quinta-feira, 26 de julho de 2012

Dormir pra quê [SONHAR]?!

Houve um tempo em que essa frase era maravilhosa pra mim! Deliciosamente pronunciada: "DORMIR PRA QUÊ?!"!
Bons tempos! Que tempos! Não tão distantes...
Não dormi na noite passada, não vou conseguir dormir tão fácil essa noite! Às 7 da manhã vou até o HC com a minha mãe fazer uma ultra-endoscopia (simplificando o nome que não é exatamente esse). Ela está com um cisto no pâncreas é muito magra e frágil e esse procedimento me preocupa! E muito! Os médicos já alertaram para um certo risco. Tudo tem seu risco, quando nos dizem isso então... confesso que estou quase apavorada!
Não faz muito a minha praia ficar apavorada, mas nem me passa pela cabeça acontecer algo com a minha mãe. Eu sinceramente não iria levar numa boa nessa fase da minha vida [nem sei se em um futuro próximo].
Ligaram Ontem mesmo pela noite pra dizer pra ela ir de manhã. É sempre assim, surge uma vaga e tem que ir! Sem programação, às pressas! Ela, tadinha, está desesperada, morrendo de medo!
Vamos torcer e orar pra que tudo dê mais que certo, antes, durante e depois! QUE VAI AJUDAR PRA QUE DÊ!
Tem acontecido tanta coisa [pra variar], que eu to pilhadona, sentindo meio mal, confusa, conturbada pra caramba!
Eu quero uma ótima notícia hoje! Quero a minha veínha saindo boazinha de lá e com os resultados negativos pra mais um tumor! QUE ASSIM SEJA!
Depois eu resolvo [ou não] as outras preocupações que também me tiram o sono.

Sonho com o dia, em que eu volte a sonhar acordada. Mas não aqueles sonhos onde se planeja! Não! Aqueles em que sentimos, vivemos. O de passar um dia maravilhoso no parque, comer o bolo de fubá da vó, passear com a mãe por aí, dar risada até passar mal ou de agradecer no leito do hospital pelo pior não ter acontecido, de ter tido outra oportunidade, apesar de tanto ter ocorrido! Esse tipo de sonho! Daqueles que nos faz respirar e saber o quanto é bom estar viva, o quanto vale a pena. Apesar de não sonhar com tanta coisa mais, eu ainda sonho e planejo muitas. Mas esse sonho que almejo é plástico, sensível [literalmente], concreto, físico [e ao mesmo tempo não]. Esse sonho, que não está no campo das ideias, eu sonho em voltar a sentir um dia!

gabriela grecco

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