?
Mais gorda?
Não! Algo mudou! Mas não sabia dizer...!
Os passos lentos eram dados e nós nos aproximavamos cada vez mais.
O que mudou?
O que mudou???
Ah... sim!!!
Seus olhos!
Seus olhos estavam caídos, tristes! Não o olhar, apesar de quase sem vida, mas seus olhos!
A pálpebra pendia para baixo.
Lembro-me de seus olhos há um tempo. Eram vivos, cheios de vida. Ela passou por muita coisa antes, mas seus olhos não caíram. A pele entre os olhos e as sobrancelhas não se curvavam para baixo antigamente.
Agora sim. Eles estavam para baixo.
Meu peito foi tomado por profunda tristeza. Aquela menina, que eu conhecia há tanto tempo, sofria. A ponto de seus olhos caírem!
O que houve de tão grave para isso?
Meu Deus! Que provações ela passou?
Teria como reverter? Seus olhos poderiam levantar-se?
Seu sofrimento parecia mudo. Calado. Doi sofrer e não falar ou não ser ouvida. Esse poderia ser seu mal.
Queria, profundamente, poder ajudá-la!
Ela finalmente passou por mim. Continuava transportada para outra dimensão. Nada a sua volta importava.
Pude olhar pra ela de perto, em câmera lenta, mas eu estava tomada por alguma energia que me movia para frente e não pude parar ou indagar.
Quando ela passou por mim meu rosto virou-se sozinho. Não tinha domínio sobre o meu corpo.
Continuei meu caminho. E ela o dela.
O tempo voltou ao normal. Todo o barulho, a correria. Só consegui virar-me e vê-la ir embora. Ela continuava a andar lentamente.
O que houve com aquela menina?
O que houve com seus olhos?
Seus olhos tristes e caídos me tocaram a alma e eu nunca mais fui a mesma!
Gabriela Grecco
28/09/19
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segunda-feira, 8 de julho de 2019
Me perdoe
Que o Universo me perdoe
Por todos os erros
Por todas as tentativas em vão
Por todas as brigas
Por todas as vezes que disse não
Por todas as explosões
Pelas vontades de desistir
Por algumas razões
Que me fizeram retroagir
Pelas infantilidades
Pelas futilidades
Pelas razões vãs
Pela perversidade
Pela imaturidade
Por muitas vezes não estar sã
Me perdoe por não perdoar
Me perdoe por magoar
Me perdoe pela condição insana
Que me faz errar mais que acertar
Me faz chorar e me desesperar
Ao invés de ser mais humana
Me perdoe Universo
Me perdoe
Gabriela Grecco
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